Um pouco do Zaratustra
Tô lendo Assim Falou Zaratustra (F. W. Nietzsche). É impossível ler esse livro sem pensar, matutar, meditar…enfim, o que seja. Há uma atmosfera épica, bíblica, filosófica, catedrática (hoje estou adorando adjetivar), que não se explica, apenas se sente, na alma, no corpo, no espírito.
Não vou me aprofundar em muitos comentários por enquanto, ainda estou bem no início, mas algumas coisas já me chamaram a atenção:
Zaratustra fala, enaltece, o corpo sobre o espírito, e citarei, abstendo-me de comentários, por enquanto, algumas frases. “Enfermos e decrépitos foram os que menosprezaram o corpo e a terra, os que inventaram as coisas celestes e as gotas de sangue redentor; mas até esses doces e lúgubres venenos foram buscar no corpo e na terra. (…)E julgaram-se arrebatados para longe de seu corpo e desta terra, os ingratos! A quem deviam, porém, o seu espasmo e o deleite do seu arroubamento? Ao seu corpo e a esta terra.”.
Há, também, outra coisa interessantíssima, pois coincide com o que eu pensava, já sabia eu que minha idéia não era, de forma alguma original (mesmo que eu não a tivesse copiado de outro lugar antes); é acerca do deus que cria um mundo, como nós podemos ser deuses criando universos dentro de nós e como poderíamos ser apenas criações de um outro artista que chamamos de Deus, ou algo do tipo. Cito: “Obra de um deus dolente e atormentado me parecia então o mundo. (…) O criador quis desviar de si mesmo o olhar…e criou o mundo.”.
Enfim…faça sua meditação, tenha sua opinião, conclua. A si mesmo.
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Meditando…