há 1 mês atrás - Nenhum comentário
De ser infinitamente calado Abriam-se as flores a ele Afim de saberem do que se trata, ou se tratava Aquelas perguntas, tantas, tão constantes e opacas Tão fundas e obscuras Fossem as perguntas ou as respostas De ser infinitamente impreciso em sua mira Mirava por todos os lados quando perguntava E acusava qualquer vento de
há 1 mês atrás - Nenhum comentário
Quase se desmorona de si mesmo sobre si Recaindo em lembranças de cheiros e perfumes, Do quanto se misturam em seus costumes E em seus corpos, de mesma cor e frenesi. Quase parte ao sul, mais longe ainda, Em mãos que arquitetam felicidade E dedos que se movem em celeridade, Em prazer de calor que
há 1 mês atrás - 1 comentário
Ela foi à cafeteria sozinha, porque se sentia sozinha, porque era sozinha, mesmo não sendo. Tinha amigos, mas nenhum gostaria de acompanhá-la em um café, sentar em uma mesa, calma, com um café e um pão de queijo, um DVD do Paul McCartney tocando, ocupando o lugar, enchendo o que poderia ser preenchido por solidão.
há 1 mês atrás - 1 comentário
Sem permissão, invades uma noite silenciosa, E sorris a essa vida ao abrir a porta, E iluminas, dourada, ígnea, artificiosa, Revives sala, quarto, espírito e alma morta. Traz, do fogo lindo que há em teus pertences, Qualquer quê quimérico quando queres; Faz-te similar à vida viva, e assim me vences, Tiras de mim as defesas,
há 2 meses atrás - 2 comentários
Ele havia encostado o revólver sob seu queixo. Ele pensou em como era engraçada a sensação do aço gelado encostando sua pele, era como se experimentasse o tato através de outra pessoa, não sentia, de verdade, que era ele quem segurava o peso daquela arma, escura, carregada de pólvora e chumbo e de medo e
há 2 meses atrás - 7 comentários
Em que momento foi que perdemos a nossa habilidade de sentir e estar presente aos momentos? Quando foi que esquecemos de presenciar a própria vida como parte dela? Quando deixamos de lado a atenção a todas as sensações causadas pelos cheiros, sons e luzes que nos tocam o tempo todo? Ontem à noite, antes de
há 6 meses atrás - Nenhum comentário
É um pouco disperso e muito longe de medidas, Imensurável em superlativos pacóvios, Num reino em que o ocaso é constante E o raiar dum novo dia é porvir fantasioso. Como se o Jack fosse aliviar a tensão No fim de uma garrafa que não esvazia Ou no filtro de um cigarro eterno. O porvir
há 7 meses atrás - Nenhum comentário
Como um purgatório a sustentação, Uma espera infinita e ansiosa, Uma provação elísea e belicosa; – Quanto da minh`alma em suspensão. Quanto suporta num instante sorumbático, De cair a fé e a certeza nesse embate Que não socorre feridos em combate Mas desola o corpo ao trágico. Sair de mim ou de ti esse suspiro,
há 8 meses atrás - 1 comentário
Jorge Ben Jor é um cara que me intriga, eu acho ele completamente estranho e insípido, sua fisionomia inexpressiva me dá a impressão de uma pessoa que tem muita coisa na cabeça e não repassa nada adiante. Quando eu era bem pequeno costumava ouvir, entre Raul Seixas e Cazuza, Jorge Ben Jor, cantava bem alto
há 9 meses atrás - 2 comentários
Minhas folhas secas eu as deixo cair, nesse momento nada deve pesar. Desfaço os nós e solto as raízes para que tudo seja levado pelo vento. Sinto o cheiro de um outono tardio, por isso balanço os galhos e solto as folhas, não devo alimentar o passado que secou. Que o solo possa me nutrir