É como ter no peito uma tempestade se formando

E um raio distante brilha e ecoa nesse deserto

Tão incerto de onde atingirá, se longe ou perto

Deixando a agonia de guardá-lo apodrecendo

Como se cada fibra ululasse e pulasse

Em desesperados espasmos incontidos

E enchesse o pulmão de sustenidos

Para que em fermata os bradasse

É de ter os olhos opacos e a boca sedenta

E ter o grito mais forte que uma supernova

Eu falo do falo da exasperação dessa cova

Cantada em melodia tão triste e lenta

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