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traga um fio de lã
Brinco com as palavras
Como brincasse de caça-bilhetes;
Escondo nos poemas as sementes
Da trilha da Árvore da Vida.
E cada miudeza leva à outra esfera
Por um caminho já não tão claro,
Enquanto se torna mais e mais raro
Perceber de antemão o que nos espera.
Pois é das migalhas que construo a obra
Por onde, cuidadosamente, te guiando
Sigo. Para que, de quando em quando,
Vejas por uma fresta um pouco da sobra.
E quando contemplarmos, juntos,
O monumento que foi construído
Dir-me-ás haver sempre seguido
As pistas dos meus mundos.
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É sempre tão bom qdo a alma fala!
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… então poderemos juntar as pontas, tramar entre os finos fios indizíveis, ora ásperos ora macios, enquanto o tempo – imponderável – nos leva até onde.
Belíssima sua poesia, acho que é a poética da vida, do existir. Um segredo, bem sei, a ser sempre desvendado. Iremos pois, nesse enrolar e desenrolar que nos destrança e trança num ad infinitum devir (?).
Um beijo, querido!