Tenho o costume de andar pelas estrelas

E de correr pelo espaço como um deus

E só quando tropeço e caio que entendo

- sempre serei mais humano do que gostaria

Tenho a mania de brincar com espíritos

Dançamos, cantamos e brincamos o tempo todo

E é quando me canso e eles continuam ativos

Que me vejo ainda preso em minha história

Pois que dessas lições tão sutis e constantes

Que me faço vezes mais, vezes menos, vítima

Vejo que cada dado tem seu número certo

E que mesmo o caos é definido por um momento

E que nos planetas onde durmo, vez por outra,

Nas noites insustentáveis desse universo,

Possa abrandar esse meu espírito que não é meu

Sonhando ser mais força e menos delírio

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