De forma alguma quero dizer que essas ideias aqui são originais, muito menos novas. Já devo ter lido isso em alguma lugar. Contudo, no momento, isso me pareceu pertinente ser escrito com ideias próprias, com o que me veio agora na cabeça. Sendo assim, é muito possível que isso tudo caia no besteirol, porém, como não tenho a intenção de ser muito científico e sério nesse texto, vou deixar a imaginação se soltar.

Primeiro, me peguei pensando em como as coisas têm passado rápidas demais, os dias acabam logo, as semanas passam e quando se vê já é a segunda-feira que parecia tão distante sete dias atrás. Os meses vão correndo, e o ano novo chega como se recém tivéssemos batido as taças com champanhe fazendo todos aqueles votos e promessas entediantes, falsas e, muitas vezes, de tolice perturbadora.

Quis buscar uma explicação física para isso. Como trabalho muito com a física newtoniana, foi natural que, no início, eu buscasse algo ali para justificar isso. Fui, de cara, pra equação de pêndulo simples, onde o período é definido pela fórmula T=2π√L/g . Onde T é o período que demora para que se complete um ciclo (do pêndulo, no caso), L é o comprimento da corda e g é a gravidade.

Pois bem, logo se percebe que quanto maior o comprimento da corda maior é o período do movimento, e agora percebo que fui bastante juvenil nessas comparações. Enfim, agora vamos até o fim. Se o período é maior, a frequência (f=1/T) é menor, e assim, através da equação de velocidade da onda (V=λ.f) percebemos que a velocidade diminui.

Por métodos específicos que não citarei aqui, hoje sabemos que o universo está em expansão, isotrópica e acelerada (pra todos os lados, na mesma proporção e quanto mais afastadas as coisas mais rápidas parecem se afastar).

Tendo o universo em expansão, nossa equivalente ao comprimento (L), o período do universo em ondas seria maior, portanto a frequência menor e, assim, a velocidade diminuindo, tomando nosso comprimento de onda ( λ) como constante. Portanto, essa impressão de rapidez dos dias que temos deveria ser exatamente contrária, deveríamos experimentar uma vagarosidade. Mas é óbvio que isso não é assim, as coisas não se aplicam dessa forma.

Também, com o universo em expansão, a desordem do universo cresce (entropia), as colisões se tornam mais raras, a energia se torna mais dispersa e o calor decresce. O que também parece tão estúpido em tempos de aquecimento global.

Isso tudo ficou bastante confuso, claramente equivocado e, também, inválido.

Teimoso, fui adiante.

Dei uma lidas rápidas sobre a relatividade do tempo e expansão do universo e encontrei umas coisas que eu já havia lido, provavelmente, no O Universo numa Casca de Noz do Stephen Hawking. Dependendo da velocidade com que determinado corpo se locomove, o tempo irá agir de forma diferente sobre ele, como no paradoxo dos gêmeos.

Sendo assim, um corpo que se locomove com uma velocidade extremamente alta (falamos aqui de grandezas como a velocidade da luz) teria a ação do tempo modificada sobre ele, ou seja, o tempo pareceria passar mais lento para ele, não uma impressão sensorial experimentada pelo indivíduo, mas uma constatação para quem observasse num estado fixo.

Que bonito tudo isso né? A física é linda. Mas eu viajei demais aqui e percebi que nossa impressão de correria dos dias não tem (ainda) uma explicação inteligível por mim na física quântica. Sei que deve existir isso em algum lugar, e se alguém souber, me lembre, relembre, alerte, porque ando com a memória fraca e meio imbecilizado.

Só pode haver uma explicação filosófica e/ou psicológica pra isso.

Será que tem algo a ver com o twitter e a necessidade de ser rápido e inteligente nas twittadas? Sei que 140 caracteres são insuficiente pra relatividade, e pra minha prolixidade também.

Pain of Salvation – Kingdom of Loss: ”Time is so important these days, it’s becoming a fucking disease, and I guess in a way it is since it’s bound to kill us all in the end.Now with all the time and money we stashed away on others’ expenses, I can only assume that the tickets to hell are really expensive. For some reason, it’s important to be first in line.”

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