Posts tagged Vontade

Hai-kais de madrugada

0

Noite de ócio…
Pequenas diversões ouvindo Eddie Vedder:

I
Construir demônios:
Minha arte predileta;
Os faço e eles me vencem.

II
Noites, longas e solitárias;
Haveria, em ti, vontade
De solitariar comigo?

III
Eu aceito este papel:
Meu próprio protagonista.
Que palco bonito, ou seria picadeiro?

IV
Pega a colher grande e come toda a vida,
De uma vez só, pra não sobrar.
E mastiga bem.

estrelas

0

Vivemos como se dançássemos… o bom e velho rock’n’roll. Comemoramos nossa própria indignação, avivamos a chama de qualquer sentimento, elogiamos o inimigo, pois, assim, maior é a nossa vitória.
Saímos sob as estrelas, bebemos em nome da própria vida, comemoramos a nós mesmo, e tudo o mais que estivermos com vontade. Nascemos pra fazer filosofia, de bar, de vida, pobre, fingida, ébria e esquecida…esquecida.
Fumamos, a fumaça nos faz recordar a etérea esperança de retornar ao etéreo. Voamos em pensamento, nos comprazemos diante de qualquer brilho de beleza, de força, seja sob a forma que quiser se manifestar.
Dançamos parados, nossos pensamentos são tão rápidos e altivos quanto uma águia… são águias. Mas eles que são, nós mesmo ainda não, por isso eles podem ter um horizonte muito mais amplo pra vislumbrar, mas nós teremos um dia, todos eles, toda singular vastidão de cada um, são profundos e leves.
Somos de nós, somos para nós, só depois nos damos, nos engrandecemos. Somos viajantes, renovadores, novos, mutáveis e voláteis; somos a águia e a serpente, o fogo e a água, de tudo que há, escolhemos o nosso, e aquele é o nosso pão, nada mais… nada mais.
E já é muito.

vita

1

Abruptamente afastado
De todas minhas virtudes,
Vi-me nessas vicissitudes
Em completo difuso estado.

Vidas dentro de uma criatura:
Todas as possibilidades,
Quero vivê-las, em verdades,
Sincera e vasta aventura.

Um sonho e um desejo;
Um caminho, à vontade,
Desse ímpeto que invade
Meu ânimo em lampejo.

Embriologicamente infinito:
Vivo várias vidas vis,
Outras tantas sutis,Para entender tudo que sinto

Sol-me

0

Uma mente estéril
Num momento suspenso,
O ar denso e intenso
Num céu de abril.

Perdi o foco da vontade,
Fervorosa dor imensa;
O animal pensa que pensa
Nessa infinita tempestade.

Vejo-me pura insegurança
Velada, ao tirar-me do pedestal,
Mais um instinto animal
Que a sua alma não alcança.

Page 5 of 512345
Go to Top


Faça parte da nossa comunidade no Facebook
basta clicar em "Curtir".