Posts tagged vida

deixe aqui seu título, se lembrar

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“Abençoados os que esquecem, pois aproveitam até mesmo seus equívocos.” Nietzsche

Precisa-se de comentários? Sei que tinha pensado em algo, mas esqueci.
Assim tem sido ultimamente, esqueço tão rápido que to começando a adotar um caderninho de anotações e até mesmo este pútrido blog, além de um frágil, superficial e estúpido diário, só pra lembrar do que, provavelmente, deveria esquecer.
Não é ato falho, não condeno nada do que penso ou faço. É falta de atenção mesmo, displicência com minha mente, ou excesso de álcool…alguma dessas coisas, não todas, senão…ahm, sei lá.
Enfim, quero esquecer todas lembranças ruins, cultivando apenas o que aprendi com o experimentado. Quero esquecer, por certo prisma, das lembranças agradáveis, pois suas constates re-ocorrências em minha mente, uma saudade inócua, causam-me o desespero da impotência diante do tempo, a não ser quando recorro as minhas teorias misturando Einstein, Física Quântica, Kepler, Magia e filosofia, não necessariamente nessa mesma ordem.
Sabe, apesar de tudo, considero-me abençoado, pois já não tenho muita noção do que escrevi acima, mas sei que minhas memórias causam sensações que permito que me causem…tão insensível esse idiota…deve esconder alguma coisa guardada no seu miocárdio. Mas deixa esquecer disso.
Ame a vida, ou seja ao menos apaixonado por ela: por enquanto é tudo que você tem.

0,6mg

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Cheio de vida ele decidiu parar
Havia dito que não podia suportar
Tomou um café e foi fumar

Artista…I

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Comecei a ler Cinzas do Norte de Milton Hatoum. Por quê? Entrei na biblioteca para procurar um livro do S. Hawking que, aliás, não estava lá, e me deparei com o primeiro; como já havia lido Memórias de um certo oriente do Hatoum também, decidi que valia a pena dar uma olhada. Enfim…
Raimundo, um dos personagens, é um jovem iniciando seus passos na Arte (visual, no caso), ele desenha o tempo todo (ao menos até onde li), mostra-se bastante introspectivo, de comportamento alheio e indiferente. Seriam assim os artistas?
Por coincidência (?), no mesmo dia, peguei um livro do C. G. Jung (A formação da Psique, se bem me lembro). Pois bem, logo no primeiro capítulo Jung fala sobre a relação entre o consciente e o inconsciente, sobre a compensação deste em relação àquele. A terapia teria uma influência sobre o paciente conferindo-lhe ferramentas para transcender a linha separativa entre os dois, sabendo uma nova forma de se comportar, percebendo de forma diferente as duas partes já citadas.
Agora, o que isso tem a ver? O artista me parece uma pessoa que já transcendeu essa relação, ao menos em alguns momentos. A arte vem do inconsciente em associação ao consciente, a criatividade está lá no âmago (Nuit), porém, precisa do consciente (Hadit) para se manifestar de forma mais coesa. Poderia ser também, a arte, fruto de uma mente tão abafada pelo consciente que, nos delírios do inconsciente, encontra subterfúgio externando aquilo tudo.
A arte se manifesta sob várias formas, o inconsciente, nossa mente espontânea e ilimitada, é um artista infinitamente criativo, basta atentarmos a ele. Quanto mais atentos conseguimos ser ao interno, mais percebemos a sutileza da arte acontecendo em cada minuto de nossa vida.
Há, no entanto, a arte jubilosa e a melancólica. Faça a Ode como quiser, cada uma soará de um jeito na superfície, o mundo é tão plástico quanto os pensamentos são.
Ah, o livro, sim…tô adorando.

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