Por que a vida alheia é tão importante? Por que é tão necessário se identificar ou se deliciar com os problemos dos outros? Por que queremos tanto ler, ver, saber notícias das vidas que não as nossas?

Quanto mais chocante, melhor. A audiência e a importância crescem de forma diretamente proporcional à intensidade da desgraça.

Também, temos uma enorme necessidade de expôr, de colocar pra fora, de limpar a alma falando ou escrevendo sobre nossos medos, angústias, ansiedades, dores, alegrias, conquistas, vangloriamo-nos e assim nos queremos bem.

Pois bem, tendo tudo isso em vista – e fazendo desse site uma espécie de divã nada junguiano, muito menos freudiano, e nem vou falar de Lacan, behaviourismo, et cetera -, à partir de hoje fico à disposição de quem quiser contar sobre sua vida para que seja dramatizada aqui.

A idéia funciona assim: tu me contas os fatos, o cenário, a situação e tudo que puderes, acrescentas como quer que seja romantizado, e eu faço a peça trocando nomes e qualquer característica que possa denunciar quem são as pessoas. Será como se assitir sob os olhos de outra pessoa e, ainda, com uma dose de fantasia.

Qualquer situação tá valendo: no ônibus, na balada, numa viagem, na divagação mais impossível da vida humana.

Voltamos ao lema: sua angústia compreendida ou seu dinheiro de volta.