﻿<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Descompassado &#187; tato</title>
	<atom:link href="http://descompassado.com/tag/tato/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://descompassado.com</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Mon, 30 Apr 2012 17:14:35 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.2</generator>
<xhtml:meta xmlns:xhtml="http://www.w3.org/1999/xhtml" name="robots" content="noindex" />
		<item>
		<title>Corp&#250;sculos de Krause</title>
		<link>http://descompassado.com/corpusculos-de-krause/</link>
		<comments>http://descompassado.com/corpusculos-de-krause/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 28 Sep 2009 19:11:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian  Silveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Erótico]]></category>
		<category><![CDATA[orgasmo]]></category>
		<category><![CDATA[pequena morte]]></category>
		<category><![CDATA[sensações]]></category>
		<category><![CDATA[sexo]]></category>
		<category><![CDATA[tato]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://descompassado.com/?p=361</guid>
		<description><![CDATA[Os Corp&#250;sculos de Krause s&#227;o pequenas estruturas presentes da pele humana, dentre os lugares onde se encontram est&#227;o os &#243;rg&#227;os sexuais masculinos e femininos. Sua presen&#231;a nos referidos &#243;rg&#227;os faz com que sintamos mais ou menos prazer. Ela fechou os olhos e experimentou uma sensa&#231;&#227;o de morte e al&#237;vio, acabara de ter um orgasmo, um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_blue" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fdescompassado.com%252Fcorpusculos-de-krause%252F%22%2C%20%22style%22%3A%20%22big%22%2C%20%22title%22%3A%20%22Corp%C3%BAsculos%20de%20Krause%20%23%22%20%7D);"></div>
<p><strong>Os Corp&uacute;sculos de Krause s&atilde;o pequenas estruturas presentes da pele humana, dentre os lugares onde se encontram est&atilde;o os &oacute;rg&atilde;os sexuais masculinos e femininos. Sua presen&ccedil;a nos referidos &oacute;rg&atilde;os faz com que sintamos mais ou menos prazer.</strong></p>
<p>Ela fechou os olhos e experimentou uma sensa&ccedil;&atilde;o de morte e al&iacute;vio, acabara de ter um orgasmo, um <em>squirt</em>, e o vazio que se seguiu foi pela surpresa de tanto prazer, como se tudo que existisse fora daquilo fosse apenas sujeira e futilidade; se todas as cores fossem subitamente avivadas e num segundo apagadas, sua sensa&ccedil;&atilde;o era algo assim, intraduz&iacute;vel.</p>
<p>Ele sentia as pernas dela tremerem como se uma corrente el&eacute;trica extremamente forte percorresse seu corpo. Suas m&atilde;os seguravam as costas dela, que agora estava ca&iacute;da para tr&aacute;s, quase formando um arco. E ele percebia os seios rijos dela, e olhava para as contra&ccedil;&otilde;es da boca carnuda que se mordia e quase se sangrava de tanta for&ccedil;a, provavelmente ela nem se apercebia dessa explos&atilde;o que se acometia sobre seu corpo, ela estava ainda morta, ou, antes, demasiado viva.</p>
<p>Os olhos dela ainda fechados denunciavam, aos poucos, um retorno &agrave; consci&ecirc;ncia. Devagar, seus m&uacute;sculos relaxavam, suas coxas fortes iam se desprendendo da cintura dele, os tremores haviam passado e arco que sua coluna antes formava para tr&aacute;s havia sido desfeito com o relaxamento do corpo.</p>
<p>Ele passou os dedos sobre a barriga dela, com muita suavidade, devagar, at&eacute; chegar aos mamilos, os &iacute;nfimos pelos claros dela se eri&ccedil;avam e ela se torceu subitamente pelo arrepio. Abriu os olhos com um sorriso, olhando para ele, sentia seu sexo palpitar ainda, muito molhado, e o vazio da queda, da volta ao mundo normal, se confundia com o esplendor daquele momento de &ecirc;xtase nunca antes experimentado.</p>
<p>Soltou os dentes dos pr&oacute;prios l&aacute;bios enquanto olhava para ele, que viu a marca branca da press&atilde;o ser desfeita pelo sangue que chegava novamente ao lugar.</p>
<p>Ele a puxou de forma que ela ficasse sentada em seu colo, de frente para ele, seus seios lindos encostavam no peito dele, ambos com os corpos quentes. Fez isso sem sair de dentro dela, ali&aacute;s, ele ainda estava com a ere&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o havia gozado antes.</p>
<p>Fez men&ccedil;&atilde;o de recome&ccedil;ar os movimentos da penetra&ccedil;&atilde;o, mas ela disse que precisava de um tempo, ainda ofegava um pouco quando falou. Saiu do colo dele e deu uma olhada para seu p&ecirc;nis ainda duro. Disse que precisava de um banho. Saiu caminhando ainda nua, sua bunda era maravilhosa, ao chegar no ch&atilde;o branco do banheiro deu uma olhada para tr&aacute;s , ent&atilde;o, entrou no box e ligou o chuveiro sem fechar a porta. Ele levantou e foi at&eacute; l&aacute;, morrendo de tanto tes&atilde;o.</p>

]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://descompassado.com/corpusculos-de-krause/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>7</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>neo alitera&#231;&#227;o de ti</title>
		<link>http://descompassado.com/neo-aliteracao-de-ti/</link>
		<comments>http://descompassado.com/neo-aliteracao-de-ti/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 18 Aug 2009 06:05:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian  Silveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Eu]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<category><![CDATA[sexo]]></category>
		<category><![CDATA[tato]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://descompassado.com/?p=236</guid>
		<description><![CDATA[Ai que me esgotam as palavras e o tato Se ao menos minhas letras em ti deitasse Formaria o poema mais belo se deitasse Em ti minhas palavras, ai mas me falta tato   Circulei o que te dizer, e disse que n&#227;o diria nada Mas se &#233; da pele que sinto falta o meu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_blue" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fdescompassado.com%252Fneo-aliteracao-de-ti%252F%22%2C%20%22style%22%3A%20%22big%22%2C%20%22title%22%3A%20%22neo%20alitera%C3%A7%C3%A3o%20de%20ti%20%23%22%20%7D);"></div>
<p>Ai que me esgotam as palavras e o <strong>tato</strong></p>
<p>Se ao menos minhas letras <span style="text-decoration: underline;">em ti deitasse</span></p>
<p>Formaria o poema mais belo <span style="text-decoration: underline;">se deitasse</span></p>
<p>Em ti minhas palavras, ai <span style="text-decoration: underline;">mas me falta</span> <strong>tato</strong></p>
<p> </p>
<p>Circulei o que te dizer, e disse que <span style="text-decoration: underline;">n&atilde;o diria nada</span></p>
<p>Mas se <strong>&eacute; da pele que sinto falta</strong> o meu tormento</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Nada direi</span> a respeito, nem mesmo por decreto</p>
<p>Sob hip&oacute;tese alguma eu diria algo, <strong>eu diria nada</strong></p>
<p> </p>
<p>Pudesse eu <strong>repetir</strong> cada sensa&ccedil;&atilde;o em teus l&aacute;bios</p>
<p>Essa boca <span style="text-decoration: underline;">cansaria e sangraria</span> em tanta f&uacute;ria</p>
<p>Em teus l&aacute;bios eu <strong>repetiria</strong> tanta f&uacute;ria</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">E sangraria a sensa&ccedil;&atilde;o cansada</span> de dist&uacute;rbios</p>
<p> </p>
<p>Tragaria o haxixe do c&acirc;nhamo do teu <strong>sangue</strong></p>
<p>Sugaria tuas veias e volveria ao teu <strong><span style="text-decoration: underline;">sexo</span></strong></p>
<p>Ao teu <span style="text-decoration: underline;"><strong>sexo</strong></span>, tornaria perplexo ao teu <span style="text-decoration: underline;"><strong>sexo</strong></span></p>
<p>Como se <span style="text-decoration: underline;">ecoasse</span> e bebesse apenas do teu <span style="text-decoration: underline;">sangue</span></p>

]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://descompassado.com/neo-aliteracao-de-ti/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>cena iii</title>
		<link>http://descompassado.com/cena-iii/</link>
		<comments>http://descompassado.com/cena-iii/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 29 Oct 2008 21:53:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian  Silveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eu]]></category>
		<category><![CDATA[alma]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[idéia]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[sexo]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[tato]]></category>
		<category><![CDATA[televisão]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://rosaouazul.com.br/descompassado/?p=166</guid>
		<description><![CDATA[S&#227;o 19 horas de s&#225;bado. Tem sol l&#225; fora, mas deixo as cortinas fechadas, todas elas, da casa inteira. N&#227;o quero a luz do sol testemunhando minha derrocada, n&#227;o, n&#227;o quero. H&#225; um cheiro &#250;mido no ar, h&#225; um peso tenso na atmosfera. Tudo est&#225; suspenso, tudo est&#225; parado, ao menos aqui dentro, nesta casa, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_blue" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fdescompassado.com%252Fcena-iii%252F%22%2C%20%22style%22%3A%20%22big%22%2C%20%22title%22%3A%20%22cena%20iii%20%23%22%20%7D);"></div>
<p><a href="http://4.bp.blogspot.com/_RRUwkF_C8Ig/SQjcT2W2anI/AAAAAAAAACk/aWI_kNP2IBM/s1600-h/suic%C3%ADdio-manet.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5262698398149405298" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 277px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_RRUwkF_C8Ig/SQjcT2W2anI/AAAAAAAAACk/aWI_kNP2IBM/s320/suic%C3%ADdio-manet.jpg" border="0" /></a>
<div>    S&atilde;o 19 horas de s&aacute;bado. Tem sol l&aacute; fora, mas deixo as cortinas fechadas, todas elas, da casa inteira. N&atilde;o quero a luz do sol testemunhando minha derrocada, n&atilde;o, n&atilde;o quero.<br />    H&aacute; um cheiro &uacute;mido no ar, h&aacute; um peso tenso na atmosfera. Tudo est&aacute; suspenso, tudo est&aacute; parado, ao menos aqui dentro, nesta casa, nesta sala, neste corpo, nesta alma.<br />    Bem ao fundo toca uma m&uacute;sica, deve ser qualquer uma da moda, n&atilde;o as conhe&ccedil;o mais. Provavelmente algu&eacute;m j&aacute; est&aacute; se animando para encarar o s&aacute;bado &agrave; noite, todos querem fazer festa, beber, conquistar garotas, mais uma noite de sexo sem outras expectativas. Essa m&uacute;sica n&atilde;o chega a me irritar diretamente, mas o faz pelo meu inconsciente, mostra-me que n&atilde;o h&aacute; grandes objetivos para essa corja que habita o planeta atualmente.<br />    N&atilde;o sou de voc&ecirc;s, sou das estrelas. N&atilde;o sou das festas, sou dos ritos c&eacute;ticos de minha pr&oacute;pria ironia.<br />    A primeira vez que travei contato com uma garota eu enloqueci, e assim foi cada vez mais, tive in&uacute;meras delas, in&uacute;meras festas tamb&eacute;m. N&atilde;o sei ao certo que dia me cansei, que dia acordei ao mundo, dilacerado em minhas pr&oacute;prias convic&ccedil;&otilde;es. N&atilde;o sei quando deixei de ser humano e virei&#8230; e virei isso.<br />    A televis&atilde;o est&aacute; bem na minha frente. A luz fraca, de um amarelo pardo, entra pelas frestas das cortinas. Deve ser o p&ocirc;r-do-sol. Que coisa sem gra&ccedil;a, olhar um astro que s&oacute; queima hidrog&ecirc;nio e nada mais. N&atilde;o gosto dessa luz, ela me lembra coisas ruins. Essa luz d&eacute;bil reflete na televis&atilde;o e me ofusca o lado direito do meu rosto que est&aacute; refletido na tela desligada. Qual a id&eacute;ia para ligar a televis&atilde;o? Notici&aacute;rios j&aacute; n&atilde;o me interessam, seriados s&atilde;o t&atilde;o pequenos de conte&uacute;do e filmes me soam t&atilde;o falsos. N&atilde;o vou ligar a televis&atilde;o, acredito que preferiria quebr&aacute;-la, mas um ataque de ira essas horas me parece mais rid&iacute;culo. Como se qualquer coisa disso tudo ainda me importasse. N&atilde;o quero os estilha&ccedil;os como testemunhas, nem um dem&ocirc;nio dessa minha consci&ecirc;ncia inscontante dominando minhas atitudes. Sou s&oacute; eu, s&oacute; c&eacute;lulas, s&oacute; &aacute;tomos, s&oacute; um monte de nada despropositado, subjetivo.<br />    Esse calor &uacute;mido, sei que tem chuva por vir, j&aacute; ou&ccedil;o os trov&otilde;es ao longe, sinto o tremer da terra. Que venha o temporal e me afaste essas id&eacute;ias, s&oacute; o vento me salva, s&oacute; a chuva me acalma, s&oacute; os raios me aquecem.<br />    Minhas m&atilde;os est&atilde;o secas, minha pele est&aacute; seca, acho que estou desidratado, tenho tomado pouca &aacute;gua, tenho cuidado mal desse corpo. J&aacute; tenho algumas marcas de express&atilde;o, tenho olheiras, tenho olhos opacos e cabelos secos desgrenhados.<br />    H&aacute; quanto tempo estou sentado aqui? Inclino-me para frente, com os cotovelos nos joelhos escoro o rosto com as m&atilde;os. J&aacute; est&aacute; escuro l&aacute; fora, a luz de antes j&aacute; n&atilde;o aparece mais na tela, nem meu reflexo se torna evidente. Sou um fantasma agora.<br />    Definitivamente, sou uma criatura da noite, um noct&iacute;vago como Mac&aacute;rio, sou um personagem dum conto de &Aacute;lvares de Azevedo, sou t&iacute;pico. Come&ccedil;o, agora que n&atilde;o h&aacute; mais sol, a me sentir melhor. J&aacute; n&atilde;o lembro das &acirc;nsias pela morte, do nojo da divers&atilde;o, do asco da sociedade.<br />    Um raio rasga a escurid&atilde;o, que vai se instalando, de forma bela, como um conto do Olimpo. Quase nada depois o som do trov&atilde;o ressoa em meus ouvidos. Que conforto isso me traz. Consigo relaxar os ombros, respirar fundo e me escorar para tr&aacute;s.<br />    Hoje foi por pouco.<br />    Venha chuva.<br />    Quando era pequeno morava no campo. Quando via apenas o tempo &uacute;mido e com sol me sentia mal, havia um desconforto em mim, alguma doen&ccedil;a respirat&oacute;ria. N&atilde;o conseguia enxergar a tempestade que viria depois.<br />    Quando era crian&ccedil;a, em dias de vento e chuva, raios e trov&otilde;es, minha m&atilde;o costumava me colocar sentado ao lado do fog&atilde;o a lenha, junto com meus irm&atilde;os, e fazia bolachas e p&atilde;es para n&oacute;s. Pass&aacute;vamos a tarde comendo coisas boas e brincando em volta dela enquanto nosso pai n&atilde;o chegava, com ele em casa tudo mudava. A chuva me faz sentir bem. </div>
<div>    S&atilde;o 20 horas e 52 minutos. Hoje foi por muito pouco.</div>

]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://descompassado.com/cena-iii/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>licen&#231;a, Z&#233;</title>
		<link>http://descompassado.com/licenca-ze/</link>
		<comments>http://descompassado.com/licenca-ze/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 23 Jul 2008 02:56:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian  Silveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eu]]></category>
		<category><![CDATA[Citações]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[ovo]]></category>
		<category><![CDATA[problemas]]></category>
		<category><![CDATA[tato]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://rosaouazul.com.br/descompassado/?p=137</guid>
		<description><![CDATA[H&#225; alguns dias terminei de ler o excelente livro de Jos&#233; Saramago “Ensaio sobre a cegueira”. Sinto-me impelido a fazer algumas cita&#231;&#245;es dos di&#225;logos dos personagens ou de observa&#231;&#245;es do pr&#243;prio escritor, mas n&#227;o o farei. Claro que a hist&#243;ria cont&#233;m v&#225;rios elementos um tanto tangentes &#224; realidade, no entanto, a realidade psicol&#243;gica se torna [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_blue" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fdescompassado.com%252Flicenca-ze%252F%22%2C%20%22style%22%3A%20%22big%22%2C%20%22title%22%3A%20%22licen%C3%A7a%2C%20Z%C3%A9%20%23%22%20%7D);"></div>
<p>H&aacute; alguns dias terminei de ler o excelente livro de Jos&eacute; Saramago “Ensaio sobre a cegueira”. Sinto-me impelido a fazer algumas cita&ccedil;&otilde;es dos di&aacute;logos dos personagens ou de observa&ccedil;&otilde;es do pr&oacute;prio escritor, mas n&atilde;o o farei. Claro que a hist&oacute;ria cont&eacute;m v&aacute;rios elementos um tanto tangentes &agrave; realidade, no entanto, a realidade psicol&oacute;gica se torna t&atilde;o crua e fiel que podemos relevar algumas min&uacute;cias.<br />            O que vem ao caso &eacute; o que seria de n&oacute;s num mundo de cegos? &Eacute; certo que ter&iacute;amos, inicialmente, diversos problemas de higiene e alimenta&ccedil;&atilde;o, de desenvolvimento de tecnologias e de organiza&ccedil;&atilde;o social. Por&eacute;m, acredito que ter&iacute;amos ainda raz&atilde;o suficiente para superar tudo isso e passar a um novo estado (est&aacute;gio) de (sobre)viv&ecirc;ncia.<br />            O que mais me admira, entretanto, &eacute; como o foco de nossas aten&ccedil;&atilde;o estaria sendo desviado. Eu explico. &Eacute; que, atualmente, vejo mais do que 50% da nossa vida ser guiada pelas apar&ecirc;ncias visuais (e ressalto desde j&aacute; que n&atilde;o sou absolutamente nada contra isso, talvez at&eacute; seja um tanto a favor, o que tamb&eacute;m n&atilde;o vem muito ao caso). Antes de ouvir, observamos; antes de nos apresentarmos, observamos; antes de cheirar, observamos. Analisamos as pessoas, os alimentos e produtos em geral pelas cores, pelas formas visuais, mas e se tudo isso fosse, de repente, apagado? E se restasse para n&oacute;s apenas o cheiro, o tato, o paladar e a audi&ccedil;&atilde;o para que nos comunic&aacute;ssemos com o mundo?<br />            Ser&aacute; que cegos aprender&iacute;amos (inventar&iacute;amos) uma nova forma de vaidade, de est&eacute;tica? Eu poderia muito bem ser atra&iacute;do por uma mulher unicamente por sua voz, combinada com a textura de sua pele e seu cheiro, afinal, no fim das contas &eacute; isso que conta juntamente com a beleza visual. Por&eacute;m, n&atilde;o penso que existiria um padr&atilde;o de beleza t&atilde;o r&iacute;gido e senso comum, parece-me que sob tal condi&ccedil;&atilde;o nos abrir&iacute;amos a novas formas de experimentar os corpos alheios e o pr&oacute;prio corpo, ter&iacute;amos mais tato e nos aproximar&iacute;amos mais, ouvir&iacute;amos mais o que t&ecirc;m para nos dizer, ser&iacute;amos mais atento ao recheio daquelas mentes que se escondem em panos e la&ccedil;os.<br />            E melhor ainda seria se, depois de perdermos a vis&atilde;o, volt&aacute;ssemos a t&ecirc;-la no momento mais inoportuno, para vermos, de fato, o que a realidade n&atilde;o-visual nos trazia em tal hora.<br />            Ser&aacute; que ser&iacute;amos seres humanos melhores ou piores? Penso que ser&iacute;amos os mesmos, com aquilo que chamamos de “futilidade”, mas no fundo tanto nos prende, desviada para outro tipo de sensa&ccedil;&atilde;o.<br />            Mas a m&uacute;sica, com certeza, seria mais deliciosa.</p>

]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://descompassado.com/licenca-ze/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>poucas coisas</title>
		<link>http://descompassado.com/poucas-coisas/</link>
		<comments>http://descompassado.com/poucas-coisas/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 11 Jun 2008 02:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian  Silveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eu]]></category>
		<category><![CDATA[tato]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://rosaouazul.com.br/descompassado/?p=127</guid>
		<description><![CDATA[Sobre ti n&#227;o gostaria de falarEm tato, em pele, em cheiro ou luzMas por a&#237; tamb&#233;m me conduzTua beleza, que inapto sou ao mensurar Ando onde antes ansiava encontrar-teAndinas paisagens, e eu animoso aned&#243;ticoFa&#231;o joguetes, zeloso, em teu p&#243;rticoSentindo o z&#233;firo que me vem do oeste De longe, v&#234;m-me teus sinaisE eu os capto como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_blue" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fdescompassado.com%252Fpoucas-coisas%252F%22%2C%20%22style%22%3A%20%22big%22%2C%20%22title%22%3A%20%22poucas%20coisas%20%23%22%20%7D);"></div>
<p>Sobre ti n&atilde;o gostaria de falar<br />Em tato, em pele, em cheiro ou luz<br />Mas por a&iacute; tamb&eacute;m me conduz<br />Tua beleza, que inapto sou ao mensurar</p>
<p>Ando onde antes ansiava encontrar-te<br />Andinas paisagens, e eu animoso aned&oacute;tico<br />Fa&ccedil;o joguetes, zeloso, em teu p&oacute;rtico<br />Sentindo o z&eacute;firo que me vem do oeste</p>
<p>De longe, v&ecirc;m-me teus sinais<br />E eu os capto como um sustento<br />E &eacute; s&oacute; deles que eu me alimento<br />E &eacute; deles que quero sempre mais</p>
<p>“Mo&ccedil;a, olha s&oacute; o que eu escrevi&#8230;”</p>

]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://descompassado.com/poucas-coisas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Honey, &#8230;</title>
		<link>http://descompassado.com/honey/</link>
		<comments>http://descompassado.com/honey/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 13 Jun 2007 03:27:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian  Silveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eu]]></category>
		<category><![CDATA[tato]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://rosaouazul.com.br/descompassado/?p=12</guid>
		<description><![CDATA[Estranho e cinza o dia nasceu;Bom, como eu disse que seria.Nem tanta alegria caberia,- Precisaria dum sonho teu. Para o brilho teu,N&#227;o h&#225; refer&#234;ncia poss&#237;vel:Olhos de luz incr&#237;vel.- Preciso dum sonho teu. Do&#231;ura, mel sobre-sentido,Sabes, n&#227;o se pode dizer;O que posso, ent&#227;o, fazer:Deixar algo subentendido. Sobre palavras – palpita&#231;&#227;o,Exalta&#231;&#227;o. Seja tato, realidade, palp&#225;vel,Passionalmente insustent&#225;vel. Ganha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_blue" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fdescompassado.com%252Fhoney%252F%22%2C%20%22style%22%3A%20%22big%22%2C%20%22title%22%3A%20%22Honey%2C%20...%20%23%22%20%7D);"></div>
<p>Estranho e cinza o dia nasceu;<br />Bom, como eu disse que seria.<br />Nem tanta alegria caberia,<br />- Precisaria dum sonho teu.</p>
<p>Para o brilho teu,<br />N&atilde;o h&aacute; refer&ecirc;ncia poss&iacute;vel:<br />Olhos de luz incr&iacute;vel.<br />- Preciso dum sonho teu.</p>
<p>Do&ccedil;ura, mel sobre-sentido,<br />Sabes, n&atilde;o se pode dizer;<br />O que posso, ent&atilde;o, fazer:<br />Deixar algo subentendido.</p>
<p>Sobre palavras – palpita&ccedil;&atilde;o,<br />Exalta&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>Seja tato, realidade, palp&aacute;vel,<br />Passionalmente insustent&aacute;vel.</p>
<p><span style="font-size:130%;">Ganha o dia&#8230;ou mais.</span></p>

]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://descompassado.com/honey/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

