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A veia vil que dá força
2Não há esperança em nenhum ato;
Não existe, nas ações, expectativa alguma;
É como cair de um trampolim sem uma
Rede que possa sustentar o impacto.
Inexiste qualquer fé no fazer ou reter;
É desprovido de qualquer significado
O viver, tão parco, pobre e mal edificado,
Não há elos nem liames que sustente meu ser.
Destituído duma ligação, uma união
Mais pura e verdadeira que a alma que tateia
Por entre vala, valsa, velha vila, veia,
E encontra, sempre, descaso da solidão.
Não perdoa mais a vida frágil
E se agarra ao tétrico sentimento
Como se fosse ele mesmo o tormento
Medonho, e nessa veia vil mais ágil.
closing
0Aqui está mais escuro, mais gelado,
Mas é tão confortável,
É sinistro, soturno, mas tão poderoso
O lugar,
Eu,
Enfim…
Que naquele caos que havia,
Aconteceu outra explosão
E eu me vi tão despedaçado que não consegui mais me remontar.
Uma parte está aqui.
Aos redores eu vejo a ausência de tudo
E mais além a presença de nada,
Mas talvez possam reaver minhas idéias, minhas memórias.
Talvez possa reconquistar meus amores, reviver minhas alegrias;
Se houver um caminho por ali eu gostaria de ver os meus.
.
.
Sinto cheiro de enxofre.
E lá no fundo um flamejante ponto se aproxima.
Lá vou eu de novo para outra explosão.