Posts tagged solidão
Há um buraco
1Da minha sacada eu vejo a rua
Há um buraco no asfalto
Todas as noites os carros passam por ali
E eu ouço o barulho dos pneus passando pelo buraco
E eu vejo as luzes indo e vindo
No café, solitária
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Ela foi à cafeteria sozinha, porque se sentia sozinha, porque era sozinha, mesmo não sendo. Tinha amigos, mas nenhum gostaria de acompanhá-la em um café, sentar em uma mesa, calma, com um café e um pão de queijo, um DVD do Paul McCartney tocando, ocupando o lugar, enchendo o que poderia ser preenchido por solidão. “Speaking words of wisdom… let it be”.
Ela sentou e pediu um café e um pão de queijo. Esperou, enquanto olhava para o celular e para a tela que não piscava, para o toque que não desatinava.
A felicidade compartilhada
4“A felicidade só é real quando compartilhada”
Com a frase acima termina o filme, de livro homônimo, Na Natureza Selvagem. Não vou entrar no mérito do livro porque não li, nem no do filme porque já o vi há tempos e não sou um especialista em cinema, só posso dizer que gostei muito.
A frase final do filme é bastante impactante, principalmente para quem presta atenção às coisas sutis da vida.
Somos, possivelmente, felizes sozinhos, pulando pra cá e pra lá entre pessoas, contudo, é uma felicidade contida, comedida, incompleta. É como quando amigos se encontram e contam os causos das suas vidas, as suas alegrias e vitórias, fazem isso não para se vangloriar e ostentar como se colocando acima do outro, pelo contrário, o amigo conta as coisas boas da sua vida, pois sabe que o ouvinte alegrar-se-á ao ouvi-las, compartilhando um pedaço da alma, do sentido dessa felicidade.
Voando certo
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“Quanto mais alto voamos, menores parecemos aos olhos daqueles que não sabem voar.” Nietzsche
Muitos desavisados podem interpretar essa frase forma errônea, pensar que o voar alto é conquistar coisas, é gritar “sou independente, tenho meu dinheiro e não preciso de ninguém”, é empilhar coisas e mais coisas num delírio de grandeza. Errado, pequeno gafanhoto, isso não é voar alto.
