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Proteínas e Aminoácidos, um resumão

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NOTA: As seguintes questões formam um roteiro de estudos indicado pelo professor da matéria Química dos Compostos II. A maioria das respostas foram retiradas do livro Proteínas em Alimentos Protéicos de Valdomiro C. Sgarbieri. O presente texto não passou por nenhuma correção, serve apenas como base de alguns conceitos.

1- O que são proteínas?

Proteínas são estruturas formadas por ligações entre unidades basilares chamadas de aminoácidos. Os aminoácidos, por sua vez, são formados por, basicamente, quatro elementos (Carbono, Hidrogênio, Oxigênio e Nitrogênio), que se organizam de forma que existam duas funções orgânicas conhecidas na molécula: amina e ácido carboxílico.

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olimpíadas

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Já disse que sou um defensor do esporte? Acredito que o espírito de atleta lançou este mundo muito mais longe do que teria ido sem não tivéssemos, alguns de nós, o ímpeto de se superar, ultrapassar barreiras (imagine então onde estaríamos). O esporte nos mostrou, e continua mostrando, que limites são sempre transponíveis.
No início, tínhamos necessidade de caçar, de desenvolver mais e mais as propriedades do corpo, num instinto de sobrevivência bastante primitivo e selvagem. Tempos mais tarde, quando já sabíamos plantar e colher, criar gado e afins, deixamos de precisar tanto do corpo, mas criamos outras coisas além das propriedades intelectuais. A arte, e dessa muito já se veio ao mundo, e o esporte, que atravessou anos e daqui alguns dias se faz palco principal de muitas vidas nas chamadas Olimpíadas.
Além das guerras, acredito que os esportes têm proporcionado um grande avanço ao ser humano, tanto no âmbito de superação física como no desenvolvimento de novas tecnologias para melhor compreensão do corpo, das células, da física e da química, etc.
Mas eis que, tangenciando o tema, vou-me jogado a uma coisa surpreendente: a estrutura criada para as Olimpíadas deste ano pelos chineses. Que coisa maravilhosa! O evento produzido por eles foi o mais caro já realizado. Conseguiram limpar o céu da poluição, vão lançar bombas de sulfeto de prata pra evitar chuva na hora da cerimônia de abertura, fizeram mega-construções, e diversas outras coisas que representam um esforço do homem em conseguir um aprimoramento em diversos setores.
Há, contudo, atrás das cortinas desse espetáculo algo de muito mais valor, chama-se disciplina. O regime comunista da China deixou o rigor na educação como herança, são todos soldados da sociedade, buscando fazer o melhor para que haja uma organização pacífica e evolutiva. Como um observador de longe, essa rigidez me parece mais interessante, pois não chega a tolher as faculdades criativas dos cidadãos, parece-me que eles se vêem livres nessa disciplina, têm consciência de como seria se diferente fosse.
Essa disciplina na vida é justamente aquela que os atletas têm para com seu trabalho. Será que o Übermensch não seria, também, um grande atleta?

flores

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Olhou pelas frestas da persiana que tapava a entrada da luz da manhã no quarto dela, era uma atmosfera completamente difusa do que se via lá fora. Resolveu se levantar e ir até lá. Quão pesados pareciam os seus pés, os seus passos, a sua mente. Tudo estava insustentavelmente pesado.
Achegou-se na janela de vidros fechados, abaixou uma das abas da persiana e olhou para fora. O sol iluminava tão fortemente que seus olhos cerraram levemente. Havia muito verde no pátio, uma árvore linda florescia circundada por pedras. Na piscina havia algumas folhas, e um pássaro na borda buscava água ali. O cenário era límpido, puro demais, aliás, puro o suficiente.
Quis sentir o cheiro daquela natureza, quis interagir, misturar-se a ela, ser com ela. No entanto, não ousou nem mesmo abrir os vidros nem a persiana. Soltou a aba que segurava e fechou os olhos num esforço para esquecer-se de si mesmo, do cenário de fora e de dentro, de si e do alheio.
Ao abrir os olhos novamente, já tinha seu rosto voltado para a direita, numa violeta que repousava ali, perto da janela donde deveria sempre buscar a claridade do sol. Via as flores murchas, pardas, esvaecendo-se a cada minuto mais e mais.
Não seria o corpo tão frágil assim? Cessamos de comer e se nos faltam as forças, cessamos de buscar o sol e se nos falta a vontade, a vitalidade, os desejos. Quantos amigos já não vira ele cessarem de buscar o sol, e acabavam por meterem-se numa casca de tijolos frágeis e espinhentos, outros se jogavam contra si mesmos. Se eles fossem violetas, certamente não seriam das mais belas.
O que valia a pena naquilo tudo? Por dias nublados não sobreviviam, frágeis. Mas se tudo se resumia àquilo, qual sentido? O que haveria depois? Eram, os homens, apenas um amontoado de experiências e acasos que foram sendo construídos ao bel prazer do tempo e da genética? Como numa teia de acontecimentos, cada sopro de diferença poderia resultar num produto abissalmente difuso.
Era tudo tão tênue, tão indigno e frágil. A vida, a memória, o sentimento, o corpo… enfim, aos olhos do tempo do mundo tudo era perene e insignificante.
E ela, ali, atrás dele, que nem acordara, estava na entropia dum buraco negro, num lugar que não se conhece, que se teme, para onde caminhamos às cegas mas com passos resolutos.
Virou-se para a cama que ainda tinha um volume debaixo das cobertas. Milhões e milhões de átomos em colapso, buscando uma nova situação de equilíbrio que não encontrariam. A aspereza do ar era própria da morte, era própria dum invólucro inanimado e ainda tão sutilmente branco. Parecia que num rápido chacoalhão ela voltaria, abriria os olhos e perguntaria O que houve, por que a sacudia daquela forma, e ele sorrindo diria Nada, apenas te queria acordada.
Para onde, então, foram as memórias e os sentimentos, para onde foi o que chamam de alma? Ficou tudo que havia de valor perdido entre neurônios que morrem, entre descargas elétricas que se cessam? Há alguma coisa que não seja apenas física, química e pó?
Caminhou até a cama, agora já nem raciocinava, era um animal, instinto e dor o cegavam. Sentou-se, devagar, como um pai que quer assistir ao sono do filho sem o acordar. Puxou uma das mãos dela para si, a pôs entre as suas, e as três entre os dois joelhos e a cabeça, como se encolhido pudesse suportar melhor as lágrimas que aumentavam o desespero e o calor do seu corpo, calor que contrastava cada vez mais com o do corpo dela, ou que fora dela.
Levantou os olhos, viu ainda o tubo de pílulas vazio, completamente vazio. Como ela pudera fazer isto? O sol brilhava sempre tão maravilhosamente belo naquela janela, mas nela havia se apagado, mas nela nem havia um espelho pra refletir, tal qual a lua, o sol externo. E, em não sabendo copiar, em não sabendo tatear na própria escuridão, viu-se contra si mesma. Cortara a corda, rompera a tensão, deixara as paredes que se fechavam mais e mais finalmente abrirem-se num rápido instante.
As lágrimas caíam no chão, na mão dela e nas suas, salgavam a sua boca. Então, pôs de volta a mão onde estava, assim ela ficava bela e poderia pensar que logo acordaria daquele sono misterioso que é a morte.
Dessa vez foi até a janela e abriu tudo, persiana e vidro, deixou o ar entrar, misturar-se a atmosfera abafada do quarto. O pássaro não estava mais lá, e ele viu apenas as folhas afogadas na piscina, naquele excesso de água. O que era aquilo tudo, sobrava luz, sobrava água, sobrava ar, ainda assim havia morte, havia a vida sendo negada em cada centímetro daquela confusão.
Pensou consigo que viver era um disparate, sim, a vida não passava de um disparate, um equívoco da natureza.

olha-me

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Encantado,
Meu nome é dependência,
Sou tua própria demência,
Dormindo no teu ser, aconchegado.

Sou química, sou física, sou mente e espírito;
Corpo e prazer, dor e desespero;
Tu escolhes um item e eu me esmero
Para te satisfazer ao máximo, eis meu fito.

Serotonina, adrenalina, cafeína e neosaldina,
Calmante, estimulante, anti-depressivo, rum com coca,
Cocaína, heroína, cigarro ou comida,
Hormônio, proteína, creatina ou albumina.

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