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Da mesma boca
3Tem gosto de traição,
Ainda que assim não seja;
Não é doce como cereja
Pois me é amargo, então.
Cabe a mim sentir na boca,
Na língua que me tocou,
Novavidanova
3Minhas folhas secas eu as deixo cair,
nesse momento nada deve pesar.
Desfaço os nós e solto as raízes
para que tudo seja levado pelo vento.
Sinto o cheiro de um outono tardio,
sensações áridas
2É a nudez do meu corpo
que mostra aonde está alma
que deixa as cicatrizes contarem onde estive
que deixa as formas falarem de quem sou
das vitórias e das derrotas
1, 2 e 3 numa noite
31
Eu tenho tanta vida que tudo ficou pesado
Sem ser como o resto dos mortos que pensam que vivem mas boiam
Eu afundei, na mais profunda correnteza do oceano
Por ter tanta vida e ter ficado pesado, afundei
contaminado
3Tentar a si mesmo,
Da galáxia ao pó,
E nessa empresa, só
Descobrir-se, a esmo.
Provar de si o veneno,
Sorver a droga dispersiva
E bater e bater cabeça, inativa,