Posts tagged poema
A veia vil que dá força
2Não há esperança em nenhum ato;
Não existe, nas ações, expectativa alguma;
É como cair de um trampolim sem uma
Rede que possa sustentar o impacto.
Inexiste qualquer fé no fazer ou reter;
Augusto dos Anjos – Monólogo de uma Sombra
2Não gosto e nem costumo postar textos que não sejam meus, mas esse é necessário. Minha vida na literatura é dividida em eras, e uma delas foi marcada pela presença constante da poesia desse poeta deslocado de sua geração.
O poema Monólogo de uma Sombra é, como quase todos poemas de Augusto, intenso, soturno, impressionante, denso, e uma série de adjetivos impotentes diante da força de sua poesia.
Diz-se que ele costumava construir suas poesias em voz alta, caminhando, declamando, e isso faz muito sentido, pois a sonoridade delas é sempre muito enérgica.
neo aliteração de ti
2Ai que me esgotam as palavras e o tato
Se ao menos minhas letras em ti deitasse
Formaria o poema mais belo se deitasse
Em ti minhas palavras, ai mas me falta tato

