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O declínio do Ponto G
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A doutora Andréa Burri acaba de levantar a mão contra o falecido doutor Grafenberg ao dizer, através de sua tese e pesquisa, obviamente, que o famosíssimo (quase tão famoso quanto os Beatles e certamente mais famoso que deus) Ponto G não existe. (Non Ecziste, como diria o grande Pe. Quevedo, aliás, falando em padre… deixa pra outra hora).
Pois é, a pesquisadora do centro de estudos King`s College, especializada em sexo (sexologia, seu pervertido), afirmou que o Ponto G inexiste, para ser mais exato, usarei as palavras da própria Andréa para o jornal da BBC: “It is rather irresponsible to claim the existence of an entity that has never been proven and pressurise women and men too.” – Tradução tosca: ‘é um tanto irresponsável afirmar a existência de algo que nunca foi provado e também pressionar homens e mulheres’.
Agora, meus caros e minhas caras, a tarefa de encontrar o ponto G foi acabada, não deve mais ter a preocupação com a famosa zona erógena, daqui por diante deve ser como sempre deveria ter sido: buscar todos os pontos possíveis de prazer que a mulher se sentir à vontade.
Colocar a cabecinha apenas no Ponto G (ui) deve ter feito muitas mulheres e homens perderem noites e noites de sexos que poderiam ter sido ótimo e por causa disso foram apenas legais (Y).
A doutora Andréa Burri e o co-autor, Tim Spector, ressaltam que um fator importantíssimo para que os orgasmos orgásticos (entenda como quiser) é a famosa “vida equilibrada”. E o que isso significa? Alimentação saudável, exercícios físicos intensos e regulares, evitar estresse, etc. Ah, e é claro, e isso é por minha conta, acho que um pouquinho de álcool pode auxiliar, conquanto que a guria não ‘desmaie’.
Então, meninos e meninas, toquem-se, beijem-se, chupem-se, whatever, o importante não é encontrar o Ponto G, mas sim encontrar o alfabeto inteiro no corpo da amiguinha colorida, ou melhor, fazer em números, assim não se corre o risco de acabar.
Ummilhãoquatrocentosmilsetecentosetrintaetrês…
Pesquisa de Energia Escura no Brasil (DES-Brazil)
2Eu sou sempre um dos primeiros a sair criticando as coisas que acontecem nesse país.
Falo da falta de: saneamento, educação, cultura, etc.
Falo da sobra de: corrupçao, desigualdade, violência, et cetera.
Ah, mas que vejo uma coisa maravilhosa acontecendo no nosso país: http://www.des-brazil.org/
A física é uma das áreas mais bonitas da ciência, Dawkins (se não me engano) disse que a ciência pode trazer a nova poesia, que vai falar da beleza dos átomos, dos caimentos de hadrions, dos quanta, quarks e tudo mais. Concordo plenamente, se existe um deus, de fato, ele está nesses átomos, prótons, elétrons, ondas, estrelas e tudo que há de energia no universo.
Vale a pena dar uma conferida no site, até pra quem não entende nada de física, porque acho difícil que não haja curiosidade sobre algo que compõe a maior parte do universo.
combate à fome
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Achei tão bonitinho hoje quando li que o G8 se comprometeu em doar, em 3 anos, 20 bilhões de dólares para ajudar no combate a fome mundial. Já é um passo. Ainda que não estejam ensinando ninguém a utilizar a natureza do seu país para cultivar algo, financiando maquinários e afins, dar o peixe, mesmo sem ensinar a pescar, já é um primeiro passo grandioso nessa sociedade egoísta que vivemos.
Entretanto, eu não posso fazer nada além de esboçar um rápido sorriso amarelo, depois volto a minha carranca e mau-humor para questionar: e com a guerra, quanto se gasta?
Fui pesquisar quanto esses países gastam com produtos bélicos. Encontrei diversos números: os dos EUA, da China, da França, da Alemanha, etc. Contudo, o que mais me deixou, digamos assim, embasbacado, foi o fato de que, apenas em 2008, o Brasil, país subdesenvolvido, emergente (?), que não está, teoricamente, em guerra e tem, comparado a diversos outros países, um gasto bélico muito pequeno, gastou cerca de 23,3 bilhões de dólares.
Vamos à matemática agora, mas bem simples: G8 são oito países, ricos, que se comprometem a gastar U$20 bilhões com uma causa nobre. Dividindo os 20 por 3, temos uma dízima de 6,66666; pois bem, são 6,66 bilhões de dólares gastos anualmente pelo G8, mas o grupo é formado por oito países, então dividamos por 8 o resultado anterior, temos então 0,8333 bilhões de dólares gastos, anualmente, por cada país. Concluo, portanto, que apenas o Brasil gastou cerca de 27 vezes mais em produtos militares do que será gasto para o combate à fome (e ainda temos audácia de dizer que combatemos a fome com o Fome Zero).
É impressão minha ou tem alguma coisa de muito errado aí? Ah, o grande irmão não tem interesse em terminar a guerra.
Infelizmente, não consigo ter esperanças de uma sociedade, no mínimo, decente para se viver enquanto números assim, postos de uma forma tão simples, se apresentam diante de nós. Nem sequer entrei nas questões dos assaltos, homicídios, tráfico e toda sorte de coisas divertidas assim que vemos diariamente por todos os meios de comunicação.
Se o Brasil, que é um país sem nenhuma tradição com grandes armamentos, tecnologia bélica e tudo mais, gasta nessa magnitude com a “guerra”, nem serei obrigado a entrar na questão dos países como EUA e China. No entanto, só para termos uma idéia, a China, que foi o segundo país que mais gastou com a indústria bélica em 2008 (primeiro foram os EUA, com 41,5%) o fez na proporção de cerca de 100 vezes mais do que o que será gasto para combater a fome.
Penso que não é impressão minha. Há, de fato, algo de muito errado aí.
Ah, agora vem a nova tendência: Guerra Cibernética. Boa sorte pras Coréias e pra todos os usuários da internet. Vossa Fordeza já vê onde isso tudo pode parar.
Life Coaching by Titiao, mude sua vida agora!
3Todo corpo inerte tende a manter seu estado de inércia enquanto não há uma força que o faça sair de tal situação, por isso não estendi o braço até o longínquo e inalcançável controle remoto para trocar de canal na televisão. E agora a parte mais vergonhosa: olhei o programa da Oprah no GNT… pronto, falei.
Assisti ao programa, não sei como nem porque, mas lembro somente de cerca de cinco minutos dele, depois que vi ela entrevistar uma mulher, e na tarja da tela apareceu o nome da pessoa e o título de “Life Coach” eu simplesmente não consegui mais me concentrar, só lembro que falavam em auto-ajuda e O Segredo.
Enfim, acho que me perdi em algum momento, ora, preciso de um treinador pra vida, afinal, devo me preparar pra essa grandiosa competição, não é? Contrato um preparador físico, uma nutricionista, um psicólogo (não sei se preciso depois desse novo profissional) e um treinador pra vida. Ah, e com tudo isso, é claro, um cardiologista.
Falando sério, como assim um Life Coach? Isso virou profissão agora? Mudamos o nome de amigos, família e até de psicólogos e palestrantes motivacionais para um novíssimo e otimista “Life Coach”? Acho que vou buscar esse título, só ainda não sei se é de graduação, técnico, pós ou doutorado, mas vou pesquisar, afinal, penso que eu daria um bom treinador, haja vista aquela antiga frase “faça o que eu digo, não faça o que eu faço”.
Será que não sabemos, e se não sabemos, alguém do nosso lado sabe, os rumos simples e nunca perfeitos da vida? Será que já estamos com tanto medo assim de errar, e um erro, ainda assim, nos poderia derrotar irreversivelmente? Parece-me que antigamente se abria maior espaço ao erro, afinal, tanto o certo ou o errado deixam marcas, deixam-nos com impressões e formas mentais que jamais serão apagadas. Ninguém é fruto unicamente da genética, somos uma mistura, uma miscelânea, um revirado de comida e bebida, pensamento e ação, erros e acertos, vícios e virtudes, sanidades e sandices… enfim, tudo com um pouco de tudo, numa teia indissolúvel e cósmica.
Mas voltando ao assunto. Tô assumindo o posto de “Life Coach” então, quem precisar que me mande e-mail ou me ligue para combinar preços e formas de atendimento. Daremos um trato nessa sua alma fétida, rabugenta e preguiçosa.
Antes, acho que tenho que fazer um slogan melhor pra melhorar a propaganda.