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Black Country Communion – 2010
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Black Country Communion é o nome do supergrupo formado por Glenn Hughes (baixo e vocal), Joe Bonamassa (Guitarra), Jason Bonham (Bateria) e Derek Sherinian (teclado) neste ano de 2010. O álbum homônimo foi lançado no final de Setembro e, como não poderia deixar de ser, é sensacional do início ao fim. Rock and Roll de dar inveja a qualquer rockeiro que se preze.
Na minha opinião, esse CD merece estar entre os 10, ou melhor, entre os 5 melhores de 2010. Excelência é um adjetivo apropriado à força desse rock de verdade.

1- Black Country: com toda energia de um rock and roll digno dos anos 70, da época de ouro de Black Sabbath, Deep Purple e Jethro Tull, essa faixa abre o álbum com muita força. “I`m a Messenger, listen the prophecy”.
2- One Last Soul: com uma levada mais progressive, One Last Soul tem um refrão fortíssimo, aliás, refrões fortíssimos são uma constante nesse CD. Viciante.
3- The Great Divide: os vocais de Glenn Hughes vão mostrando que o cara continua o mesmo (senão melhor) da época do Deep Purple. Uma harmonia mais tensa traz um refrão que empolga demais.
4- Down Again: tá, pra mim isso é puro rock anos 70, e isso é um baita elogio. Bonamassa e companhia não tentaram trazer de volta o rock setentista, ele fizeram isso de verdade, com maestria e inovação, sem enjoar, e essa faixa ilustra isso muito bem.
5- Beggarman: linhas de guitarra sensacionais, bateria frenética e uma voz poderosa fazem de Beggarman uma ótima companhia musical.
6- Song of Yesterday: a “baladinha” (balada até por aí) do album. Alguém me explica esses arranjos? A harmonia entre a guitarra do Joe e o teclado do Derek é impecável. Aliás, nota 10 para o bom gosto na composição do solo de guitarra.
7- No Time: Rá! Força de novo nesse rock and roll de primeira! Uma aula pra essa geração de “happy rock”.
8- Medusa: mais uma quase-pseudo-semi-balada. Destaque para o baixo marcante e rolos de bateria dignos de um membro da dinastia Bonham.
9- The Revolution In Me: O que dizer? Roqueirismo setentista dos pés à cabeça acrescido de uma aura um pouco mais soturna que o de costume. Aliás, lembrou-me um pouco do clima (eu disse clima) do Led Zeppelin IV.
10- Stand (At The Burning Tree): pra mim, Stand poderia ser uma espécie de Part II da The Revolution in Me. São músicas diferentes, mas parecem estar ligadas de alguma forma. Gêmeas.
11- Sista Jane: Eric Clapton? Influências? Oi? E sério: o que esse cara fez pra continuar com essa voz até hoje?
12- Too Late For The Sun: essa faixa, a que fecha o álbum, traz todos elementos que constituem o CD: guitarras extremamente bem feitas e rockblueseiras, bateria excelente, linhas de baixo fortes, vocais impecáveis e muita energia, além de um teclado digno de John Lord. Não é minha faixa favorita, ao meu ver não deveria encerrar o álbum, mas seria presunção minha dizer que a música tem qualquer coisa de ruim.
MGMT – Congratulations
1Novo videoclipe da banda MGMT.
Simples e ótimo.
“I’d rather dissolve than have you ignore me”
Assistindo de olhos fechados
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Em que momento foi que perdemos a nossa habilidade de sentir e estar presente aos momentos? Quando foi que esquecemos de presenciar a própria vida como parte dela? Quando deixamos de lado a atenção a todas as sensações causadas pelos cheiros, sons e luzes que nos tocam o tempo todo?
Ontem à noite, antes de dormir, liguei a TV na MTV e estava passando um clipe muito velho, isto é, do meu tempo de criança: Kid Abelha, na rua na chuva na fazenda. Tudo bem, nunca gostei tanto dessa música quanto eu gosto da Paula Toller, no entanto, ela me lembra minha casa em Cruz Alta, aquela onde cresci com meus irmãos.
Ao fechar os olhos ouvindo a música pude reviver momentos simples, distantes, e, ainda assim, significativos, de alguma forma, pro que sou hoje. Momentos assim, miúdos, aparentemente insignificantes, acabam se somando e construindo o que nós somos, fazem nossos hábitos e vícios, traumas e vontades.
Como ia dizendo, fechei os olhos e comecei a ouvir a música, sem prestar atenção na letra, apenas sentindo a melodia e percebendo o que aquilo ressuscitava em mim: o céu azul de um verão escaldante no clube onde costumava jogar tênis, o olhar através da janela para a chuva numa tarde assistindo The Goonies enquanto comia doce, o cheiro do xampu que usava naquela época, as brincadeiras na rua até escurecer e o horário de ir pra casa assistir Cavaleiros do Zodíaco e comer bolacha ou pipoca.
Naturalmente, essas lembranças boas trariam uma sensação de paz e sossego; contudo, mesmo quando as memórias invocadas são aquelas de alegria menos expressiva, a sensação de paz e sossego continua…
Continua porque naquela época ainda era presente em minha própria vida, porque sentia aquele cheiro e atentava à ele, porque via a chuva e queria tocá-la e sentí-la, gelada, em mim, esquecendo de um possível resfriado, era apenas viver o momento, quase incauto.
A música tinha sempre um tom de novidade, e disso eu realmente sinto falta, a música era muito mais alma do que instrumento.
E como retornar a esse estado de percepção da vida?
Tenho certeza de que revirar a infância não resolve nossos problemas, nossa apatia, no entanto, deve haver uma forma de trazer de volta esse sentimento de presença, de vida eminente, uma sensação que de tão pesada chega a nos prender, mas nos prende num lugar muito acima daquele em que nos sentamos e ficamos observando a vida continuar, esquecendo de fechar os olhos e sentir, e ouvir, e cheiras, e tocar…
Sétima poltrona, terceira fila.
Igor Presnyakov – Poker Face (Lady Gaga cover)
3Só pra quebrar um pouco o clima tenso dos últimos dias de posts polêmicos.
O russo aí destrói no violão, e com a já badalada Poker Face que eu havia postado o coral de Noteworthy cantando.
Ficou muito bom.
Preguiça de Segunda-feira
4Joguinho pra pensar – SquareThere
