﻿<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Descompassado &#187; milan kundera</title>
	<atom:link href="http://descompassado.com/tag/milan-kundera/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://descompassado.com</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Sat, 15 Oct 2011 20:21:23 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3</generator>
<xhtml:meta xmlns:xhtml="http://www.w3.org/1999/xhtml" name="robots" content="noindex" />
		<item>
		<title>Releitura</title>
		<link>http://descompassado.com/releitura/</link>
		<comments>http://descompassado.com/releitura/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 05 Sep 2010 17:38:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian  Silveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eu]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[alma]]></category>
		<category><![CDATA[best seller]]></category>
		<category><![CDATA[despertar]]></category>
		<category><![CDATA[Hermann Hesse]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
		<category><![CDATA[milan kundera]]></category>
		<category><![CDATA[Novidade]]></category>
		<category><![CDATA[sujeira]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://descompassado.com/?p=807</guid>
		<description><![CDATA[T&#225;, eu elogiei bastante esses dias dois best-sellers aqui no blog. Ta, eu sei que daqui um tempo eles deixar&#227;o de ser best-sellers e poder&#227;o ser lidos e criticados com mais imparcialidade. N&#227;o quero desdizer o que disse, n&#227;o quero me retratar. Ali&#225;s, reitero, A Menina Que Roubava Livros e O Guardi&#227;o de Mem&#243;rias s&#227;o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_blue" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fdescompassado.com%252Freleitura%252F%22%2C%20%22shorturl%22%3A%20%22http%3A%2F%2Fbit.ly%2FcP1NRJ%22%2C%20%22style%22%3A%20%22big%22%2C%20%22title%22%3A%20%22Releitura%20%23%22%20%7D);"></div>
<p><img class="aligncenter" src="http://cadernodemensagens.net/files/images/despertar.jpg" alt="" width="320" height="240" /></p>
<p>T&aacute;, eu elogiei bastante esses dias dois best-sellers aqui no blog.</p>
<p>Ta, eu sei que daqui um tempo eles deixar&atilde;o de ser best-sellers e poder&atilde;o ser lidos e criticados com mais imparcialidade.</p>
<p>N&atilde;o quero desdizer o que disse, n&atilde;o quero me retratar. Ali&aacute;s, reitero, A Menina Que Roubava Livros e O Guardi&atilde;o de Mem&oacute;rias s&atilde;o dois livros excelentes.</p>
<p>No entanto, sinto falta de um livro intenso do lado de dentro, que nos pegue pela alma. Que pegue nossa alma como quem pega um pano sujo do ch&atilde;o e vai lavando, e vai mostrando de que que &eacute; cada mancha que est&aacute; sendo retirada e v&aacute; al&eacute;m, que nos mostre a &aacute;gua suja no balde e diga “viu s&oacute; tudo que saiu”, s&oacute; n&atilde;o diz um “e ainda tem mais” por ser orgulhoso de si mesmo, o livro.</p>
<p>Sinto falta de nunca ter lido Demian, Sidharta e O Lobo da Estepe do Hermann Hesse, de nunca ter lido A Insustent&aacute;vel Leveza do Ser e A Brincadeira do Milan Kundera, de nunca ter lido Assim Falou Zaratustra do Nietzsche. Sinto muita falta de quando n&atilde;o tinha lido esses e muitos outros livros bons (que nos pegam pela alma).</p>
<p>Sinto falta de quando eram alheio a essas palavras porque eu podia l&ecirc;-las como quem l&ecirc; a si mesmo pela primeira vez, como quem tem uma janela aberta para o horizonte pela primeira vez, como quem acorda de um sonho&#8230; pela primeira vez.</p>
<p>Ter o in&eacute;dito em nossas vidas &eacute; t&atilde;o valioso que se torna, ao menos para mim, insustent&aacute;vel seguir sem buscar uma coisa nova. Por isso n&atilde;o sossego com autores e bandas, vou fu&ccedil;ando at&eacute; encontrar algo novo e bom.</p>
<p>Vou me tornando um po&ccedil;o de cultura in&uacute;til pra minha &aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o profissional, mas n&atilde;o tem muita import&acirc;ncia, isso &eacute; m hobby, &eacute; por prazer (ou por amor?).</p>
<p>Por&eacute;m, sinto falta de nunca ter lido esses livros supracitados, acima de tudo (creio eu), por ter sido ignorante sobre as sujeiras do pano.</p>

]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://descompassado.com/releitura/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Milan Kundera e a exist&#234;ncia</title>
		<link>http://descompassado.com/milan-kundera-e-a-existencia/</link>
		<comments>http://descompassado.com/milan-kundera-e-a-existencia/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 23 Jan 2010 02:47:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian  Silveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Citações]]></category>
		<category><![CDATA[Eu]]></category>
		<category><![CDATA[a insustentável leveza do ser]]></category>
		<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[divagações]]></category>
		<category><![CDATA[intimismo]]></category>
		<category><![CDATA[milan kundera]]></category>
		<category><![CDATA[nietzsche]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://descompassado.com/?p=610</guid>
		<description><![CDATA[&#8220;Tenho sempre diante dos olhos Tereza sentada sobre um tronco, acariciando a cabe&#231;a Karenin, e pensando no desvio da humanidade. Ao mesmo tempo, surge para mim uma outra imagem: Nietzsche esta saindo de um hotel em Turim. V&#234; diante de si um cavalo, e um cocheiro espancando-o com um chicote. Nietzsche se aproxima do cavalo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_blue" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fdescompassado.com%252Fmilan-kundera-e-a-existencia%252F%22%2C%20%22shorturl%22%3A%20%22http%3A%2F%2Fbit.ly%2F6gwuYY%22%2C%20%22style%22%3A%20%22big%22%2C%20%22title%22%3A%20%22Milan%20Kundera%20e%20a%20exist%C3%AAncia%20%23%22%20%7D);"></div>
<p><img class="aligncenter" title="Capa do livro A Insustent&aacute;vel Leveza do Ser" src="http://www.terracotabolsas.com/rato/imagens-blog/insustentavel%20leveza%20ser.jpg" alt="" width="360" height="500" /></p>
<p>&#8220;Tenho sempre diante dos olhos Tereza sentada sobre um tronco, acariciando a cabe&ccedil;a Karenin, e pensando no desvio da humanidade. Ao mesmo tempo, surge para mim uma outra imagem: Nietzsche esta saindo de um hotel em Turim. V&ecirc; diante de si um cavalo, e um cocheiro espancando-o com um chicote. Nietzsche se aproxima do cavalo, abra&ccedil;a-lhe o pesco&ccedil;o, e sob o olhar do cocheiro, explode em solu&ccedil;os. Isso aconteceu em 1889, e Nietzsche j&aacute; estava tamb&eacute;m distanciado dos homens. Em outras palavras: foi precisamente nesse momento que se declarou sua doen&ccedil;a mental. Mas, para mim, e justamente isso que confere ao gesto seu sentido profundo. Nietzsche veio pedir ao cavalo perd&atilde;o por Descartes. Sua loucura (portanto seu divorcio da humanidade) come&ccedil;a no instante em que chora sobre o cavalo. E este Nietzsche que amo, da mesma forma que amo Tereza, acariciando em seus joelhos a cabe&ccedil;a de um cachorro mortalmente doente. Vejo-os lado a lado: os dois se afastam do caminho no qual a humanidade, &#8220;senhora e propriet&aacute;ria da natureza&#8221;, prossegue sua marcha para a frente.&#8221;</p>
<p>- <em>A Insustent&aacute;vel Leveza do Ser</em></p>
<h5><em>(Retirado do <a href="http://pt.wikiquote.org/wiki/Milan_Kundera">http://pt.wikiquote.org/wiki/Milan_Kundera</a> )</em></h5>
<h1>♦</h1>
<p>Relembrando algumas coisas do Kundera, me deparei com esse trecho do livro A Insustent&aacute;vel Leveza do Ser. Li esse livro quando ainda fazia faculdade de Direito em Cruz Alta, provavelmente em 2005. Marcou-me muito o estilo de escrita, o conte&uacute;do t&atilde;o intimista e filos&oacute;fico, foi o primeiro livro do Milan Kundera que li, e foi &agrave; partir desse que virei f&atilde; do autor e li tudo dele que caiu nas minhas m&atilde;os at&eacute; agora.</p>
<p>O trecho est&aacute;, obviamente, descontextualizado, contudo, o importante, no momento, &eacute; a id&eacute;ia principal e inicial que ele me traz &agrave; mente, e uma conclus&atilde;o quase l&oacute;gica e escatol&oacute;gica (sim, isso mesmo).</p>
<h1>♦</h1>
<p>O ser humano, essa enorme peste que habita o planetinha, transformou-se num parasita de primeira, e isso &eacute; irrefut&aacute;vel, s&oacute; n&atilde;o enxerga quem tem demasiado orgulho de se sentir humano, quando, na verdade, poder&iacute;amos excluir o ‘humano’ e ficar apenas com o ‘ser’, um vivente pouco pensante.</p>
<p>Pois bem, mergulhado em diversas divaga&ccedil;&otilde;es, terminei por entender que, de fato, o que mais me encanta na humanidade &eacute; essa capacidade t&atilde;o pouco explorada de cair na “loucura” e deixar que sensa&ccedil;&otilde;es, emo&ccedil;&otilde;es e pensamentos tenham vaz&atilde;o, da forma que vierem &agrave; superf&iacute;cie, sem retalia&ccedil;&otilde;es imediatas da mente, sem preconceitos.</p>
<p>Ao deixarmo-nos sentir e pensar o que se &eacute; levado a sentir e pensar no momento, sem se penitenciar por isso ou aquilo ser feio ou proibido, &eacute; que teremos a oportunidade &uacute;nica de observar quem somos, o que somos, como fomos nos construindo ano ap&oacute;s ano e qual a idiossincrasia que vai nos por em contato com nossa pr&oacute;pria cabecinha (n&atilde;o a de baixo).</p>
<h1>♦</h1>
<p>Acontece que tudo &eacute; t&atilde;o feio e digno de repress&atilde;o hoje. Ao passar por um negro mal vestido na rua um n&atilde;o pensa nada, outro pensa em segurar bem sua carteira, outro ainda pensa em linchamento, mas quem est&aacute; errado? Quem est&aacute; certo? Cada um passou por experi&ecirc;ncias &uacute;nicas e sabe (na verdade n&atilde;o sabe, mas seu inconsciente deve saber) porque, instintivamente, age de tal forma.</p>
<p>Como um thelemita, me obrigo, a contragosto, a citar uma frase do L&iacute;ber AL vel Legis: “A palavra de pecado &eacute; restri&ccedil;&atilde;o”. Cada um sabe o que carrega dentro de si, e s&oacute; ter&aacute; luz para analisar o que h&aacute; em seu c&eacute;rebro quando deixar que as coisas venham &agrave; superf&iacute;cie.</p>
<p>Nietzsche sentiu algo incr&iacute;vel e irrefre&aacute;vel na cena descrita no trecho acima, assim como a personagem Tereza com o c&atilde;o Karenin. E &eacute; assim, no limite, quando somos jogados ao extremo do colapso e desestrutura&ccedil;&atilde;o, que temos a ferramenta necess&aacute;ria para jogar luz ao &acirc;mago e perceber o que h&aacute; em n&oacute;s de t&atilde;o humano (ou louco, se preferir).</p>
<h1>♦</h1>
<p>Particularmente, acho muito mais interessante aquela pessoa que percebe seus conflitos e os trata como parte de si e n&atilde;o do mundo, prefiro aquele que se olham sem medo &agrave;queles que t&ecirc;m suas unhas cravadas no bra&ccedil;o da poltrona com medo de sair de frente da televis&atilde;o.</p>

]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://descompassado.com/milan-kundera-e-a-existencia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

