Tenho visto nos canais de comunicação uma enorme quantidade de matérias abordando o bullying, algo mais ou menos semelhante ao que está sendo feito com o crack. Os efeitos disso parecem-me bastante questionáveis.

Segundo o site da ABRAPIA, “o termo BULLYING compreende todas as formas de atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais estudantes contra outro(s), causando dor e angústia, e executadas dentro de uma relação desigual de poder”.

Obviamente não sou a favor dessa atitude tirânica; é claro que não acho correto crianças, adolescentes e, até mesmo, adultos (se é que podemos chamá-los assim) comportarem-se dessa maneira opressora, porém, isso é comum, poderia chamar de natural, e não é de hoje.

Thomas Hobbes disse que “o homem é naturalmente mau”, e eu preciso concordar. Parece-me, e sempre me pareceu, historicamente falando, que o homem tem tendências para o sadismo e a maldade. Crianças muito novas exercem sua maldade em atitudes pequenas que devem ser repreendidas pelos pais, e é por isso que a educação que os pais dão aos filhos deve ser correta e rígida.

Hitler é o supra-sumo da maldade humana, e todos os depoimentos e registros dos acontecimentos nos campos de concentração e execuções judaicas possuem um relato absurdo da monstruosidade humana. O homem é um monstro se não for contido.

O bullying é uma das expressões da capacidade de terror que o homem é capaz de infligir sobre seus semelhantes, e isso sempre existiu. Gordos, negros, quem usa óculos, orelhudos, enfim, tudo é motivo de chacota e piada, sempre foi assim.

No meu tempo, contar para os pais e pedir para que eles resolvessem o assunto só faria piorar o problema. Não existia essa mania de “processar pro danos morais”. Existia uma coisa: reagir da maneira correto, mesmo que a ação fosse a não-ação, o simples “ignorar”.

Buscar ajuda é válido, por vezes, necessário, mas fazer com que os outros resolvam seus problemas pode ser pior do que enfrentar. Os pais deveriam saber disso, não estão criando taças de cristal, delicadas, estão criando animais com uma capacidade muito acima do que se pode conceber no resto da natureza no que diz respeito à habilidades mentais.

Vejo que crianças que buscam os pais, que, por sua vez, buscam a ajuda jurídica para “resolver” o caso, acabam se tornando mais excluídas ainda. A maldade mudou de forma, agora é o outro querendo “dar o troco”, “ter o que merece”. E assim vai, a grande roda da vilania.

Um depoimento de um rapaz no Altas Horas, aplaudido por toda a platéia, não foi o suficiente para livrá-lo do peso de ser vítima de bullying, aliás, ele mesmo disse, só piorou. Então, o que é correto? Continuar os lamentos, buscando amparo ou buscar algum tipo de força dentro de si?

Eu sei, isso parece bastante insensível da minha parte, mas é bem mais realista do que o amparo temporário. Mostrar a uma criança como ela pode se tornar uma pessoa forte é muito mais importante do que fazê-la forte por minutos em companhia de um pai ou um defensor qualquer.

Aprender a ser forte, resiliente e persistente é fundamental.

A Lei do forte se aplica.