arcticmonkeys_humbug

Só agora, escutando bem o álbum novo do Arctic Monkeys, Humbug (corrija-se o post anterior sobre ele), é que pude perceber a perfeição da junção entre Alex Turner e Josh Homme.

O Arctic Monkeys sempre teve uma sonoridade dissonante, que conferia, por vezes, um certo clima soturno às músicas, mas mostrando muito da influência dos Beatles ainda. No projeto The Last Shadow Puppets, parece que Alex continuou na mesma senda, talvez mostrando um pouco mais dos arranjos lúgubres, com uma pitada a mais de influência do The Who. Agora a coisa ficou séria, a afobação adolescente foi deixada de lado, mas a banda não perdeu a identidade, de forma alguma.

Então, quem já ouviu o Queens of The Stone Age e outras coisas do Josh sabe da sua forma de compor, e só aí lembrei com coube tão bem o papel dele como produtor do Humbug. O Arctc Monkeys foi retirado daquela forma quase adolescente de compor, que o The Last Shadow Puppets já havia abandonado, e foi jogado num patamar mais firme e seguro, talvez a banda tenha atingido a idade adulta, como geralmente acontece no terceiro álbum das bandas (melhor exemplo: Silverchair).

Tudo bem que eu devo ser sensato, nenhum deles é um virtuose em seus instrumentos, nem o Alex canta grandes coisas, mas ninguém pode duvidar de suas criatividades e inovações. Josh deve ter feito mais ou menos como o Rick Bonadio com o NX Zero, espremeu ao máximo os caras para poder tirar o melhor resultado possível, mas é claro que não quero comparar uma banda com a outra – e não me peçam para dar minha opinião sobre o NX Zero.

Enfim, quem puder ouvir o álbum novo dos britânicos, faça-o, vale a pena.