Posts tagged Hermann Hesse
Foco e Sabedoria
1“- Quando alguém procura muito — explicou Sidarta — pode facilmente acontecer que seus olhos se concentrem exclusivamente no objeto procurado e que ele fique incapaz de achar o que quer que seja, tornando-se inacessível a tudo e a qualquer coisa porque sempre só pensa naquele objeto, e porque tem uma meta, que o obceca inteiramente. Procurar significa: ter uma
meta, Mas achar significa: estar livre, abrir-se a tudo, não ter meta alguma. Pode ser que tu, ó venerável, sejas realmente um buscador, já que, no afã de te aproximares da tua meta, não
enxergas certas coisas que se encontram bem perto dos teus olhos.
Sidarta e a roda da vida
1“Veio-lhe à memória que perante Kamala gabara-se de saber realizar três coisas, de dominar três artes, nobres, insuperáveis: jejuar, esperar e pensar. Isso representava tudo que então possuía. Servira-lhe de esteio sólido. Dera-lhe força e poder. Nos anos duros, laboriosos, de sua juventude, Sidarta assimilara essas três artes, só elas. Mas depois as perdera. A essa altura nenhuma delas pertencia-lhe: nem a arte de jejuar, nem a de esperar nem a de pensar.” (Sidarta – Hermnann Hesse)

Releitura
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Tá, eu elogiei bastante esses dias dois best-sellers aqui no blog.
Ta, eu sei que daqui um tempo eles deixarão de ser best-sellers e poderão ser lidos e criticados com mais imparcialidade.
Fragmentos – Gertrud (II)
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HESSE, Hermann. Gertrud. 4. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1977.
“E nisso ocorreu-me uma sentença de Muoth que repeti ao meu pai. Muoth dissera, certa vez, se bem que não a sério, que considerava a juventude como o período mais difícil da existência, e que achava que as pessoas idosas são, nas mais das vezes, muito mais alegres e contentes do que os jovens. Meu pai riu e depois, pensativo, opinou:
da tônica
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À caminho de casa eu me perdi, então sentei sob toldo nenhum, sobre pedra alguma, e comecei a pensar: quem mesmo?
Lembro que nasci em Cruz Alta – RS, depois eu esqueci, agora estou em Santa Maria – RS. Mas quem mesmo?
Fui bastante, hoje sou muito, mas muito pouco. Ainda assim, pra preencher o bastante que fui, me encho de nadas.