Tradicionalmente, somos levados a acreditar que toda superfície que olhamos é plana: uma tábua de madeira, uma parede de concreto bem feita, uma bola de sinuca, enfim, todos esses objetos que se nos apresentam em grande escala diariamente e nos dão a impressão de serem perfeitamente lisos.

Contudo, hoje já é mais propriedade do senso comum entender que em uma escala menor esses elementos possuem ranhuras, texturas que não são tão lisas assim. O que não é tão conhecido assim é que esses mesmos objetos podem apresentar lacunas em suas estruturas, lugares e caminhos em que não haja matéria.

Se partirmos para uma escala mais ampla, teremos que analisar o tempo e o espaço. Comecemos pelo último.

O espaço cósmico nos parece um infinito de…ahm, bem… um infinito de espaço, com estrelas, planetas, gases e outras coisas por vez ou outra. O que acontece é que um sem número de correntes eletromagnéticas, de energias que o olhos pode não enxergar, está naquela imensidão, espalhado de forma não linear, ou seja, porcamente falando, essas energias estão desorganizadas no infinito cósmico, isso significa que o espaço é como uma parede de concreto cheia de ranhuras e lapsos em sua estrutura.

Porém, é no tempo que existe a parte interessante. O tempo, segundo a Teoria Geral da Relatividade, pode ser comprimido ou expandido conforme o campo gravitacional, ou força eletromagnética, ao qual é submetido. Por exemplo, o tempo aqui na superfície da Terra corre mais lentamente (claro que muito pouco) que o tempo medido pelos satélites de GPS que gravitam o planeta, isso ocorre porque as forças gravitacionais a que estão submetidos são diferentes.

É difícil conceber a ideia de viajar ao passado, Stephen Hawking fala muito nisso, devido aos paradoxos possivelmente criados, como aquela história do filme De Volta para O Futuro, que os personagens não podiam deixar seus “eus” do passado encontrarem esses “eus” que voltavam no tempo. No entanto, viagens ao futuro, até seriam possíveis, se… se muitas coisas ainda acontecessem.

Há a teoria do Buraco de Minhoca (Wormhole), em que portais de energia (mas muita energia mesmo) seriam criados, curvando a dimensão espaço-tempo e transportando objetos, pessoas ou naves para lugares extremamente distantes no infinito desse espaço num piscar de olhos.

Agora, se isso tudo é assim, tão impreciso, não seria, do mesmo jeito, nossa mente? Você realmente acredita que sua mente é uma superfície plana, de pensamentos organizados e tangíveis? Acredita que não existe nenhuma fissura nesse emaranhado de ideias? Aliás, acredita que não existem lapsos, lugares tão vazios na mente que poderiam abrigar pensamentos intrusos ao que qualquer um chamaria de “Eu”?

Pensar é um processo complicado, exige energia, eletricidade, sinapses, movimento, e se isso tudo acontece, há um certo distúrbio na “gravidade” interna, entre os átomos envolvidos nisso, o que geraria curvas no espaço-tempo da nossa cabeça. Veja bem, isso são apenas elucubrações que me esforço pra transmitir, e sei que de maneira falha, mas se isso tudo ocorre dessa maneira, o ser humano nasce já propenso ao erro.

Isso ocorre porque com tantos distúrbios no espaço-tempo da mente de uma pessoa, o processo de entropia mental (uma espécie de desordem) tenderia ao infinito muito rapidamente (uma vida é rápida).

Sendo assim, meu querido e paciencioso leitor que me leu até o final deste post nojentinho, relaxa, o erro é culpa da física. E a física… bem, a física é culpa de deus, não é?