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André Matos – Mentalize – 2009

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O álbum deixou um tanto a desejar, me pareceu meio imaturo, mas como sou fã do André Matos, digo que ficou muito bom e vale a pena escutar.

Agora, um maldoso faixa-à-faixa:

1-      Leading On : a fórmula clássica do power metal by André Matos, instrumentos simples mas bem colocados. O vocal de tom médio nos versos e os tradicionais agudos dele nos refrões. Um bridge no meio da música traz a atmosfera de power metal que dá um ar triunfal à música. Refrão de novo. A letra deixa um tanto a desejar.

2-      I Will Return: a música começa com um coro atípico, não lembro do André Matos ter usado isso no pós-Angra, nem no Virgo, nem no Shaman, nem no último CD solo. O bom gosto pra construção da melodia é inegável, trazendo elementos “pra cima”, faz dela uma música bastante animadora e gostosa de ouvir. Sem cair no virtuosismo, evitando ficar maçante. A letra é bem simpática.

3-      Someone Else: um pouco mais pesada que as outras músicas, Someone Else tem uma letra um pouco mais interessante, contudo, acredito que o forte do André Matos não é ser letrista. As linhas de vocais, por vezes, me lembram o projeto Virgo, e as de guitarra com alguma coisa de Black Sabbath época do Dio.

4-      Shift The Night Away: Nada de novo, mesmo: bateria de bumbo duplo, sem variações excepcionais, guitarra solo de velocista (a não ser por volta dos 3 minutos) e acordes de tensão compassados. O vocal segue com os agudos tradicionais do Matos, notas difíceis de sustentar pra qualquer mortal.

5-      Back to You: Balada, finalmente uma balada, com uma letra triste (all over now/watch overhead/ nothing left but/some painful words). Na minha opinião, uma das melhores músicas do álbum, com as pitadas pop indispensáveis aos singles de power metal, a música sobe de tom no final e tudo termina calmo.

6-      Mentalize: a faixa título do álbum, no meio do CD, me deixou decepcionado com a letra, foi tentada uma aventura pela ciência, misturadas com idéias de Nova Era, mas não me parece ter ficado boa a mistura. A música tem força, isso é certo, boa para tocar ao vivo com muita vontade.

7-      The Myriad: uma faixa mais madura, como se tivesse feito sem tanta pressa, traz um clima que me lembra adolescência, tempos de Rhapdsody, Nightwish, blind Guardian, etc (como se tivesse mudado até hoje). A letra é fraca, novamente, tem acontecido algo como se as intenções e as boas idéias estivessem ali, mas não soubessem sair da melhor maneira.

8-      When The Sun Cried Out: poderia ter saído num álbum do Stratovarius, ou melhor, num do Kamelot. Como a faixa anterior, saiu da mesmice do power metal, trouxe alguns elementos diferentes do “aquilo de sempre”.  “Here we go, the falling rain will come again no matter where or when, it will pour down in the end.

9-      Mirror Of Me: ou eu estou com dificuldades de interpretação, ou as letras estão realmente vagas, um pouco desconexas. Mirror of Me segue o power metal versão sem sal, precisava ainda de alguma coisa ali no meio pra ficar uma música que se pode chamar de boa, e olha que nem nos agudos o André Matos se aventura muito nessa.

10-   Violence: ironicamente, a faixa de título Violence começa como uma música do Era, ou Tori Amos, só uns segundos depois vira rock. Uma das minhas faixas de preferência do álbum, não tem nada demais, mas simpatizei com ela, com a letra também. O vocal e o piano dão uma segurada na monotonia em que a música poderia cair.

11-   A Lapse In Time: outra balada, muito boa. Um piano meio neo-clássico, sem roupagem de metal, e os vocais do André fazem a música, vocais, esses, tenho que dizer, excelentes, impecáveis, quase me remetendo a umas músicas do Holy Land do Angra.

12-   Power Stream: Power Metal do início ao fim, dos pés à cabeça, não é ruim a música, aliás, é boa sim, mas não tenho nem o que dizer, é exatamente o típico.

13-   Don`t Despair: essa música deveria ser a que entitula o álbum, o traduz perfeitamente, e é muito boa no estilo dela. A parte instrumental não cai no marasmo, e chega até mesmo perto do esbanjamento (o que não é muito da banda), e os vocais vão aos agudos altos e fortes, enérgicos. Fora as baladas, minha faixa preferida.

Agora sim: Pearl Jam – Backspacer

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Capa do álbum Backspacer (2009)

Capa do álbum Backspacer (2009)

    Agradeço ao Junior por ter me enviado o link do álbum novo do Pearl Jam, Backspacer. Baixei na hora o CD pra matar logo minha curiosidade. O trabalho ficou muito bom. Aqui vai um breve faixa à faixa:

1-      Gonna See My Friend: um rockzão cheio de energia e bem clássico do Pearl Jam, digno de uma música do álbum Yield, abusando do refrão e dos gritos rasgados e agudos do Eddie Vedder. Achei uma faixa boa, mas não está entre as que mais gostei do álbum.

2-      Got Some: Seguindo a mesma receita da faixa anterior, Got Some é outro rock grunge cheio de força, uma música que fica na cabeça e boa de gritar.

3-      The Fixer: o primeiro single deste álbum, uma música muito boa, com uma pegada bem Seattle, a cara da banda. Pra mim é trilha sonora de um filme bom, dá até pra construir uma cena. Nada de novidade até aqui, baterias simples, guitarras sem muito enfeite e vocal gritado: como o Pearl Jam da antiga.

4-      Johnny Guitar: na minha humilde opinião, a faixa mais fraquinha do álbum, talvez porque não seja nada grudenta nem tem um apelo comercial.

5-      Just Breathe: a primeira balada, e uma das melhores músicas do CD. Tem o dedo, a mão, o braço… do Eddie Vedder aí, a música é toda ela, a cara dele, e me lembra, uma das músicas que ele fez pro filme Into The Wild. Um violão dedilhado, meio folk, e os vocais serenos e resignados fazem dela uma “lentinha” clássica.

6-      Amongst The Waves: outra música muito boa, pra ouvir num dia de chuva no verão, traz uma espécie de crescimento pessoal ali. Não chega a ser um rock pegado como as primeiras faixas, mas também não é uma balada. Um solo de guitarra típico de Pearl Jam, arranjado com uma terça, dá um diferencial do que as outras faixas apresentaram até então.

7-      Unthought Known: um grunge progressivo, começa com uma guitarra abafada e a voz do Vedder, depois vai crescendo triunfalmente. Por essa levada crescente, transbordam emoções na música, parece um pouco romântica. Dá vontade de colocar no repeat.

8-      Supersonic: e voltamos à fórmula do rock and roll, acorde de tensão com bateria quatro por quatro, uma guitarra no fundo com licks bem simples, um baixo quadradão e os vocais estilo “breakerfall”.

9-      Speed of Sound: a balada referida em outro post no site, com uma letra bem legal, arranjos um pouco mais trabalhados que o das primeiras faixas e que o de Supersonic. Não segue o movimento quadrado de outras músicas, traz um trabalho mais consistente e mais maduro, assim, parece, de fato, uma música do Pearl Jam quarentão.

10-   Force Of Nature: assim como a música anterior, um trabalho mais “crescido”, mas sem fugir à identidade grunge. O overdrive nos acordes faz o pano de fundo da canção, junto com um teclado bem simples e legal.

11-   The End: uma balada excelente, talvez a minha canção preferida deste álbum. Um violão arranjado com violino e a voz do Eddie terminam o CD com mérito e melancolia, o que eu mais queria e esperava dessa banda.

Depois de escrever esse raso e despretensioso faixa à faixa, descobri que o produtor deste álbum (Brendan O`Brien) é o mesmo produtor do Vitalogy e Yield. A banda continua com sua formação original até hoje: Eddie Vedder nos vocais, Stone Gossard e Mike McCready nas guitarras, Matt Cameron na batera e Jeff Ament no baixo.

Então está aí, mais um do Pearl Jam para os fãs saudosos do bom e velho grunge.

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