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Mesal Va!!
0Com tua própria identidade.
És o que não queres, pois por ti querem.
Tuas belezas se chocam e se perdem.
Fecha teus olhos, abre a mente.
Vê? Há Paz terna e inocente.
Deixa, não podem te alcançar,
O dissabor deles é não te tocar.
Percebe que não há correntes,
Exceto aquelas que tu mesmo prendes;
Sente, teu coração ainda pulsa,
Viva mais, consciência avulsa.
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0Por um preço tão baixo
Vendeste teu caráter.
- Bom dia, Sr. Dinheiro.
Artista…I
0Comecei a ler Cinzas do Norte de Milton Hatoum. Por quê? Entrei na biblioteca para procurar um livro do S. Hawking que, aliás, não estava lá, e me deparei com o primeiro; como já havia lido Memórias de um certo oriente do Hatoum também, decidi que valia a pena dar uma olhada. Enfim…
Raimundo, um dos personagens, é um jovem iniciando seus passos na Arte (visual, no caso), ele desenha o tempo todo (ao menos até onde li), mostra-se bastante introspectivo, de comportamento alheio e indiferente. Seriam assim os artistas?
Por coincidência (?), no mesmo dia, peguei um livro do C. G. Jung (A formação da Psique, se bem me lembro). Pois bem, logo no primeiro capítulo Jung fala sobre a relação entre o consciente e o inconsciente, sobre a compensação deste em relação àquele. A terapia teria uma influência sobre o paciente conferindo-lhe ferramentas para transcender a linha separativa entre os dois, sabendo uma nova forma de se comportar, percebendo de forma diferente as duas partes já citadas.
Agora, o que isso tem a ver? O artista me parece uma pessoa que já transcendeu essa relação, ao menos em alguns momentos. A arte vem do inconsciente em associação ao consciente, a criatividade está lá no âmago (Nuit), porém, precisa do consciente (Hadit) para se manifestar de forma mais coesa. Poderia ser também, a arte, fruto de uma mente tão abafada pelo consciente que, nos delírios do inconsciente, encontra subterfúgio externando aquilo tudo.
A arte se manifesta sob várias formas, o inconsciente, nossa mente espontânea e ilimitada, é um artista infinitamente criativo, basta atentarmos a ele. Quanto mais atentos conseguimos ser ao interno, mais percebemos a sutileza da arte acontecendo em cada minuto de nossa vida.
Há, no entanto, a arte jubilosa e a melancólica. Faça a Ode como quiser, cada uma soará de um jeito na superfície, o mundo é tão plástico quanto os pensamentos são.
Ah, o livro, sim…tô adorando.