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de mim, da física, da engenharia e de nada no fim
31184 dias
by Christian Silveira
in Eu
Só agora fui me dar conta do que está acontecendo. Anos depois de ter aceitado a Lei de Thelema em minha vida e tentado empregar, cada vez mais, seus preceitos em todos aspectos da minha vida, da minha consciência e tudo mais, vi-me jogado de um lado para o outro de uma forma tão precisa e coesa que me parece impossível duvidar dum sentido programado. Que triste, acho q estou acreditando em destino.
Hoje já nao me encontro estudando o que programara para minha vida. Estou num nicho completamente diferente do que imaginei, mas de todo não está errado, pois minha pretérita imaginação era tão só produto da influência externa e eu levava adiante o que “deveria” gostar. Verdadeiramente, agora, possuo Vontade própria (ou quase isso).
Nunca havia me imaginado estudando uma engenharia, e olha que meu leque anteriormente não era nada pequeno, pensei em psicologia, filosofia, medicina, letras, além, é claro, de direito, que cheguei a cursar um bom tempo.
Engenharia de alimentos, essa tendência foi fruto dum distúrbio alimentar, este, por sua vez, de uma pretensa depressão, ou não, o fato é que aconteceu, e, concomitantemente, retornei aos estudos sobre as ciências ocultas, que me ocuparam desde meus quinze anos. Entretanto, junto do ocultismo, aos poucos fui sendo atraído por um mundo que, cada vez mais, faz parte do meu dia-a-dia, a física. A física quântica me fascinou, mas para entender a dita cuja eu deveria compreender um tanto da Newton e seus amiguinhos. Lá vou eu, emaranhando-me pelos mundos da física.
Provavelmente, hoje, seria capaz de formular um sistema mágico, obviamente não tão completo, bonito e alegórico como a Goecia, baseado apenas em Thelema e Física Quântica. No entanto, já penso que não seria muito original de minha parte, afinal, Fritjoff Capra e Ilya Prigogine já fizeram (e fazem) um ótimo trabalho trazendo essa física moderna aos mundos do ocultismo.
Tá, mas como assim? A física se aliando a crenças, cadê o ateísmo típico? Pois é, opinião de um iniciante nesses estudos: quanto mais se sabe sobre a matéria, sobre a energia, sobre o cosmos, igualmente mais se aceita a presença divina de um Grande Arquiteto (hoje eu diria Grande Engenheiro).
Acho que preciso amadurecer seriamente essas idéias.
Hoje já nao me encontro estudando o que programara para minha vida. Estou num nicho completamente diferente do que imaginei, mas de todo não está errado, pois minha pretérita imaginação era tão só produto da influência externa e eu levava adiante o que “deveria” gostar. Verdadeiramente, agora, possuo Vontade própria (ou quase isso).
Nunca havia me imaginado estudando uma engenharia, e olha que meu leque anteriormente não era nada pequeno, pensei em psicologia, filosofia, medicina, letras, além, é claro, de direito, que cheguei a cursar um bom tempo.
Engenharia de alimentos, essa tendência foi fruto dum distúrbio alimentar, este, por sua vez, de uma pretensa depressão, ou não, o fato é que aconteceu, e, concomitantemente, retornei aos estudos sobre as ciências ocultas, que me ocuparam desde meus quinze anos. Entretanto, junto do ocultismo, aos poucos fui sendo atraído por um mundo que, cada vez mais, faz parte do meu dia-a-dia, a física. A física quântica me fascinou, mas para entender a dita cuja eu deveria compreender um tanto da Newton e seus amiguinhos. Lá vou eu, emaranhando-me pelos mundos da física.
Provavelmente, hoje, seria capaz de formular um sistema mágico, obviamente não tão completo, bonito e alegórico como a Goecia, baseado apenas em Thelema e Física Quântica. No entanto, já penso que não seria muito original de minha parte, afinal, Fritjoff Capra e Ilya Prigogine já fizeram (e fazem) um ótimo trabalho trazendo essa física moderna aos mundos do ocultismo.
Tá, mas como assim? A física se aliando a crenças, cadê o ateísmo típico? Pois é, opinião de um iniciante nesses estudos: quanto mais se sabe sobre a matéria, sobre a energia, sobre o cosmos, igualmente mais se aceita a presença divina de um Grande Arquiteto (hoje eu diria Grande Engenheiro).
Acho que preciso amadurecer seriamente essas idéias.
whiter shade of pale
11185 dias
by Christian Silveira
in Eu
Ele olhou em volta, havia tantas portas, uma infinidade, um sem número, incontáveis e todas da mesma forma. Nenhuma inscrição, nenhum número de identificação, entretanto, em cada uma havia uma, podemos assim dizer, aura diferente. Ele deveria, pela primeira vez, refutar toda sua racionalidade e, finalmente, mergulhar na sua incosciência e sensibilidade, descobrir o que cada uma lhe traria sem saber o que havia por trás. Uma vez escolhida a porta, as outras se trancariam eternamente, talvez tivessem entradas por outras salas, mas isso é só uma hipótese.
Pobre, tinha tanta dificuldade em se despir da sua razão e apenas sentir o que elas lhe diziam que ficou tanto tempo parado, sem sequer se aproximar, tendenciosamente, de uma delas.
Por fim, resolveu obedecer a um impulso ignoto, coisa de animal, o tipo de sentimento que ele costumava relevar, ou omitir, ou até mesmo esconder de si mesmo. Aproximou-se de uma das portas e, lentamente, começou a ser invadido por um saudosismo. Mas aquilo não tinha sentido algum, era uma sala cheia de portas, fechadas, sem janelas, uma parca luz vinda de algum lugar, era óbvio que sentiria uma sensação do tipo, seria jogado para a infância, lugares na memória onde se sentiria confortável e seguro.
No entanto, as lembranças ficavam cada vez mais nítidas. Lembrou-se de um dos dias em que saiu pela rua com seus amigos para fazer nada, tinham todos entre dez e onze anos, compraram uma coca-cola e vários salgadinhos, e caminharam em direção a praça. Era perto das cinco horas da tarde, o horário de verão ainda não havia começado, em cerca de uma hora iria escurecer, e eles se sentiam livres, leves, donos de si, com guloseimas e um mundo imenso ao seu redor.
Havia um cheiro suave das árvores ao redor, e eles sentaram no banco da praça, estavam entre quatro. O clima não era mais tão frio, era agradável, havia um vento não tão suave vindo do sul, e eles conversavam sobre rock and roll, sobre as namoradinhas da sexta série. Tudo era divertido, cheio de ingenuidade.
Ele se afastou da porta. Sentiu a tristeza de olhar para trás, tinha a certeza de que jamais teria anos tão felizes quanto aqueles da sua juventude.
Sentia um aperto no coração, literalmente, parecia que se lhe houvessem socado no peito não seria tão ruim. O amargo o fez recuar e se dirigir para uma porta mais à esquerda. Ao chegar perto sentiu um cheiro de comida, era carne de panela e feijão. Parecia que podia tocar no cenário, mas se via um adolescente agora, já tinha quinze anos, era meio-dia e chegara do colégio para almoçar, sua mãe preparava o almoço, e ele estava brigado com seu pai, já manifestava os primeiros sinais de auto-afirmação. Olhava para o pátio da casa e observava as nuvens escuras chegando rapidamente com o vento, em breve iria chover, e ele poderia ficar o dia inteiro em casa, sem fazer nada de especial. Sentia naquilo tudo um vazio, ali começara sua derrocada, naqueles momentos sóbrios de ociosidade infrutífera, iniciara ali seu afastamento do mundo, o pequeno lobo aprendendo a ser selvagem, mostrando os dentes.
Afastou-se dessa porta também, não sabia o que mais lhe doía, se era a saudade de tempos incontestavelmente ótimos ou o reconhecimento de erros tão distante e pueris que, mesmo podendo ser concertados, demandariam um esforço quase sobre-humano em sua psique. Ele já era matéria sólida, sua teimosia em si mesmo residia como um parasita lhe sugando uma seiva vital.
Permaneceu um tempo parado no centro da sala oval, olhando para o chão, vendo a luz fraca se espalhar. Batalhava contra si mesmo, o lobo queria dar um jeito de sair do jogo, estava cansado e precisava morder alguma coisa, o homem queria saber de cada porta, o que elas significavam e outras tantas coisas.
Num esforço, voltou-se para trás e foi rapidamente para outra porta. Tocou nela, sentiu sua textura, era madeira, cedro, espessa, escura, fria. Aquela frieza o lembrou de tempos não tão distantes, das suas buscas vãs por um espírito satisfeito, por uma alma sadia, mas o mais perto que chegou foi do sadismo. Havia sexo ali, e só sexo, já não conhecia o amor apaixonado da adolescência, nem o amor comedido dos seus vinte anos. Já estava com vinte e cinco, recém formado, trabalhava e ganhava um dinheiro bom. Saía aos finais de semana com os poucos amigos que tinha, e estes ele sempre os mantinha a certa distância com medo não se sabe de que. No seu quarto só entravam mulheres, às vezes até mais de uma na mesma noite. Era sexo, e só sexo. Sentia falta do amor, e esse vazio o fazia distante, satisfazia-as com prazer, mas nunca com sentimento, não por maldade, mas por impossibilidade. Já nao era apto ao verbo amar.
Meditava, outras vezes, com seus exercícios espirituais, sem nunca saber ao certo se estaria fazendo a estrada correta. E essa dúvida revivida o fez recuar da porta e pensar que poderia ter seguido por escolhas erradas atrás de outras também erradas, enganando-se de porta em porta, já não poderia voltar nem mesmo imaginar alguma outra hipótese de vida.
Com toda certeza, aquela foi a porta que mais lhe esvaziou os sentimentos. Não era dor, era comedimento e resignação. O lobo estava angustiado, já babava de raiva, mas o homem sufocava o instinto, e a ira ficava contida.
Resolveu tentar outra vez. Havia uma porta reto a sua direita, e ele se dirigiu para lá. Ao chegar bem perto, sentiu nada, absolutamente nada. Era como se ficasse envolto de uma luz totalmente branca, a maior alvidez possível, o próprio princípio da luz. E já não sabia quantificar o espaço ou o tempo, não sabia se situar em coordenadas ou dimensões.
Havia cansado de memórias, de lamentações. As ilusões eram as mesmas, invariavelmente. As lembranças estariam sempre ali para ele se lamentar de suas escolhas, sem nem ao menos lhe ser permitido saber se teria possibilidade de ter feitos caminhos diferentes. Às vezes acreditava que não podia, nunca, ter feito nada diferente, se lhe dessem mil ocasiões repetidas, ele seria impelido por forças incognoscíveis a fazer mil vezes exatamente o mesmo.
Ah,ele abriu a porta e entrou, resoluto.
Pobre, tinha tanta dificuldade em se despir da sua razão e apenas sentir o que elas lhe diziam que ficou tanto tempo parado, sem sequer se aproximar, tendenciosamente, de uma delas.
Por fim, resolveu obedecer a um impulso ignoto, coisa de animal, o tipo de sentimento que ele costumava relevar, ou omitir, ou até mesmo esconder de si mesmo. Aproximou-se de uma das portas e, lentamente, começou a ser invadido por um saudosismo. Mas aquilo não tinha sentido algum, era uma sala cheia de portas, fechadas, sem janelas, uma parca luz vinda de algum lugar, era óbvio que sentiria uma sensação do tipo, seria jogado para a infância, lugares na memória onde se sentiria confortável e seguro.
No entanto, as lembranças ficavam cada vez mais nítidas. Lembrou-se de um dos dias em que saiu pela rua com seus amigos para fazer nada, tinham todos entre dez e onze anos, compraram uma coca-cola e vários salgadinhos, e caminharam em direção a praça. Era perto das cinco horas da tarde, o horário de verão ainda não havia começado, em cerca de uma hora iria escurecer, e eles se sentiam livres, leves, donos de si, com guloseimas e um mundo imenso ao seu redor.
Havia um cheiro suave das árvores ao redor, e eles sentaram no banco da praça, estavam entre quatro. O clima não era mais tão frio, era agradável, havia um vento não tão suave vindo do sul, e eles conversavam sobre rock and roll, sobre as namoradinhas da sexta série. Tudo era divertido, cheio de ingenuidade.
Ele se afastou da porta. Sentiu a tristeza de olhar para trás, tinha a certeza de que jamais teria anos tão felizes quanto aqueles da sua juventude.
Sentia um aperto no coração, literalmente, parecia que se lhe houvessem socado no peito não seria tão ruim. O amargo o fez recuar e se dirigir para uma porta mais à esquerda. Ao chegar perto sentiu um cheiro de comida, era carne de panela e feijão. Parecia que podia tocar no cenário, mas se via um adolescente agora, já tinha quinze anos, era meio-dia e chegara do colégio para almoçar, sua mãe preparava o almoço, e ele estava brigado com seu pai, já manifestava os primeiros sinais de auto-afirmação. Olhava para o pátio da casa e observava as nuvens escuras chegando rapidamente com o vento, em breve iria chover, e ele poderia ficar o dia inteiro em casa, sem fazer nada de especial. Sentia naquilo tudo um vazio, ali começara sua derrocada, naqueles momentos sóbrios de ociosidade infrutífera, iniciara ali seu afastamento do mundo, o pequeno lobo aprendendo a ser selvagem, mostrando os dentes.
Afastou-se dessa porta também, não sabia o que mais lhe doía, se era a saudade de tempos incontestavelmente ótimos ou o reconhecimento de erros tão distante e pueris que, mesmo podendo ser concertados, demandariam um esforço quase sobre-humano em sua psique. Ele já era matéria sólida, sua teimosia em si mesmo residia como um parasita lhe sugando uma seiva vital.
Permaneceu um tempo parado no centro da sala oval, olhando para o chão, vendo a luz fraca se espalhar. Batalhava contra si mesmo, o lobo queria dar um jeito de sair do jogo, estava cansado e precisava morder alguma coisa, o homem queria saber de cada porta, o que elas significavam e outras tantas coisas.
Num esforço, voltou-se para trás e foi rapidamente para outra porta. Tocou nela, sentiu sua textura, era madeira, cedro, espessa, escura, fria. Aquela frieza o lembrou de tempos não tão distantes, das suas buscas vãs por um espírito satisfeito, por uma alma sadia, mas o mais perto que chegou foi do sadismo. Havia sexo ali, e só sexo, já não conhecia o amor apaixonado da adolescência, nem o amor comedido dos seus vinte anos. Já estava com vinte e cinco, recém formado, trabalhava e ganhava um dinheiro bom. Saía aos finais de semana com os poucos amigos que tinha, e estes ele sempre os mantinha a certa distância com medo não se sabe de que. No seu quarto só entravam mulheres, às vezes até mais de uma na mesma noite. Era sexo, e só sexo. Sentia falta do amor, e esse vazio o fazia distante, satisfazia-as com prazer, mas nunca com sentimento, não por maldade, mas por impossibilidade. Já nao era apto ao verbo amar.
Meditava, outras vezes, com seus exercícios espirituais, sem nunca saber ao certo se estaria fazendo a estrada correta. E essa dúvida revivida o fez recuar da porta e pensar que poderia ter seguido por escolhas erradas atrás de outras também erradas, enganando-se de porta em porta, já não poderia voltar nem mesmo imaginar alguma outra hipótese de vida.
Com toda certeza, aquela foi a porta que mais lhe esvaziou os sentimentos. Não era dor, era comedimento e resignação. O lobo estava angustiado, já babava de raiva, mas o homem sufocava o instinto, e a ira ficava contida.
Resolveu tentar outra vez. Havia uma porta reto a sua direita, e ele se dirigiu para lá. Ao chegar bem perto, sentiu nada, absolutamente nada. Era como se ficasse envolto de uma luz totalmente branca, a maior alvidez possível, o próprio princípio da luz. E já não sabia quantificar o espaço ou o tempo, não sabia se situar em coordenadas ou dimensões.
Havia cansado de memórias, de lamentações. As ilusões eram as mesmas, invariavelmente. As lembranças estariam sempre ali para ele se lamentar de suas escolhas, sem nem ao menos lhe ser permitido saber se teria possibilidade de ter feitos caminhos diferentes. Às vezes acreditava que não podia, nunca, ter feito nada diferente, se lhe dessem mil ocasiões repetidas, ele seria impelido por forças incognoscíveis a fazer mil vezes exatamente o mesmo.
Ah,ele abriu a porta e entrou, resoluto.
errata
21190 dias
by Christian Silveira
in Eu
Agradeço ao Anônimo que comentou no post sobre o filme C.R.A.Z.Y. me corrigindo acerca da procedência do filme (canadense, não europeu). Enfim, sintam-se a vontade para corrigir, comentar, falar mal e tudo mais, aceito o que têm a me dizer.
diáfana, mais que alva
01193 dias
by Christian Silveira
in Eu
Urgente, pois, como uma onda me afogando;
Beijo o silêncio, e é tua ausência lamentada,
Abraço uma noite, um vento, uma enseada;
Pergunto sobre o reencontro: quando?
Os versos não mudam, nada foi perdido,
Quisera que não fossem, eles, vãos,
Que repousassem em tuas mãos
E tu os visse como um pedido.
Sei da tua alvidez, da tua sutileza,
E quanta firmeza há em teu olhar;
Mas, digo-te, que, se há um descansar,
Não foi criado para mim, certeza.
C.R.A.Z.Y. – Loucos de Amor
41194 dias
by Christian Silveira
in Eu
Ontem à noite vi um filme. Deus, isso por si só já é um grande evento, porque nos últimos tempos não havia macumba que me fizesse ou ficar acordado ou vencer a ansiedade pra não trocar de canal no meio do filme, ou ainda fazer outra coisa ao mesmo tempo. Então, falemos do grande evento que me foi assistir esse filme (ai ai, suspiro saudosista da minha época de cinéfolo – folo?).
Pois bem, o nome do filme é C.R.A.Z.Y. – Loucos de Amor. Há tempos eu via as chamadas nos intervalos do Telecine e ansiava por vê-lo, ontem dei sorte de ligar a televisão bem na hora que começava.
A história é de uma família comum, isso implica em problemas, vidas conturbadas, drogas, brigas, homossexualidade, bebedeiras e muita música boa. Zac, um dos filhos de um casal europeu bastante típico, é o protagonista, e possui 4 irmãos: o mais velho (creio eu), extremamente rock and roll, drogas, sexo (hetero), tatuagens e cigarro o tempo todo; um outro irmão, que não recordo o nome, estilo semi-nerd, inteligente, um promissor na arte almofadinha; o terceiro, um esportista, jogador de algum esporte, com tudo que tem direito o estereótipo; Zac, o sexualmente indefinido, oscilando entre homossexualidades e garotas (mas hetero do que homo), não tantas drogas quanto o irmão mais velho, um estilo meio poser, um fã de David Bowie, que mais tarde ganha a vida como discotecário; e, finalmente, o mais novo, gordinho, cabeludo, sem importância nisso tudo.
São vários os momentos interessantes do filme. A fotografia é ótima, mas melhor ainda é a trilha sonora, impecável. Quanta intensidade naqueles relacionamentos, e a fundamentação psicológica dos personagens, com suas impressões, idiossincrasias e nuances.
Fiquei extremamente tentado a dar detalhes, descrever minhas opiniões, mas não o farei. Veja o filme, só digo isso. O final nos reserva momentos de incrível emoção, coisas q Hollywood não faz por você, mas o cinema europeu faz. Uma lição de tolerância, de valores de uma família de verdade.
Valores? Sim, valores. Ser casto, asseado, branquinho e polido o tempo todo não é a essência. A humildade, o saber voltar atrás, o saber perdoar ofensas, saber que o sentimento de paternidade, maternidade, irmandade, qualquer relação desse tipo, está muito acima de efêmeras inconveniências.
Filmes inspiradores assim me deixam tão desinspirado.
Pois bem, o nome do filme é C.R.A.Z.Y. – Loucos de Amor. Há tempos eu via as chamadas nos intervalos do Telecine e ansiava por vê-lo, ontem dei sorte de ligar a televisão bem na hora que começava.
A história é de uma família comum, isso implica em problemas, vidas conturbadas, drogas, brigas, homossexualidade, bebedeiras e muita música boa. Zac, um dos filhos de um casal europeu bastante típico, é o protagonista, e possui 4 irmãos: o mais velho (creio eu), extremamente rock and roll, drogas, sexo (hetero), tatuagens e cigarro o tempo todo; um outro irmão, que não recordo o nome, estilo semi-nerd, inteligente, um promissor na arte almofadinha; o terceiro, um esportista, jogador de algum esporte, com tudo que tem direito o estereótipo; Zac, o sexualmente indefinido, oscilando entre homossexualidades e garotas (mas hetero do que homo), não tantas drogas quanto o irmão mais velho, um estilo meio poser, um fã de David Bowie, que mais tarde ganha a vida como discotecário; e, finalmente, o mais novo, gordinho, cabeludo, sem importância nisso tudo.
São vários os momentos interessantes do filme. A fotografia é ótima, mas melhor ainda é a trilha sonora, impecável. Quanta intensidade naqueles relacionamentos, e a fundamentação psicológica dos personagens, com suas impressões, idiossincrasias e nuances.
Fiquei extremamente tentado a dar detalhes, descrever minhas opiniões, mas não o farei. Veja o filme, só digo isso. O final nos reserva momentos de incrível emoção, coisas q Hollywood não faz por você, mas o cinema europeu faz. Uma lição de tolerância, de valores de uma família de verdade.
Valores? Sim, valores. Ser casto, asseado, branquinho e polido o tempo todo não é a essência. A humildade, o saber voltar atrás, o saber perdoar ofensas, saber que o sentimento de paternidade, maternidade, irmandade, qualquer relação desse tipo, está muito acima de efêmeras inconveniências.
Filmes inspiradores assim me deixam tão desinspirado.


