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	<title>Descompassado &#187; Eu</title>
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		<title>Na hora morta</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Sep 2009 03:09:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian  Silveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eu]]></category>
		<category><![CDATA[alma]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando pensei abandonar a mim mesmo No del&#237;rio da hora morta O engano era t&#227;o somente erro de percep&#231;&#227;o Eu me agarrava a mim como uma crian&#231;a E quando pensava estar me desprendendo Mais me unia ao desgostoso gosto do apego E gostava do conforto daquele marasmo impr&#243;prio Na hora morta, escura como um halo [...]]]></description>
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<p>Quando pensei abandonar a mim mesmo</p>
<p>No del&iacute;rio da hora morta</p>
<p>O engano era t&atilde;o somente erro de percep&ccedil;&atilde;o</p>
<p>Eu me agarrava a mim como uma crian&ccedil;a</p>
<p>E quando pensava estar me desprendendo</p>
<p>Mais me unia ao desgostoso gosto do apego</p>
<p>E gostava do conforto daquele marasmo impr&oacute;prio</p>
<p>Na hora morta, escura como um halo sideral</p>
<p>Eis que fiz de mim minha p&aacute;tria e meu pecado</p>
<p>Disfarcei nisso minha salva&ccedil;&atilde;o</p>
<p>E ceguei &agrave; &uacute;nica verdade que residia em mim</p>
<p>Minh`alma</p>

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		<title>Antes da Parte Primeira</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Aug 2009 02:34:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian  Silveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Interlúdio]]></category>
		<category><![CDATA[alma]]></category>
		<category><![CDATA[angústia]]></category>
		<category><![CDATA[ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[Eu]]></category>
		<category><![CDATA[viagem]]></category>

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		<description><![CDATA[     Acordei sem despertador, algum barulho nos vizinhos me despertou. J&#225; eram onze horas da manh&#227;, o dia estava nublado, morno, com eletricidade no ar, obviamente teria temporal mais tarde. Sentei na cama com as m&#227;os apoiando o corpo nos lados. Olhava para o ch&#227;o, ou para meus p&#233;s, ou para o nada. Sentia-me suspenso, [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify;">     Acordei sem despertador, algum barulho nos vizinhos me despertou. J&aacute; eram onze horas da manh&atilde;, o dia estava nublado, morno, com eletricidade no ar, obviamente teria temporal mais tarde. Sentei na cama com as m&atilde;os apoiando o corpo nos lados. Olhava para o ch&atilde;o, ou para meus p&eacute;s, ou para o nada. Sentia-me suspenso, n&atilde;o necessariamente vazio, mas minha nota n&atilde;o soava, era latente.</p>
<p style="text-align: justify;">     Depois de checar meus e-mails, tomei um banho e me arrumei. Nem orkut, nem twitter, nem nada me atra&iacute;a hoje. Resolvi almo&ccedil;ar fora, sentia fome, mas tinha pregui&ccedil;a de comer, tamb&eacute;m n&atilde;o queria lugares movimentados, sinto uma ressaca social, uma fobia crescente que me afasta mais e mais.</p>
<p style="text-align: justify;">     Almocei um sandu&iacute;che de atum no Sanduba, no centro da cidade. Depois, dei uma volta no centro aproveitando o ar morno que soprava. Comprei um caf&eacute; e continuei caminhando, agora acompanhado de um cigarro. Eu ainda era a mesma casca que acordou, eu ainda estava latente.</p>
<p style="text-align: justify;">     N&atilde;o residia em mim qualquer pretens&atilde;o de prazer, de divers&atilde;o, de tristeza, de nada, mas se residisse eu, ent&atilde;o, n&atilde;o estaria atento &agrave;s sensa&ccedil;&otilde;es. Meu mp3 tocava as m&uacute;sicas de sempre: Pain of Salvation, Dream Theater, Opeth. Repentinamente, como num estopim, como numa conjun&ccedil;&atilde;o planet&aacute;ria, como se um coro gritasse aos meus ouvidos uma can&ccedil;&atilde;o incompreens&iacute;vel aos meus sentidos, dei a volta, resoluto: voltaria para casa, faria minhas malas e iria viajar.</p>
<p style="text-align: justify;">     Eu ainda tinha quase tr&ecirc;s semanas de f&eacute;rias, tinha o dinheiro do est&aacute;gio. Por que n&atilde;o? Iria para onde? Fazer o qu&ecirc;? N&atilde;o sei, simplesmente senti o &iacute;mpeto de viajar, mas n&atilde;o aquele desejo de aventura e divers&atilde;o, n&atilde;o, eu sentia um &iacute;mpeto, uma resolu&ccedil;&atilde;o da alma, um decreto do esp&iacute;rito.</p>
<p style="text-align: justify;">     Terminei minhas malas &agrave;s 16h, coloquei mensagens dizendo que estaria fora em todos meus comunicadores virtuais. Meu notebook e m&aacute;quina digital vieram juntos, meu viol&atilde;o resolvi deixar, n&atilde;o sabia o que faria, mas havia decidido ir a Porto Alegre. O L&uacute;cio certamente me receberia por uns dias. Precisava tirar folga de mim mesmo, e para eu poder fazer isso eu sabia que teria que sair do meu meio, me jogar em qualquer lugar de desconforto.</p>
<p style="text-align: justify;">     &Agrave;s 18h estava no &ocirc;nibus, com meu mp3. Um homem de uns cinquenta anos sentou ao meu lado e perguntou sobre meu livro (Aurora Dourada, de Israel Regardie), ele me contou que era esp&iacute;rita, rosacruz, cabal&iacute;stica e uma s&eacute;rie de outras coisas. Eu apenas ouvia, achava deprimente um senhor, depois de anos estudando a alma humana, continuar a saber apenas falar de si, de nomes complicados, decorados, de t&atilde;o batidos em seu c&eacute;rebro haviam perdido qualquer sentido para ele, mas ele falava como um rob&ocirc;. Depois de quase uma hora, em uma pequena pausa, como eu n&atilde;o respondia, ele olhou para o corredor e eu me virei para a janela, cortando o di&aacute;logo.</p>
<p style="text-align: justify;">     O temporal come&ccedil;ou, estava escuro, e eu olhava para fora do &ocirc;nibus e para dentro de mim, e tudo que eu queria era pular do abismo, sentia impulsos de gritar, levantar e berrar &agrave;s pessoas do &ocirc;nibus para que acordassem para a vida, pensassem, questionassem. Mas se nem mesmo eu sabia o que esperar de mim, por que culpar os outros da minha pr&oacute;pria insatisfa&ccedil;&atilde;o? Sentia-me um adolescente.</p>
<p style="text-align: justify;">     &Agrave; medidade que a viagem passava, fui acalmando meu esp&iacute;rito. Tinha lembran&ccedil;as de v&aacute;rios peda&ccedil;os da minha vida, a lua nova me lembrava quando tinha 15 anos, quando, no ver&atilde;o, deitava-me no terra&ccedil;o de casa e ficava observando o c&eacute;u, as estrelas, implorando para algum deus, esp&iacute;rito, alma, o que fosse, me resgatasse, me tirasse dali e me mostrasse qualquer verdade, pois que eu n&atilde;o me conformava com aquela situa&ccedil;&atilde;o humana. Hoje stou resignado, ou quase.</p>
<p style="text-align: justify;">     Sei que dormi divagando no passado, n&atilde;o lembro qual m&uacute;sica tocava, n&atilde;o lembro aonde estava o &ocirc;nibus. Acordei em Porto Alegre, &agrave; uma hora da manh&atilde;. O senhor que estava ao meu lado j&aacute; havia descido em alguma outra cidade. Que hora impr&oacute;pria para chegar, o L&uacute;cio deve estar em alguma festa, tenho que ligar para ele.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://mairathums.com/antes-da-parte-primeira/" target="_blank">[to V&aacute;lvula de Escape]</a></p>

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		<title>da t&#244;nica</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Aug 2009 02:24:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian  Silveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eu]]></category>
		<category><![CDATA[2009]]></category>
		<category><![CDATA[augusto dos anjos]]></category>
		<category><![CDATA[Chapecó]]></category>
		<category><![CDATA[engenharia de alimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Hermann Hesse]]></category>
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		<description><![CDATA[&#192; caminho de casa eu me perdi, ent&#227;o sentei sob toldo nenhum, sobre pedra alguma, e comecei a pensar: quem mesmo? Lembro que nasci em Cruz Alta &#8211; RS, depois eu esqueci, agora estou em Santa Maria &#8211; RS. Mas quem mesmo? Fui bastante, hoje sou muito, mas muito pouco. Ainda assim, pra preencher o bastante que [...]]]></description>
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<p style="text-align: center;">
<p>&Agrave; caminho de casa eu me perdi, ent&atilde;o sentei sob toldo nenhum, sobre pedra alguma, e comecei a pensar: quem mesmo?</p>
<p>Lembro que nasci em Cruz Alta &#8211; RS, depois eu esqueci, agora estou em Santa Maria &#8211; RS. Mas quem mesmo?</p>
<p>Fui bastante, hoje sou muito, mas muito pouco. Ainda assim, pra preencher o bastante que fui, me encho de nadas.</p>
<p>Um dia estudei leis, mas me enjoei (ou enojei?). Hoje curso Engenharia Qu&iacute;mica, mas como nada satisfaz tamb&eacute;m canto e toco guitarra e viol&atilde;o, mas como nada satisfaz eu leio.</p>
<p>Das leituras: Hermann Hesse, Milan Kundera, Fernando Pessoa, Augusto dos Anjos, Am&oacute;s Oz, Friederich Nietzsche, Aleyster Crowley, Israel Regardie, etc.</p>
<p>Das m&uacute;sicas: Dream Theater, Pain of Salvation, Opeth, Pink Floyd, Led Zeppelin, Angra, Nightwish, Metallica, Yngwie Malmsteen, e outras coisas, at&eacute; mesmo pop rock nacional.</p>
<p>Agora que o tempo secou, vou tentar achar o caminho de novo.</p>
<p>Mas&#8230; quem mesmo?</p>

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		<title>re-pousa em ti</title>
		<link>http://descompassado.com/re-pousa-em-ti/</link>
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		<pubDate>Wed, 19 Aug 2009 01:39:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian  Silveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[alma]]></category>
		<category><![CDATA[Eu]]></category>
		<category><![CDATA[ovo]]></category>
		<category><![CDATA[Vontade]]></category>

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		<description><![CDATA[Sim, eu te vi, e tu estavas linda E era de ti que eu esperava minha felicidade E &#233; em ti que eu pouso minhas ilus&#245;es Pois me &#233; t&#227;o doce tua imagem, e t&#227;o alva tua presen&#231;a Ai de mim se sentisse de novo tua respira&#231;&#227;o Se esse sopro pousasse em minha pele, eu [...]]]></description>
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<p>Sim, eu te vi, e tu estavas linda<br />
E era de ti que eu esperava minha felicidade<br />
E &eacute; em ti que eu pouso minhas ilus&otilde;es<br />
Pois me &eacute; t&atilde;o doce tua imagem, e t&atilde;o alva tua presen&ccedil;a<br />
Ai de mim se sentisse de novo tua respira&ccedil;&atilde;o<br />
Se esse sopro pousasse em minha pele, eu seria retic&ecirc;ncias<br />
Sim, eu te vi, e poderia ficar te olhando se suportasse pousar meus olhos nos teus<br />
Porque se assim acontecesse, eu estaria trancado, eu ficaria preso<br />
Em teu c&aacute;rcere eu moraria de boa vontade<br />
Por&eacute;m, na minha alma eu sinto medo da gaiola<br />
Assim, fingi n&atilde;o ter visto</p>

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		<title>neo alitera&#231;&#227;o de ti</title>
		<link>http://descompassado.com/neo-aliteracao-de-ti/</link>
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		<pubDate>Tue, 18 Aug 2009 06:05:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian  Silveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Eu]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<category><![CDATA[sexo]]></category>
		<category><![CDATA[tato]]></category>

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		<description><![CDATA[Ai que me esgotam as palavras e o tato Se ao menos minhas letras em ti deitasse Formaria o poema mais belo se deitasse Em ti minhas palavras, ai mas me falta tato   Circulei o que te dizer, e disse que n&#227;o diria nada Mas se &#233; da pele que sinto falta o meu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
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<p>Ai que me esgotam as palavras e o <strong>tato</strong></p>
<p>Se ao menos minhas letras <span style="text-decoration: underline;">em ti deitasse</span></p>
<p>Formaria o poema mais belo <span style="text-decoration: underline;">se deitasse</span></p>
<p>Em ti minhas palavras, ai <span style="text-decoration: underline;">mas me falta</span> <strong>tato</strong></p>
<p> </p>
<p>Circulei o que te dizer, e disse que <span style="text-decoration: underline;">n&atilde;o diria nada</span></p>
<p>Mas se <strong>&eacute; da pele que sinto falta</strong> o meu tormento</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Nada direi</span> a respeito, nem mesmo por decreto</p>
<p>Sob hip&oacute;tese alguma eu diria algo, <strong>eu diria nada</strong></p>
<p> </p>
<p>Pudesse eu <strong>repetir</strong> cada sensa&ccedil;&atilde;o em teus l&aacute;bios</p>
<p>Essa boca <span style="text-decoration: underline;">cansaria e sangraria</span> em tanta f&uacute;ria</p>
<p>Em teus l&aacute;bios eu <strong>repetiria</strong> tanta f&uacute;ria</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">E sangraria a sensa&ccedil;&atilde;o cansada</span> de dist&uacute;rbios</p>
<p> </p>
<p>Tragaria o haxixe do c&acirc;nhamo do teu <strong>sangue</strong></p>
<p>Sugaria tuas veias e volveria ao teu <strong><span style="text-decoration: underline;">sexo</span></strong></p>
<p>Ao teu <span style="text-decoration: underline;"><strong>sexo</strong></span>, tornaria perplexo ao teu <span style="text-decoration: underline;"><strong>sexo</strong></span></p>
<p>Como se <span style="text-decoration: underline;">ecoasse</span> e bebesse apenas do teu <span style="text-decoration: underline;">sangue</span></p>

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		<title>Fragmentos de Gertrud</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Aug 2009 17:16:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian  Silveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Citações]]></category>
		<category><![CDATA[2009]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Eu]]></category>
		<category><![CDATA[Gertrud]]></category>
		<category><![CDATA[Hermann Hesse]]></category>
		<category><![CDATA[Indignação]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>

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		<description><![CDATA[HESSE, Hermann. Gertrud. 4. ed. Rio de Janeiro: Civiliza&#231;&#227;o Brasileira, 1977. &#8220;Afinal de contas, &#233; insensato indagar assim da felicidade ou infelicidade, pois penso que mais dificilmente renunciaria aos dias infelizes da minha vida do que aos alegres&#8221; &#8220;O que um homem &#233; para si e o que vive interiormente, de que maneira se torna [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
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<div id="attachment_232" class="wp-caption aligncenter" style="width: 290px"><img class="size-full wp-image-232 " title="Hermann Hesse - Gertrud" src="http://descompassado.com/wp-content/uploads/2009/08/hermann-hesse-gertrud.jpg" alt="Hermann Hesse - Gertrud" width="280" height="280" /><p class="wp-caption-text">HESSE, Hermann. Gertrud. 4. ed. Rio de Janeiro: Civiliza&ccedil;&atilde;o Brasileira, 1977.</p></div>
<p>&#8220;Afinal de contas, <strong>&eacute; insensato indagar assim da felicidade ou infelicidade</strong>, pois penso que mais dificilmente renunciaria aos dias infelizes da minha vida do que aos alegres&#8221;</p>
<p>&#8220;O que um homem &eacute; para si e o que vive interiormente, de que maneira se torna outro e cresce e adoece e morre, tudo isso &eacute;<strong> inenarr&aacute;vel</strong>.&#8221;</p>
<p>“Acompanhei-a, penalizado, com o olhar; e, durante muito tempo, n&atilde;o me livrei mais daquela vis&atilde;o. Seria eu, deveras, um ser inteiramente diferente de todos eles, de Marion, de Lotte, de Muoth? E aquilo seria, realmente, amor? Eu as via todas, essas criaturas de paix&atilde;o, cambalear como arrastadas pelas tormentas e flutuarem no desconhecido: o homem, torturado, hoje, pelo desejo, amanh&atilde;, pelo fastio, amado sombriamente e rompendo brutalmente, inseguro de qualquer inclina&ccedil;&atilde;o, <span style="text-decoration: underline;">descontente com qualquer amor</span>; e as mulheres, arrebatadas, suportando ofensas e pancadas, por fim enxotadas e, contudo, <span style="text-decoration: underline;">ainda agarradas a ele, aviltadas pelo ci&uacute;me e pelo amor repelido, numa fidelidade canina</span>. Naquele dia, pela primeira vez, desde muito tempo, eu chorei. Chorei l&aacute;grimas de indigna&ccedil;&atilde;o e de ira por essas criaturas, pelo meu amigo Muoth, pela vida e pelo amor; e l&aacute;grimas silenciosas e secretas por mim mesmo, que vivia em meio a tudo isso<strong> como num outro planeta</strong>, que n&atilde;o compreendia a vida, que ardia em sede de amor e que, no entanto, devia tem&ecirc;-lo.”</p>

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		<title>Yngwie Malmsteen &#8211; I`d Die Without you</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Aug 2009 04:50:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian  Silveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eu]]></category>
		<category><![CDATA[alma]]></category>
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		<category><![CDATA[angústia]]></category>
		<category><![CDATA[dormir]]></category>
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		<category><![CDATA[sensações]]></category>
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		<category><![CDATA[vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Acordei me sentindo inconscientemente nost&#225;lgico? - Titi&#227;o, como assim “inconscientemente” nost&#225;lgico? N&#227;o sei explicar, n&#227;o sei mesmo, talvez tenha sonhado com alguma coisa que me fez acordar assim. Ah, como um sonho pode afetar nossa alma, abalar nosso esp&#237;rito, mexer com coisas que est&#227;o esquecidas dentro de nossos cora&#231;&#245;es. Essa sensa&#231;&#227;o de pret&#233;rito n&#227;o me [...]]]></description>
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<p>Acordei me sentindo inconscientemente nost&aacute;lgico?</p>
<p>- Titi&atilde;o, como assim “inconscientemente” nost&aacute;lgico?</p>
<p>N&atilde;o sei explicar, n&atilde;o sei mesmo, talvez tenha sonhado com alguma coisa que me fez acordar assim. Ah, como um sonho pode afetar nossa alma, abalar nosso esp&iacute;rito, mexer com coisas que est&atilde;o esquecidas dentro de nossos cora&ccedil;&otilde;es.</p>
<p>Essa sensa&ccedil;&atilde;o de pret&eacute;rito n&atilde;o me durou muito, pois logo comecei a me ocupar de outras coisas. No entanto, depois, baixei um CD do Yngwie Malmsteen para ouvir a m&uacute;sica I`d die without you. A&iacute; sim pude estar nost&aacute;lgico de verdade.</p>
<p>Uma parte da letra diz o seguinte: things have gone wrong, my love (as coisas deram errado, meu amor). Uma frase pequena, por&eacute;m, forte, me lembra uma do Herbert Vianna (H&aacute; um segundo tudo estava em paz). Voltando ao Yngwie: essa m&uacute;sica marcou um ano da minha vida em que eu vivi completamente fora de mim, fazia cada pequena coisa pensando em outra pessoa, nunca em mim, talvez por isso o rumo tenha sido contr&aacute;rio ao planejado.</p>
<p>Lembro de um dia em que acordei, liguei o r&aacute;dio para ouvir algo que precisava, meu pai estava ao meu lado. Lembro de n&atilde;o ouvir o que gostaria, meu pai disse que estava tudo bem, que fazia parte, eu me fiz resignado, disse que estava tudo bem, que fazia parte. Ent&atilde;o, virei e disse que iria voltar a dormir, ele fechou a porta do quarto e eu fechei os olhos para suportar o aperto no peito, o n&oacute; na garganta e todas aquelas sensa&ccedil;&otilde;es de ang&uacute;stia e tristeza. Eu pensava naquele instante que tinha perdido uma luta em que eu tinha investido toda minha alma, eu simplesmente havia ca&iacute;do de muito alto, precisava me reconstruir sem saber por onde come&ccedil;ar nem para onde ir. A &uacute;nica corda que eu pude me equilibrar foi a fam&iacute;lia.</p>
<p>Things have gone wrong, my love. Essa frase eu poderia repetir por anos e anos na minha vida, sem superar aquela batalha tr&aacute;gica que marcou o ocaso de um ser que eu esqueci. Fui me reconstruindo aos poucos, continuo fazendo isso, mas hey, ao contr&aacute;rio da m&uacute;sica, eu n&atilde;o morri sem ela. Ou morri? O outro morreu, eu sei.</p>
<p>A lembran&ccedil;a pode nos ser perigosa, e &eacute; melhor exorciz&aacute;-la enquanto h&aacute; tempo.</p>
<p>Boa noite.</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/fx2C2_2aVqw&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/fx2C2_2aVqw&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>

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		<title>Esses dias atuais&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Aug 2009 01:25:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian  Silveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eu]]></category>
		<category><![CDATA[alma]]></category>
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		<description><![CDATA[E segue a disputa pelo maior n&#250;mero de mortes pela gripe do porquinho nos estados brasileiros. Os paulistas t&#227;o liderando, muito a frente dos cariocas. Que bonito isso, uma disputa saud&#225;vel e sem brigas entre os estados, muuuuuito melhor que futebol. N&#233;? N&#227;o sei, foram suspensas minha aulas, consequentemente, meu est&#225;gio, portanto, sem nada para [...]]]></description>
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<p>E segue a disputa pelo maior n&uacute;mero de mortes pela gripe do porquinho nos estados brasileiros. Os paulistas t&atilde;o liderando, muito a frente dos cariocas. Que bonito isso, uma disputa saud&aacute;vel e sem brigas entre os estados, muuuuuito melhor que futebol. N&eacute;?</p>
<p>N&atilde;o sei, foram suspensas minha aulas, consequentemente, meu est&aacute;gio, portanto, sem nada para fazer, sinto uma quase obriga&ccedil;&atilde;o de vir aqui escrever bobagens. N&eacute;?</p>
<p>Ent&atilde;o pessoas, leiam o meu blogue, cada vez mais e mais e mais e mais&#8230;</p>
<p>Por qu&ecirc;? Porque sim, oras, voc&ecirc;s n&atilde;o t&ecirc;m nada para fazer, precisam ficar em casa, longe de lugares com muitas pessoas, com um chazinho vick do lado e umas pastilhas de vitamina C.</p>
<p>Sendo assim: leeeeeeeia este blog.</p>
<p>E n&atilde;o v&aacute;, sob hip&oacute;tese alguma, &agrave; Igreja Universal do Reino do Deus Deles. N&atilde;o d&ecirc; dinheiro para eles, d&ecirc; para mim se quiser, eu prometo a salva&ccedil;&atilde;o sob  nome do deus que desejar. Al&eacute;m do mais, eu aben&ccedil;oo sua alma daqui de casa mesmo, e voc&ecirc; fica a&iacute;, fechadinho, protegido, n&atilde;o precisa se misturar com um monte de gente tossindo e espirrando nuns bancos duros, num templo gelado escutando um homem gritar l&aacute; na frente &#8220;Jesus salva, irm&atilde;o!! Sacrifique seu dinheiro em nome do senhor&#8221;. No fim da frase bem que podiam especificar o nome do senhor beneficiado (Edir Macedo?).<br />
Acho que vou fundar uma igreja tamb&eacute;m. Algu&eacute;m me ajuda?</p>
<p>Am&eacute;m.</p>
<p>Atchim.</p>

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		<title>Lei anti-fumo</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Aug 2009 05:38:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian  Silveira</dc:creator>
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		<category><![CDATA[álcool]]></category>
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		<category><![CDATA[ansiedade]]></category>
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		<category><![CDATA[Música]]></category>
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		<category><![CDATA[televisão]]></category>

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<p>S&eacute;rio, como assim proibir que se fume dentro de bares ou boates? O cheiro incomoda algumas pessoas, eu sei, mas tenho plena certeza que um b&ecirc;bado chato incomoda v&aacute;rias vezes mais. S&eacute;rio, proibir o cigarro em bares &eacute; eficaz para o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de? Para mim n&atilde;o, eficaz seria proibir a fabrica&ccedil;&atilde;o dos cigarros, mas isso eu n&atilde;o quero.</p>
<p>Vi entrevistas nas ruas de S&atilde;o Paulo sobre a proibi&ccedil;&atilde;o do cigarro em bares e boates de S&atilde;o Paulo, as pessoas entrevistadas, sem exce&ccedil;&atilde;o,  ressaltaram unicamente o fato de que o cigarro tem um cheiro forte (fedido?) e isso incomoda. Nem uma rica alma lembrou-se de que o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de busca uma diminui&ccedil;&atilde;o nos gastos de tratamento de pessoas com problemas devido ao fumo passivo.</p>
<p>&Eacute; &oacute;bvio que essa lei s&oacute; ser&aacute; eficaz se forem fiscalizados os estabelecimentos, entretanto, devo dizer, temos um exemplo bem recente de lei que n&atilde;o deu certo. A toler&acirc;ncia zero do &aacute;lcool ao volante existe ainda, mas aquele fervor do in&iacute;cio j&aacute; foi esquecido, a fiscaliza&ccedil;&atilde;o foi deixada de lado quase totalmente, e as pessoas continuam dirigindo ap&oacute;s beberem, estando ou n&atilde;o estando b&ecirc;badas. E isso n&atilde;o mata mais que fumar passivamente?</p>
<p>O mais rid&iacute;culo foi um bar que apareceu na televis&atilde;o onde foi pintada uma faixa amarela limitando onde se pode ou n&atilde;o fumar. Claro, uns trinta cent&iacute;metros s&atilde;o o suficiente para impedir a fuma&ccedil;a do cigarro de chegar aos outros.</p>
<p>Pois ent&atilde;o, se existem aqueles que est&atilde;o incomodados com o cigarro nos bares e boates, eu levanto e digo que me sinto incomodade com os b&ecirc;bados fiasquentos, com as pessoas grosseiras, com os m&uacute;sicos ruins, todas essas esp&eacute;cimes que se acham nas noites das cidades. Ent&atilde;o, posso exigir que se proiba a bebida para que os b&ecirc;bados n&atilde;o surjam nos incomodando, ou que seja proibida a entrada ou perman&ecirc;ncia de b&ecirc;bados dentro dos estabelecimentos. Tenho ainda mais propriedade para pedir o veto das pessoas grosseiras nos bares e boates, aquelas que brigam, que empurram, que s&atilde;o intencionalmente mal-educadas e toda sorte desses descorteses que t&ecirc;m h&aacute;bitos noturnos.</p>
<p>Um par&aacute;grafo especial para manifestar meu desejo de proibir que m&uacute;sicos ruins toquem nos bares ou boates. Se uns se incomodam com o cigarro, eu me incomodo muito com m&uacute;sicos e m&uacute;sicas ruins. Penso que a m&uacute;sica toca t&atilde;o facilmente as emo&ccedil;&otilde;es das pessoas que essas ofensas aos ouvidos possam causar tanto mal quant o fumo passivo. Posso at&eacute; fazer uma advert&ecirc;ncia: O Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de adverte, m&uacute;sico ruim causa ansiedade, estresse e raiva.</p>
<p>Vamos proibir, vamos segregar, quem fuma vem aqui, quem bebe vai ali, quem &eacute; grosseiro vai pro galinheiro e m&uacute;sico ruim vai pra c&acirc;mara de g&aacute;s.</p>

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		<title>i, ii e iii</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Jul 2009 18:27:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian  Silveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eu]]></category>
		<category><![CDATA[alma]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>

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		<description><![CDATA[iAi de mim, que de tanta dor sentindoEsqueci-me de ser o meu Ser em vidaAusentei-me de mim, da alma omitida,E perdi meu tempo – comigo desavindo. iiCom uma pel&#237;cula cobrindo meus olhosEu tateio em v&#227;o pelos contornos que vejoE me bato e debato num parco lampejoNessa noite, contra os enormes escolhos iiiNa noite mais escura [...]]]></description>
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<p>i<br />Ai de mim, que de tanta dor sentindo<br />Esqueci-me de ser o meu Ser em vida<br />Ausentei-me de mim, da alma omitida,<br />E perdi meu tempo – comigo desavindo.</p>
<p>ii<br />Com uma pel&iacute;cula cobrindo meus olhos<br />Eu tateio em v&atilde;o pelos contornos que vejo<br />E me bato e debato num parco lampejo<br />Nessa noite, contra os enormes escolhos</p>
<p>iii<br />Na noite mais escura eu consigo me ver de perto<br />E s&oacute; assim eu suporto minha imagem<br />Quando cessa a dor e sou apenas eu &agrave; margem<br />Do meu Ser oce&acirc;nico, com sede do incerto</p>

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