Artigos com o marcador espírito

Poema pra resistir

Como um purgatório a sustentação,

Uma espera infinita e ansiosa,

Uma provação elísea e belicosa;

- Quanto da minh`alma em suspensão.

Quanto suporta num instante sorumbático,

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sensações áridas

É a nudez do meu corpo

que mostra aonde está alma

que deixa as cicatrizes contarem onde estive

que deixa as formas falarem de quem sou

das vitórias e das derrotas

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Parte Oitava – Interlúdio

Chegamos no templo naquele dia, completamente vazio o lugar, completamente vazia minha alma, esta, porém, não de uma forma triste ou melancólica, era um vazio racional, mais para a compreensão, mais para a presença de tudo em vez do nada.

Acreditava-me em plena aventura agora, oscilando entre humores e pensamentos contraditórios, quase excludentes.

Enquanto caminhávamos pela entrada de chão batido, cercada por uma grama extremamente verde, eu lançava olhares superficiais para as folhas que me foram entregues. E foi nessa distração proposital que paramos em frente a uma cabana. Em pé, na frente da porta, estava um senhor de uns cinquenta anos, com barba por fazer há mais de uma semana e cabelos compridos, ruivos, presos. O homem tinha cerca de um metro e oitenta de altura, tinha aparência vigorosa e sorridente.

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Parte Quarta

                Olhar para dentro de si com uma paisagem como a que podíamos ver em Buenos Aires era, no mínimo, disperdício do momento. Quando descemos do avião, no aeroporto ainda, vimos aquele movimento de pessoas notavelmente diferentes no modo de se vestir, de se portar, era, como diziam, a Europa da América do Sul.

                Pegamos um Taxi até o centro da cidade, sem um lugar específico para ficar. No caminho passamos por praças com gramados verdes e bem cuidados, um ar de liberdade pairava no ar. O clima estava bom, nem quente nem frio, sem chuvas. Era sábado, pessoas passeavam pela rua com os cachorros, numa das praças vimos um grupo de pessoas praticando kung-fu ao ar livre.

                Descemos perto da Casa Rosada, então caminhamos até a Praça de Maio, onde um rapaz tocava violão e cantava músicas dos Beatles com um sotaque bastante peculiar. Ele era bastante afinado, mas apenas umas poucas pessoas paravam para ficar assistindo.

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quero acordar sendo galáxia

Flui como um mistério

Corre como um desatino

Vem pensamento e sai palavra

E eu nem percebo o que me é dito

Pois é através de mim que falam

E essas palavras não são minhas

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