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	<title>Descompassado &#187; emoções</title>
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		<title>Dom&#237;nio e Dignidade</title>
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		<pubDate>Wed, 25 May 2011 02:39:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian  Silveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eu]]></category>
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<p><img class="aligncenter" src="http://1.bp.blogspot.com/-H_IcDwTGSp4/TV0YOjDTRqI/AAAAAAAACBk/jGuQ9F5C2Xg/s1600/carater.jpg" alt="" width="400" height="302" /></p>
<p>Pois bem, poucos est&atilde;o a par do causo que se sucedeu no in&iacute;cio do ano quando fui fazer minha mudan&ccedil;a, do t&eacute;rmino do meu contrato com o antigo apartamento, das multas pagas (que n&atilde;o existiam) apenas para n&atilde;o arrecadar estresse e tempo perdido, dos inconvenientes, das burocracias e falta de vontade (para n&atilde;o dizer m&aacute;-vontade e mau-car&aacute;ter) dos corretores.</p>
<p>N&atilde;o entrarei em detalhes acerca disto, tampouco vou revelar o nome da imobili&aacute;ria que, por falta de bons modos, fez de tudo para arrecadar um dinheiro a mais. Ah, se um Jo&atilde;o-de-barro fosse indigno assim com sua pr&oacute;pria moradia&#8230;</p>
<p>Enfim, o que venho lhes contar &eacute; que, dia desses (e n&atilde;o foi a primeira vez) estava caminhando pela rua e cruzei com o dito corretor imobili&aacute;rio/dono da imobili&aacute;ria; fiz-me pronto para dar um “oi”, fazer uma certa ironia quando este me olhasse e me cumprimentasse; por&eacute;m, qual n&atilde;o foi minha surpresa ao reparar que, nervosamente, o senhor (pois passa, certamente, dos 50 anos, o que torna a situa&ccedil;&atilde;o mais c&ocirc;mica para o meu lado e mais triste e mendicante para o lado dele) desviou o olhar, procurou alguma coisa no ch&atilde;o enquanto caminhava, tateava em sua consci&ecirc;ncia procurando uma lanterna, uma vela qualquer que lhe ajudasse a procurar aquela dignidade que, ele ainda n&atilde;o entendeu, est&aacute; perdida.</p>
<p>Fiquei pensando em como o ser humano trai a si mesmo constantemente. Obviamente, raras s&atilde;o as vezes em que nos tra&iacute;mos diante dos outros de forma t&atilde;o clara, aprendemos, com o tempo a ser dissimulados (uns mais, outros menos).</p>
<p>O problema &eacute; que o homem comum (esse como voc&ecirc; e eu, seu pai, seus amigos e quase todas as pessoas que voc&ecirc; conhece) n&atilde;o sabe o que se passa em seu inconsciente, n&atilde;o sabe se perceber como indiv&iacute;duo, dotado de personalidade, caracter&iacute;sticas particulares e emo&ccedil;&otilde;es &uacute;nicas.</p>
<p>As emo&ccedil;&otilde;es constituem mat&eacute;ria de dif&iacute;cil entendimento, mais complicadas ainda para auto-compreens&atilde;o. Poucos s&atilde;o os que sabem de forma satisfat&oacute;ria (o que n&atilde;o quer dizer, nem de longe, completa) o que se passa em seu esp&iacute;rito, o que s&atilde;o e por que assim s&atilde;o essas emo&ccedil;&otilde;es, e os poucos que podem dizer que entendem um tanto sobre si mesmos ficam mais escassos ainda quando se lhes pergunta se eles conseguem ter um controle sobre isso.</p>
<p>N&atilde;o &eacute; &aacute; toa que o amor &eacute; algo t&atilde;o forte, que a raiva tamb&eacute;m o seja, s&atilde;o emo&ccedil;&otilde;es primitivas do homem, est&atilde;o demasiadamente arraigadas em nossa alma para que sejam, simplesmente, sobrepujadas, ludibriadas ou coisa que valha. Por isso, muitas vezes, pessoas s&atilde;o pegas nos detalhes, nos atos falhos, em pequenos erros ou descuidos que fazem com que verdade graves e perigosas sejam trazidas &agrave; tona.</p>
<p>N&oacute;s, pessoas normais – homens, n&atilde;o sobre-homens de Nietzsche -, n&atilde;o nos dominamos, n&atilde;o escondemos tudo, n&atilde;o sabemos tudo de n&oacute;s mesmos e n&atilde;o podemos encarar os olhos de algo que nos traz temor e vergonha.</p>
<p><strong>Jamais poder&iacute;amos olhar nos olhos de quem nos revelou a perda da pr&oacute;pria dignidade.</strong></p>

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		<title>Intelig&#234;ncia (Primitivismo) Emocional</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Apr 2011 01:02:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian  Silveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Indignação]]></category>
		<category><![CDATA[emoções]]></category>
		<category><![CDATA[homem]]></category>
		<category><![CDATA[impulsos]]></category>
		<category><![CDATA[inteligência emocional]]></category>
		<category><![CDATA[primitivismo]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>

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<p><img class="aligncenter" src="http://www.ccvp.com.br/wp-content/uploads/2009/01/palestina.jpg" alt="" width="400" height="364" /></p>
<p>E n&atilde;o adianta vir se gabar de que voc&ecirc; sabe in&uacute;meros ossos do corpo humano d&eacute;cor, que voc&ecirc; sabe transplantar um cora&ccedil;&atilde;o, que voc&ecirc; sabe usar a constitui&ccedil;&atilde;o e leu Kelsen, que voc&ecirc; sabe integrar, derivar e entende tudo de f&iacute;sico-qu&iacute;mica.</p>
<p>N&atilde;o adianta nada, nada adianta.</p>
<p>Adianta muito, mas n&atilde;o tem valor nenhum, portanto, quero dizer que n&atilde;o adianta nada acumular essa quantidade insustent&aacute;vel de conhecimento, de min&uacute;cias e especificidades, quando se vive, irrefutavelmente, ao lado do r&eacute;ptil que deixamos para tr&aacute;s h&aacute; mais de cem mil anos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://1.bp.blogspot.com/_jfbu1KEoNpE/TA1VSCn1KvI/AAAAAAAAAFk/9WLEwUzk-60/s320/Ignor%C3%A2ncia" alt="" width="296" height="320" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Somos incrivelmente primitivos. Enjoei de dizer isso, cansei, vomitei at&eacute; o que n&atilde;o podia desse asco que se nutre daquilo que podemos ser, dessa nossa vilania nata, t&atilde;o rudimentar quanto um macaco: somos incrivelmente primitivos.</p>
<p>N&atilde;o sabemos lidar com nossas emo&ccedil;&otilde;es. Sequer sabemos quais s&atilde;o nossas emo&ccedil;&otilde;es. Esse orgulho que sustentamos em dizer que somos da Gera&ccedil;&atilde;o Y, que sabemos fazer isso e aquilo, que seremos futuros empres&aacute;rios bem sucedidos prontos para subir numa montanha de dinheiro e, l&aacute; de cima, gritar ao mundo (que &eacute; o pr&oacute;prio ego gigantesco) que conseguiu.</p>
<p>Estamos pouco ou quase nada preocupados com o que sentimos, com o que somos por dentro e com como afetamos, atrav&eacute;s das nossas nem sempre boas atitudes/palavras, aqueles que nos rodeiam.</p>
<p>Sabemos muito bem, desde pequenos, ser maus.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><object width="480" height="390"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/6FGzJg6UMY0?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/v/6FGzJg6UMY0?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Vide crian&ccedil;as e essa moda do bullying: se isso n&atilde;o &eacute; pura express&atilde;o da maldade e as crias personifica&ccedil;&otilde;es do que h&aacute; de mais irrefreado em nosso inconsciente primitivo, ent&atilde;o tem muita coisa errada com o que acontece depois da inf&acirc;ncia.</p>
<p>Al&eacute;m do erro da agress&atilde;o moral/f&iacute;sica, h&aacute; a nossa incapacidade de lidar com as impress&otilde;es externas. Sabemos de forma muito insatisfat&oacute;ria controlar nossos impulsos, emo&ccedil;&otilde;es e pensamentos.</p>
<p>Claro, &eacute; natural que tenhamos que nos lapidar, sabedoria exige tempo e esfor&ccedil;o que uma crian&ccedil;a ainda n&atilde;o disp&otilde;e, mas n&oacute;s, adultos, dever&iacute;amos ser mais s&aacute;bios. N&oacute;s, adultos, somos igualmente primitivos.</p>
<p>Crescemos hostis, estressados e ego&iacute;stas.</p>
<p>Ter bom humor &eacute; ant&ocirc;nimo de credibilidade; ser paciente &eacute; sin&ocirc;nimo de inoper&acirc;ncia; ser altru&iacute;sta &eacute;, e essa de fato tem sido assim, interesse.</p>
<p>Assassinos, estupradores, terroristas, homens-bomba&#8230; vamos engrandecendo nossa loucura, vamos remontando os anos de hist&oacute;ria de forma id&ecirc;ntica, continuamos brigando pela terra santa e pela raz&atilde;o da verdade absoluta.</p>
<p>Defendemos, cegos, nossas bandeiras, maculadas e mortas. H&aacute; quem mate por um time de futebol&#8230; e h&aacute; quem morra por isso.<img class="alignright" src="http://4.bp.blogspot.com/_iHvaMFPaTOY/S7nV29pFbMI/AAAAAAAAAAM/ezxMCn0ZZ_M/s1600/gorila3%5B1%5D.jpg" alt="" width="400" height="600" /></p>
<p>Somos macacos brigando por uma penca de bananas, dispostos a usar da nossa mais alta intelig&ecirc;ncia, a viol&ecirc;ncia, para conseguir o pr&ecirc;mio. Passamos a vida lutando, e isso &eacute; tudo.</p>
<p>Impacientes, inconsequentes. Wellington matou crian&ccedil;as no Realengo, algu&eacute;m duvida de que ele nunca soube lidar com suas emo&ccedil;&otilde;es e impulsos e pensamentos? Uma bomba estourou numa esta&ccedil;&atilde;o de trem. Um homem se explodiu defendendo sua religi&atilde;o/limite territorial.</p>
<p>Somos primitivos, n&atilde;o sabemos levantar a m&atilde;o e pedir a palavra. Levantamos a m&atilde;o para um soco apenas, um soco letal, &eacute; o mesmo golpe que levamos dentro de n&oacute;s a vida inteira e queremos p&ocirc;r pra fora: n&atilde;o sabemos lidar com nossas emo&ccedil;&otilde;es, extravasamos em viol&ecirc;ncia.</p>
<p>N&atilde;o somos s&aacute;bios, somos inteligentes, e s&oacute; por isso voc&ecirc; l&ecirc; isso na internet hoje.</p>
<p>S&oacute; por isso eu escrevo, s&oacute; por isso eu me indigno.</p>
<p>&nbsp;</p>

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		<title>Pac&#243;vio</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Mar 2010 17:22:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian  Silveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[dor]]></category>
		<category><![CDATA[emoções]]></category>
		<category><![CDATA[escape]]></category>
		<category><![CDATA[sensações]]></category>
		<category><![CDATA[universo]]></category>

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<p>&Eacute; um pouco disperso e muito longe de medidas,</p>
<p>Imensur&aacute;vel em superlativos pac&oacute;vios,</p>
<p>Num reino em que o ocaso &eacute; constante</p>
<p>E o raiar dum novo dia &eacute; porvir fantasioso.</p>
<p>Como se o Jack fosse aliviar a tens&atilde;o</p>
<p>No fim de uma garrafa que n&atilde;o esvazia</p>
<p>Ou no filtro de um cigarro eterno.</p>
<p>O porvir &eacute; fantasioso</p>
<p>E os superlativos s&atilde;o in&uacute;teis.</p>
<p>Os superlativos s&atilde;o inexpressivos.</p>
<p>Por isso calar &eacute; expressar o ocaso dorido de mil anos,</p>
<p>De um corpo, de uma alma, de um &aacute;tomo mal ligado.</p>
<p>A energia de aeons que se transfere como um n&atilde;o,</p>
<p>Que transmito como Shiva.</p>
<p>E gritar &eacute; um superlativo in&uacute;til.</p>
<p>Que haja caos o suficiente para um fim,</p>
<p>Que haja entropia para minha cegueira</p>
<p>E um ocaso finito para um descanso nessa noite.</p>

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