Posts tagged desconstrução
te destruir
2961 dias
by Christian Silveira
in Poesia
Quero te machucar, antes de tudo;
Quebrar, do teu ser, cada pedaço;
Arruinar tua consciência, um andaço;
Desmoronar teu ego, esse campanudo.
Acabar com tudo aquilo que pensas ser
Teu Eu, teu âmago, quase intocado;
Aí eu te terei destruída, ao meu lado,
Sem nada que possa te prender.
Nua e terminada, em minha cama,
Terás uma vida que não imaginavas;
Incompleta verás que estavas,
E te enganavas por tanto drama.
(aga)in vain
11271 dias
by Christian Silveira
in Eu
Primeiro diziam “chora que passa”, mas continuava chorando e nada passava, só ficava cansado depois de tanto gritar. Depois veio o “dorme que passa”, mas não queria dormir, e chorava até cair na cama, cansado, com dor de cabeça e querendo dormir, não que acordasse melhor, mas tinha que acordar.
Depois de vários anos, aprende-se a muito custo a engolir, a aceitar, a acalmar o que não deve ser acalmado; e depois de vários espasmos, colapsos, surtos, etc., dizem “põe pra fora que faz bem”. Então se inicia uma desconstrução do “engole o choro” para o colocar tudo pra fora, como se limpasse a chaminé, mas nisso vem o “contenha-se, está exagerando”.
Acho que só queria uma terça-feira de temporal, almoçar vendo o dia ficar cada vez mais escuros, as nuvens cada vez mais carregadas, o vento mais forte e o ar com mais eletricidade, depois disso, trabalhar com uma barulho ensurdecedor de chuva, que seja forte, para que os pensamentos não sejam escutados pelo humano, e o trabalho seja feito em paz.
O maior problema do temporal é que ele acaba, e depois já não se sabe mais como encarar o sol. E eu prefiro o triste desfecho de um dia pálido e vazio do que o de um dia bronzeado e mais vazio ainda.
Depois de vários anos, aprende-se a muito custo a engolir, a aceitar, a acalmar o que não deve ser acalmado; e depois de vários espasmos, colapsos, surtos, etc., dizem “põe pra fora que faz bem”. Então se inicia uma desconstrução do “engole o choro” para o colocar tudo pra fora, como se limpasse a chaminé, mas nisso vem o “contenha-se, está exagerando”.
Acho que só queria uma terça-feira de temporal, almoçar vendo o dia ficar cada vez mais escuros, as nuvens cada vez mais carregadas, o vento mais forte e o ar com mais eletricidade, depois disso, trabalhar com uma barulho ensurdecedor de chuva, que seja forte, para que os pensamentos não sejam escutados pelo humano, e o trabalho seja feito em paz.
O maior problema do temporal é que ele acaba, e depois já não se sabe mais como encarar o sol. E eu prefiro o triste desfecho de um dia pálido e vazio do que o de um dia bronzeado e mais vazio ainda.
