Eu tenho uma veia pulsando freneticamente na minha têmpora esquerda. É amigo, não é copa do mundo, é final de semestre, dias em que grande parte das twittadas são sobre provas, notas, desesperos e câimbras no cérebro. E as arvres somos nozes.

O interessante dessa época pra quem faz faculdade é que acaba se apercebendo do quanto tudo muda de uma hora pra outra. Repentinamente, os “nãos” para as festas começam a dominar nossa boca, as noites começam a se encher mais e mais de café e uma nostalgia não sei de que… tá bom, eu sei, daqueles tempos de temas de casa, notas 9,5 no boletim e mamãe fazendo comidinha e chamando “filho, vem jantar”.

Depois que as semanas de provas, trabalhos e relatórios, passa (ok, vamos incluir nisso a semana dos exames) uma espécie de alívio inunda o corpo e o espírito, uma leveza quase transcendental se apodera de nós, e uma cerveja tem o gosto do vinho de Baco e da orgia dos deuses do Olimpo.

Qual o limite que um estudante suporta no fim do semestre? Quero dizer, o que separa o estresse normal do surto total? Não conheci, até agora, essa ruptura com a sensatez, não sou muito desesperado com notas e coisas afins, faço o que dá com o mínimo de esforço (sim, sou meio preguiçoso) e não costumo sacrificar minhas horas de lazer e bem-estar. Mas me vejo, algumas vezes, à beira de um lapso cognitivo, quando o cérebro pára, o sistema límbico parece mais altivo e inexorável e o sistema nervoso autônomo assume a bronca e toca em frente o corpo pra cama dar uma descansada.

É, meu caro, mesmo sem jogo hoje as vuvuzelas não param, parecem um dos quatro cavaleiros do apocalipse, tocando infernalmente sua melodia terrível, aumentando a força dessa pulsação na têmpora esquerda… e eu que tenho que estudar ainda.

Ai meus sais… fim de semestre é isso, não é?