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	<title>Descompassado &#187; comportamento</title>
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		<title>Humanos engra&#231;adinhos</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Jan 2011 17:46:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian  Silveira</dc:creator>
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<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://martinshelio.files.wordpress.com/2009/05/199937191_b764eefc02.jpg" alt="" width="450" height="383" /></p>
<p>Muitas vezes assistimos v&iacute;deos “engra&ccedil;adinhos” de animais, cachorrinhos brincando, caindo, gatos errando o pulo, trapalhadas de bichos selvagens, ca&ccedil;a e predador, enfim, s&atilde;o in&uacute;meros os tipos e teores de v&iacute;deos sobre o comportamento animal.</p>
<p>Sempre que assisto a esses animais se relacionando entre si, com o mundo, com suas pr&oacute;prias patas e rabos, penso em como &eacute; interessante a forma como se comportam, do qu&atilde;o privados de uma consci&ecirc;ncia eles s&atilde;o, agindo sempre de forma instintiva, com suas capacidades limitadas, comparados a n&oacute;s, seres humanos.</p>
<p>Acima de tudo, penso que somos iguais.</p>
<p>Penso ser uma estupidez gigantesca acreditar-mo-nos t&atilde;o cheios de consci&ecirc;ncia, capacidades, possibilidades e superioridade.</p>
<p>N&atilde;o precisamos ir longe para percebermos o qu&atilde;o bestiais ainda somos.</p>
<p>N&atilde;o precisamos pisar no solo sujo dos homicidas, dos enganadores, dos pregui&ccedil;osos ou dos drogados. Temos exemplos da nossa, ainda, prec&aacute;ria capacidade racional e/ou emocional em diversas ocasi&otilde;es do dia-a-dia.</p>
<p>Acredito que, por exemplo, com um ente querido em um hospital a milhares de quil&ocirc;metros de voc&ecirc;, mesmo sabendo que n&atilde;o h&aacute; nada que voc&ecirc; possa fazer a n&atilde;o ser esperar not&iacute;cias dadas pelo m&eacute;dico, voc&ecirc; dificilmente conseguiria redigir uma simples mensagem de 140 caracteres. Suas habilidades motoras ficariam prejudicadas, seus pensamentos muito confusos e voc&ecirc;, em quest&atilde;o de segundos, seria um animal obedecendo a instintos n&atilde;o muito mais evolu&iacute;dos que os do seu cachorro de estima&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>Se uma arma estiver apontada para sua cabe&ccedil;a, sou levado a acreditar que voc&ecirc;, homem, dificilmente conseguiria mijar dentro de uma privada; ou voc&ecirc;, mulher, dificilmente saberia passar batom sem errar muito.</p>
<p>Ora, temos algumas op&ccedil;&otilde;es quando nos analisamos, no que tange &agrave; racionalidade. Podemos buscar controle, conhecimento e sabedoria. Buda, certamente, foi um mestre em t&eacute;cnicas de controle, isso &eacute; muito explorado no mundo esot&eacute;rico, bem se sabe, mas conhecimento e sabedoria n&atilde;o adv&eacute;m apenas do exerc&iacute;cio de controle mental e corporal, &eacute; necess&aacute;rio estudo e experi&ecirc;ncia, viv&ecirc;ncia e contempla&ccedil;&atilde;o do que se pode compreender dessa nossa vida, muitas vezes, parca e autom&aacute;tica.</p>
<p>Podemos, tamb&eacute;m, nos aceitarmos como animais igualmente limitados, com algumas coisas especiais como a dupla polegar-indicador ou a capacidade de criar algoritmos que fazem programas de computador, mas jamais seremos deuses, donos, por completo, de nossas ideias, dos nossos sentimentos e emo&ccedil;&otilde;es e, assim, curvar-nos diante do grande mist&eacute;rio que &eacute; a vida e pensar, l&aacute; no cantinho da nossa psique: algu&eacute;m est&aacute; nos assistindo e est&aacute; dando risada e achando isso tudo muito engra&ccedil;ado, ou est&aacute; com pena.</p>
<p>Se o Olho que Tudo V&ecirc; existe, acho que ele deve estar meio fechado, assim, como se desse risada.</p>

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		<title>Filhos das estrelas</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Jan 2011 04:35:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian  Silveira</dc:creator>
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<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://davidcamargo.files.wordpress.com/2009/05/planetas_sao_destruidos_quando_caem_em_estrelas.jpg" alt="" width="512" height="320" />﻿</p>
<p>Acho incr&iacute;vel a fascina&ccedil;&atilde;o que as estrelas me causam.</p>
<p>Lembro que desde crian&ccedil;a gostava de ficar muito tempo deitado, ao ar livre, olhando o c&eacute;u da noite, a lua e as estrelas, sem uma causa aparente, sentia uma atra&ccedil;&atilde;o por isso, uma sensa&ccedil;&atilde;o boa, de paz, calma, sossego e harmonia.</p>
<p>Inicialmente, havia algo puramente m&iacute;stico nisso, como se nesse simples ato de observa&ccedil;&atilde;o e, por que n&atilde;o, integra&ccedil;&atilde;o, eu estivesse transcendendo o que sou, passando a uma esp&eacute;cie de outro n&iacute;vel de consci&ecirc;ncia, e &eacute; um absurdo perceber, agora, que eu fazia isso nos idos dos meus treze anos, talvez at&eacute; menos.</p>
<p>Com o tempo as coisas foram mudando, meu interesse por astronomia cresceu, bem como pela f&iacute;sica. Aos poucos fui entendendo o funcionamento de algumas coisas sobre esses astros, a ideia de que aquilo era uma assinatura divina foi dando espa&ccedil;o, ou melhor, coabitando, vivendo em simultaneidade harm&ocirc;nica com o entendimento de que eram luzes, f&oacute;tons, &aacute;tomos, ondas, energias e milhares de coisas puramente f&iacute;sicas que, depois de muito tempo, chegavam a Terra com essas informa&ccedil;&otilde;es. A luz hipn&oacute;tica era t&atilde;o comum quanto o sol, diferindo (simploriamente) apenas pelo fato de demorar um tempo maior para chegar at&eacute; n&oacute;s. Aquela velha hist&oacute;ria, a luz que vemos de uma estrela hoje pode ter sa&iacute;do dela h&aacute; mais de dez anos; pode ser que estejamos vendo somente um fantasma, pois n&atilde;o se descarta a hip&oacute;tese de que esse astro possa ter morrido nesse meio tempo.</p>
<p>Ainda assim, a noite e suas estrelas conserva sua poesia eterna, misteriosa e perfeita. Se n&atilde;o me engano, foi em um livro do Dawkins que li uma vez que a f&iacute;sica n&atilde;o estragaria a poesia, a beleza dos fen&ocirc;menos, apenas daria um novo sentido, e eu devo complementar: um sentido mais profundo e intrigante, portanto, mais po&eacute;tico.</p>
<p>Acho que essa quest&atilde;o astron&ocirc;mica continua tendo seu peso esmagadoramente introspectivo e ensurdecedoramente transcendente porque, mesmo inconscientemente, sabemos que aquilo faz parte da nossa hist&oacute;ria, da hist&oacute;ria do universo inteiro. Um dia fomos apenas &aacute;tomos, p&oacute;, carbono ou nem isso, uma energia amorfa e desarm&ocirc;nica, ou, colocando isso de uma forma mais bonitinha: poeira c&oacute;smica.</p>
<p>Somos filhos de um mesmo evento.</p>
<p>Somos irm&atilde;os em mat&eacute;ria e energia.</p>
<p>Sa&iacute;mos da mesma m&atilde;e e do mesmo pai, e podemos cham&aacute;-los Cosmos.</p>
<p>Talvez seja isso que nos deixe perplexos diante da insustent&aacute;vel infinitude da noite, o fato de ela tentar nos contar, diariamente, que somos fruto de uma coisa s&oacute;.</p>
<p>Talvez seja por isso que ficaremos eternamente impressionados com a imensid&atilde;o do universo, precisamos entender, trazer do inconsciente ao consciente a ideia, ou o fato, de que somos irm&atilde;os de &Eacute;ons atr&aacute;s.</p>
<p>Tamb&eacute;m, talvez o universo se expanda conforme a nossa ignor&acirc;ncia, a nossa prepot&ecirc;ncia e a nossa arrog&acirc;ncia: antes &eacute;ramos um condensado &uacute;nico, esse deve ter sido nosso auge, depois disso viramos mat&eacute;ria e fomos nos distanciando, abrindo, cada vez mais, espa&ccedil;o para um vazio que agride nossa alma.</p>
<p>Hoje, h&aacute; um imenso vazio, e ele pode ser chamado de estupidez humana.</p>

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		<title>Personagens</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Jan 2011 01:51:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian  Silveira</dc:creator>
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<p><img class="aligncenter" src="http://4.bp.blogspot.com/_FGaAfALeKiU/SxUJRVXTORI/AAAAAAAAAcU/IcxyxHzkyvQ/s1600/aparencias+1.jpg" alt="" width="500" height="344" /></p>
<p>Acredito que, de certa forma, em maior ou menor grau, todos acabamos interpretando algum tipo de papel. S&oacute; sabemos ser n&oacute;s mesmos, de verdade, sozinhos&#8230; e de olhos fechados, e isso, digo, a muito custo ainda.</p>
<p>Alguns de n&oacute;s passam anos e anos interpretando esse papel, escolhe-se um, ou o papel nos escolhe ou nos &eacute; imposto, e assim seguimos, teimosos ou persistentes, como queira, fazendo o que essa pessoas faria. A maioria de n&oacute;s se apodera desse personagem, o torna parte de si mesmo, e passamos, por conseguinte, a cham&aacute;-lo de “Eu”.</p>
<p><strong>N.R.:</strong> <em>existe uma frase na m&uacute;sica Beyond The Pale da banda Pain of Salvation que diz “life seemed to him merely like a gallery of how to be”, traduzindo seria algo como “a vida parecia para ele apenas como uma galeria de ‘como ser’”. Existem pessoas assim, aquelas nunca adotaram um papel para si, apoderam-se de um ou outro personagem, o s&atilde;o por algum tempo, o largam como se ele nunca tivesse existido, sem emo&ccedil;&otilde;es, sentimentos nem ressentimentos, apenas uma cerca cicatriz que poderia ser chamada de abismo entre o que &eacute; SER algu&eacute;m e ESTAR algu&eacute;m. &Eacute; meio desesperador.</em></p>
<p>Pois bem, miseravelmente, existem aqueles que se deixam dominar completamente pelos pap&eacute;is hist&eacute;ricos, aqueles que v&ecirc;em a vida com olhos de lantejoula. Sim, esses s&atilde;o mais miser&aacute;veis do que aqueles que n&atilde;o conseguem (ou n&atilde;o precisam, ou n&atilde;o querem) cruzar o abismo entre ser e estar, eles s&atilde;o os cegos, s&atilde;o aqueles que n&atilde;o se perguntam, nunca se perguntaram e, muito provavelmente, jamais se perguntar&atilde;o, com sinceridade, quem s&atilde;o.</p>
<p>Eles est&atilde;o dormindo, mas tomam todos os energ&eacute;ticos da mesa com o whisky 12 anos para impressionar e fazer a vida parecer um palquinho, uma cirandinha, e depois suas balas e p&iacute;lulas consomem uma noite com alguma menininha t&atilde;o sonolenta quanto.</p>
<p>Tenho um misto de pena e raiva desses, os atores profissionais do dia-a-dia.</p>
<p>Existem aqueles que bebem e se sentem bem, alegres ou tristes, mas sentem-se como queriam sentir; existem, tamb&eacute;m, aqueles que bebem porque faz parte do personagem, precisam interpretar o papel e enganar o mundo. Os miser&aacute;veis.</p>
<p>Encaixar-se em um papel chama-se, apoderar-se dele, corriqueiramente, personalidade. N&atilde;o ter um papel, n&atilde;o saber como us&aacute;-los apropriadamente, pode ser chamado de despersonaliza&ccedil;&atilde;o, acredito eu. Ser apoderado por um papel, viv&ecirc;-lo na mais intensa fantasia do mundo da Barbie e do Ken, pode ser denominado&#8230; bom, acho que voc&ecirc; entendeu, podemos dar v&aacute;rios nomes, estamos cheios de exemplos.</p>
<p>N&atilde;o se deixe enganar, as diferen&ccedil;as &agrave;s vezes s&atilde;o sutis, &eacute; poss&iacute;vel enganar-se a si mesmo, pensar-se dono do papel mas, pelo contr&aacute;rio, ser apropriado pelo personagem.</p>
<p>Enquanto isso, a balada faz brilhar os olhos de lantejoulas, dois pap&eacute;is se procuram num roteiro de novela barata onde as pessoas pensam que sabem o que fazem&#8230;</p>

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		<title>Moda ris&#237;vel</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Dec 2010 03:48:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian  Silveira</dc:creator>
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<p><img class="aligncenter" src="http://oimoda.com.br/news/files/2010/09/vestido-de-carne-425x628.jpg" alt="" width="425" height="628" /></p>
<p> </p>
<p>O que est&aacute; acontecendo com a cabe&ccedil;a das pessoas? Quando foi que estar na moda, ou ler um livro da Gloria Kalil, se tornou necess&aacute;rio? Quando foi que isso tudo se tornou uma doen&ccedil;a?</p>
<p>Tenho visto um crescente n&uacute;mero de reportagens, not&iacute;cias, programas, etc, sobre o que &eacute; “tend&ecirc;ncia” para a esta&ccedil;&atilde;o, moda, comportamento e bom-costumes. &Eacute;tica e etiqueta t&ecirc;m se confundido numa mesa branca, com guardanapos limpos e bem dobrados, t&atilde;o impec&aacute;veis quanto a consci&ecirc;ncia de uma beata.</p>
<p>Desculpe se estou ofendendo, mas voc&ecirc; est&aacute; de parab&eacute;ns se voc&ecirc; n&atilde;o leu livros com t&iacute;tulos como: “10 li&ccedil;&otilde;es sobre como fazer amigos”, “50 boas maneiras para eventos sociais”, “69 forma de levar uma mulher para a cama”, e essa &uacute;ltima &eacute; incrivelmente variada, portanto, vai com lacuna, “mil _________ que voc&ecirc; precisa conhecer (ler, ouvir, etc) antes de morrer”.</p>
<p>Comprar sonhos alheios tem sido uma pr&aacute;tica corriqueira. Nada mais burgu&ecirc;s que comprar o que se deve querer e pensar, como se deve agir e proceder; nunca estivemos sendo t&atilde;o ignobilmente treinados por um maquiavelismo c&ocirc;mico e subjugante, domados e carregados como Muppets, felizes e faceiros, fazendo o que o roteiro diz. N&atilde;o &eacute;, Bial?</p>
<p>Programas de beleza sempre foram uma idiotice de primeira linha, na verdade, uma eficiente e eficaz ferramenta de divulga&ccedil;&atilde;o da ingenuidade burra de milhares de menininhas dispostas a tudo (e tenho certeza de que pra muitas “tudo” n&atilde;o &eacute; exagero) para conseguir o seu t&atilde;o sonhado book e um desfile praticamente de gra&ccedil;a para algum nome que surgiu do nada e parece ser t&atilde;o importante para elas quanto Budha, Jesus, Gandhi, Nietzsche ou sua mam&atilde;e.</p>
<p>Reality show para cabeleireiros foi uma coisa inusitada que apareceu na televis&atilde;o. Depois do Big Brother, A Fazendo, Am&eacute;rica`s next top model, e coisas assim, eu n&atilde;o duvido mais da compet&ecirc;ncia televisiva para acabar com a compet&ecirc;ncia cognitiva das pessoas. Porque p&atilde;o e circo vai ser sempre uma pol&iacute;tica v&aacute;lida e capaz.</p>
<p>Estamos em produ&ccedil;&atilde;o em s&eacute;rie. Os defeituosos costumam pensar mais porque logo s&atilde;o jogados para descarte, e ficam l&aacute;, observando o resto da produ&ccedil;&atilde;o acontecer, o formato ser dados, as cores serem impostas, e eles ficam l&aacute;, &agrave; parte dum mundo que n&atilde;o &eacute; seu, e devem estar satisfeitos por terem sido separados de n&oacute;s, programados pelas revistas e novelas que nos dizem como vestir e falar.</p>
<p>Se precisamos de algu&eacute;m para nos ensinar bom senso e, junto, nesse pacote cor de rosa de la&ccedil;o branco, nos enfiam guela abaixo o “Manual de Boas Maneiras, por Gl&oacute;ria Kalil”, &eacute; sinal de que algo muito errado est&aacute; acontecendo.</p>
<p>Olhe pra voc&ecirc;, sem medo, com sinceridade, e me diga: quanto de voc&ecirc; foi comprado em revistas e novelas? Quanto disso voc&ecirc; se apropriou e disse “eu quero ser assim”? E mais, quanto do que voc&ecirc; &eacute; hoje pode ser dito como “eu n&atilde;o pretendia ser assim, mas &eacute; como sou”?</p>
<p>Com sorte, voc&ecirc; leu todos os livros que eu etiqueto como “baix&iacute;ssimo n&iacute;vel” e passou ileso por suas influ&ecirc;ncias, e voc&ecirc; viu todos os programas da moda para simplesmente dizer “que besteira enorme”, e, com mais sorte ainda, voc&ecirc; pode escolher livremente o que bem entendia para si, consciente, de que voc&ecirc; &eacute; seu estilo de vida, seus h&aacute;bitos, seus pensamentos e suas palavras e n&atilde;o suas roupas de marca, rel&oacute;gios importados, carros fabulosos nem fantasias megaloman&iacute;acas.</p>
<p>Quando vejo desfiles, aquela preocupa&ccedil;&atilde;o exorbitante com a “arte” que pousa num corpo de gazela me parece uma paran&oacute;ia sem sentido essa exalta&ccedil;&atilde;o pelos conceitos de moda e estilo.</p>
<p>Quando ou&ccedil;o aquelas pessoas falando sobre “muito tend&ecirc;ncia”, “super in”, enfim, essas g&iacute;rias que escatologicamente se escapam como um cano de descarga de um caminh&atilde;o pelas bocas cheias de gloss, hetero ou homosexuais, percebo o quanto estamos nos distanciando do que deveria ser uma “moda” para o ser humano.</p>
<p>N&atilde;o sou eu quem vai dizer o que deve ou n&atilde;o ser feito, apenas preciso falar que algo est&aacute; errado, pois n&atilde;o saber quantos cent&iacute;metros tem um metro, por&eacute;m, saber, prontamente, quem &eacute; Marcelo Dourado (vide v&iacute;deo: <strong>http://tinyurl.com/33ym5wj</strong> )&eacute; sinal de uma “tend&ecirc;ncia”, tend&ecirc;ncia ao&#8230;</p>
<p>Sei l&aacute;, ao que j&aacute; est&aacute; acontecendo em nosso planeta, essa cegueira onipotente, avassaladora e intransigente. Os olhos do Grande Irm&atilde;o n&atilde;o se fecham, e Geroge Orwell foi muito feliz&#8230; sim, muito feliz.</p>

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		<title>5S &#8211; Seiso &#8211; Senso de Limpeza</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Jul 2010 02:40:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian  Silveira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[SEISO O Senso de Limpeza &#233; uma esp&#233;cie de amelismo mesmo, n&#227;o tem nada de errado nisso. As coisas devem ser &#250;teis, devem estar organizadas e devem ser limpas com freq&#252;&#234;ncia, caso contr&#225;rio, pode-se ter contratempos. Seguindo a linha dos outros sensos que postei e enveredando pela associa&#231;&#227;o com a nossa bel&#237;ssima psique, vamos pelas [...]]]></description>
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<p><img class="aligncenter" src="http://3.bp.blogspot.com/_w7QuYByMGaA/R68muaY4eHI/AAAAAAAAA-U/EsVXwBHfNGY/s320/sa%C3%BAde+mental.bmp" alt="" width="319" height="320" /></p>
<p>SEISO</p>
<p>O Senso de Limpeza &eacute; uma esp&eacute;cie de amelismo mesmo, n&atilde;o tem nada de errado nisso. As coisas devem ser &uacute;teis, devem estar organizadas e devem ser limpas com freq&uuml;&ecirc;ncia, caso contr&aacute;rio, pode-se ter contratempos.</p>
<p>Seguindo a linha dos outros sensos que postei e enveredando pela associa&ccedil;&atilde;o com a nossa bel&iacute;ssima psique, vamos pelas matas mentais e perceber o quanto precisamos aplicar o Seiso em n&oacute;s mesmos.</p>
<p>Existem coisas in&uacute;teis na nossa mente, j&aacute; falamos disso anteriormente (<a title="Seiri - Senso de Utiliza&ccedil;&atilde;o" href="http://descompassado.com/5s-seiri-senso-de-utilizacao/" target="_blank">aqui</a>).</p>
<p>Existem coisas que precisam ser organizadas na nossa cabecinha, tamb&eacute;m j&aacute; falamos (<a title="Seiton - Senso de Organiza&ccedil;&atilde;o" href="http://descompassado.com/5s-seiton-senso-de-organizacao/" target="_blank">aqui</a>).</p>
<p>Agora, existem coisas que precisam ser limpas, polidas, lapidadas, revisadas ou outra coisa qualquer.</p>
<p>Quando nos deparamos com coisas na vida que parecem simplesmente um muro, bem alto, intranspon&iacute;vel, cheio de musgos, &eacute; hora de revisar.</p>
<p>Quando esse muro nos olha, do alto da sua inexorabilidade, e parece zombar da nossa cara, &eacute; hora de mostrar o lava-jato ultramegasuperduperextrahiper forte e come&ccedil;ar a mandar pra longe essa sujeira que impede que vejamos uma passagem pela parede.</p>
<p>- O que Christian? P&aacute;ra de viajar guri.</p>
<p>Calma.</p>
<p>Explico.</p>
<p>Somos produtos de in&uacute;meras experi&ecirc;ncias, somos uma esp&eacute;cie de soma de traumas que nos ocorrem e nos afetam desde que nascemos. Esses traumas v&atilde;o lapidando metodicamente nossa mente, nosso comportamento e nossa forma de encarar a vida.</p>
<p>Quando chega um momento em que as coisas parecem travar, quando parecemos trancar num lugar, como se estiv&eacute;ssemos diante de um muro, &eacute; sinal de que devemos fazer uma mudan&ccedil;a em nossas id&eacute;ias, rever nosso m&eacute;todo de rela&ccedil;&atilde;o para com o mundo.</p>
<p>Entrar nas nossas emo&ccedil;&otilde;es e comportamento n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil, demanda tempo e dedica&ccedil;&atilde;o, e &eacute; preciso muita sinceridade e coragem para apontar pra si mesmo, para uma coisa que temos em nossa mente como sendo nossa (mesmo n&atilde;o sendo nada al&eacute;m de um apego ideol&oacute;gico, mesmo inconsciente), e dizer: voc&ecirc; precisa de um banho, est&aacute; coberto de poeira, costumava ser mais limpo e leve antigamente e hoje me pesa tanto que me deixa aqui, parado.</p>
<p>&Eacute; como limpar um esfol&atilde;o no joelho, d&oacute;i (t&aacute; bom, mertiolate j&aacute; n&atilde;o arde mais n&eacute;?), mas s&oacute; limpando ele cicatriza mais r&aacute;pido e caminhar se torna mais f&aacute;cil.</p>
<p>Qu&atilde;o complicado &eacute;, para cada um de n&oacute;s, mexer nas feridas emocionais, ou nos comodismos de egr&eacute;gora n&atilde;o se sabe ao certo. Tampouco se sabe o quanto cada min&uacute;cia dessas afeta nossa exist&ecirc;ncia.</p>
<p>O fato &eacute; que precisamos estar atentos para que uma faxina peri&oacute;dica seja feita, para que cuidemos do espelho pra ver se ele n&atilde;o est&aacute; muito empoeirado e estamos, no fim das contas, olhando para uma imagem pouco fiel.</p>
<p>Ah, e n&atilde;o v&aacute; exagerar na limpeza. Tamb&eacute;m n&atilde;o precisamos de um &#8220;branco&#8221; emocional, conhecido como &#8220;cora&ccedil;&atilde;o gelado&#8221; (e n&atilde;o t&ocirc; falando dos <a title="Ursinhos Carinhosos - Wikipedia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Care_Bears" target="_blank">ursinhos carinhosos</a>).</p>

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		<title>A verdade no dia dos namorados</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Jun 2010 00:12:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian  Silveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bobagens]]></category>
		<category><![CDATA[Eu]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[dia dos namorados]]></category>
		<category><![CDATA[romantismo]]></category>
		<category><![CDATA[traição]]></category>

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		<description><![CDATA[Pois &#233;, est&#225; chegando um fen&#244;meno do comportamento humano traduzido em um dia t&#227;o singelo e opressor, quero dizer, capitalisticamente opressor: Dia dos Namorados. Seria hipocrisia da minha parte dizer que desse dia s&#243; se traz o consumismo. H&#225;, eu sei, casais que se regozijam com esse dias, se renovam, mesmo que apenas por alguns [...]]]></description>
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<p><img class="aligncenter" src="http://2.bp.blogspot.com/_pmbO1O1smy4/Smz9CsgVzYI/AAAAAAAAAHI/9sO6ic0OIiM/s320/vinho-mulher.jpg" alt="" width="300" height="296" /></p>
<p>Pois &eacute;, est&aacute; chegando um fen&ocirc;meno do comportamento humano traduzido em um dia t&atilde;o singelo e opressor, quero dizer, capitalisticamente opressor: Dia dos Namorados.</p>
<p>Seria hipocrisia da minha parte dizer que desse dia s&oacute; se traz o consumismo. H&aacute;, eu sei, casais que se regozijam com esse dias, se renovam, mesmo que apenas por alguns dias, esperando a pr&oacute;xima data para colocar mais fogo na lareira. Infelizmente, precisamos ser lembrados do quanto gostamos de certas pessoas, e, tamb&eacute;m, precisamos demonstrar isso&#8230; com presentes&#8230; caros.</p>
<p>Acho interessante como outros, os solteiros, d&atilde;o tanto valor a esse dia, tamb&eacute;m. Fazem gato e sapato pra arranjar algo realmente intenso e envolvente no dito dia para que se n&atilde;o lhes bata uma esp&eacute;cie de tristeza, de solid&atilde;o. &Eacute;, temos medo de sentir solid&atilde;o.</p>
<p>Com tudo isso, com tantos romances no cinema, nos livros e nas m&uacute;sicas, com tanta dor e amor rimados em poesias ralas, ou rimas mais ricas em poesias mais doridas, eu n&atilde;o acredito que possam afirmar que o romantismo est&aacute; acabando.</p>
<p>As declara&ccedil;&otilde;es, as paix&otilde;es, os &iacute;mpetos de sentimentos avassaladores, impulsos irrefre&aacute;veis que trazem &agrave; tona tantas atitudes e palavras s&atilde;o imbu&iacute;dos da mesma carga emocional que tinham nos tempos de Casablanca, de Michael Curtiz, ou, indo al&eacute;m, nos tempos de Byron.</p>
<p>Ah, mas a calhordagem dos homens&#8230; se me trouxerem &agrave; baila o papo de que o homem n&atilde;o presta hoje, n&atilde;o quer compromisso, n&atilde;o tem escr&uacute;pulos e &eacute; galinha, eu digo, ent&atilde;o:</p>
<p>1 – A busca pelas aventuras amorosas dos homens de hoje s&atilde;o exatamente as mesmas desde que o mundo &eacute; mundo, apenas s&atilde;o mais descuidadas agora.  O macho sempre possuiu esse modo “inquieto”, e n&atilde;o vou entrar no m&eacute;rito dos porqu&ecirc;s e por&eacute;ns.</p>
<p>2 – Um fen&ocirc;meno recente pode ser observado, as mulheres tamb&eacute;m entraram na onda dos vai-e-vem, da trai&ccedil;&atilde;o, no entanto, com uma habilidade inquestion&aacute;vel de esconder isso e permanecer resoluta em seus olhos de mentira. Sempre digo, quando uma mulher resolve trair um homem ela o far&aacute; e ele nunca ficar&aacute; sabendo, mulheres t&ecirc;m talento pra dissimula&ccedil;&atilde;o e isso &eacute; indiscut&iacute;vel.</p>
<p>Ent&atilde;o, meus queridos amigos casados, feliz dia dos namorados. N&atilde;o questionem muito, n&atilde;o investiguem, n&atilde;o compliquem, sen&atilde;o &eacute; capaz de surgirem coisas desnecess&aacute;rias pro momento.</p>
<p>E aos solteiros, sem desespero, um trago faz bem, mas n&atilde;o v&aacute; exagerar pra n&atilde;o acordar no outro dia com um panda gordo.</p>
<p>Pense nisso.</p>

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		<title>Crescimento humano X Crescimento bacteriano</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Apr 2010 00:48:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian  Silveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[bactérias]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[crescimento populacional]]></category>
		<category><![CDATA[curva exponencial]]></category>
		<category><![CDATA[humano]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Se voc&#234; ainda n&#227;o compreendeu bem o que acontece com o mundo, fique atento. O quadro abaixo foi retirado do http://www.un.org/esa/population/publications/sixbillion/sixbilpart1.pdf TABLE 1. WORLD POPULATION, YEAR 0 TO NEAR STABILIZATION Year Population (in billions) 0 0.30 1000 0.31 1250 0.40 1500 0.50 1750 0.79 1800 0.98 1850 1.26 1900 1.65 1910 1.75 1920 1.86 1930 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_blue" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fdescompassado.com%252Fcrescimento-humano-x-crescimento-bacteriano%252F%22%2C%20%22shorturl%22%3A%20%22http%3A%2F%2Fbit.ly%2FaEer9s%22%2C%20%22style%22%3A%20%22big%22%2C%20%22title%22%3A%20%22Crescimento%20humano%20X%20Crescimento%20bacteriano%20%23%22%20%7D);"></div>
<p>Se voc&ecirc; ainda n&atilde;o compreendeu bem o que acontece com o mundo, fique atento.</p>
<p>O quadro abaixo foi retirado do <a href="http://www.un.org/esa/population/publications/sixbillion/sixbilpart1.pdf">http://www.un.org/esa/population/publications/sixbillion/sixbilpart1.pdf</a></p>
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td width="314" valign="top">TABLE 1. WORLD POPULATION, YEAR 0 TO NEAR STABILIZATION</td>
<td width="267" valign="top"></td>
</tr>
<tr>
<td width="314" valign="top"><em>Year</em></td>
<td width="267" valign="top"><em>Population</em></td>
</tr>
<tr>
<td width="314" valign="top"><em> </em></td>
<td width="267" valign="top"><em>(in billions)</em></td>
</tr>
<tr>
<td width="314" valign="top">0</td>
<td width="267" valign="top">0.30</td>
</tr>
<tr>
<td width="314" valign="top">1000</td>
<td width="267" valign="top">0.31</td>
</tr>
<tr>
<td width="314" valign="top">1250</td>
<td width="267" valign="top">0.40</td>
</tr>
<tr>
<td width="314" valign="top">1500</td>
<td width="267" valign="top">0.50</td>
</tr>
<tr>
<td width="314" valign="top">1750</td>
<td width="267" valign="top">0.79</td>
</tr>
<tr>
<td width="314" valign="top">1800</td>
<td width="267" valign="top">0.98</td>
</tr>
<tr>
<td width="314" valign="top">1850</td>
<td width="267" valign="top">1.26</td>
</tr>
<tr>
<td width="314" valign="top">1900</td>
<td width="267" valign="top">1.65</td>
</tr>
<tr>
<td width="314" valign="top">1910</td>
<td width="267" valign="top">1.75</td>
</tr>
<tr>
<td width="314" valign="top">1920</td>
<td width="267" valign="top">1.86</td>
</tr>
<tr>
<td width="314" valign="top">1930</td>
<td width="267" valign="top">2.07</td>
</tr>
<tr>
<td width="314" valign="top">1940</td>
<td width="267" valign="top">2.30</td>
</tr>
<tr>
<td width="314" valign="top">1950</td>
<td width="267" valign="top">2.52</td>
</tr>
<tr>
<td width="314" valign="top">1960</td>
<td width="267" valign="top">3.02</td>
</tr>
<tr>
<td width="314" valign="top">1970</td>
<td width="267" valign="top">3.70</td>
</tr>
<tr>
<td width="314" valign="top">1980</td>
<td width="267" valign="top">4.44</td>
</tr>
<tr>
<td width="314" valign="top">1990</td>
<td width="267" valign="top">5.27</td>
</tr>
<tr>
<td width="314" valign="top"><strong>1999</strong></td>
<td width="267" valign="top"><strong>5.98</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="314" valign="top">2000</td>
<td width="267" valign="top">6.06</td>
</tr>
<tr>
<td width="314" valign="top">2010</td>
<td width="267" valign="top">6.79</td>
</tr>
<tr>
<td width="314" valign="top">2020</td>
<td width="267" valign="top">7.50</td>
</tr>
<tr>
<td width="314" valign="top">2030</td>
<td width="267" valign="top">8.11</td>
</tr>
<tr>
<td width="314" valign="top">2040</td>
<td width="267" valign="top">8.58</td>
</tr>
<tr>
<td width="314" valign="top">2050</td>
<td width="267" valign="top">8.91</td>
</tr>
<tr>
<td width="314" valign="top">2100</td>
<td width="267" valign="top">9.46</td>
</tr>
<tr>
<td width="314" valign="top">2150</td>
<td width="267" valign="top">9.75</td>
</tr>
<tr>
<td width="314" valign="top">Near stabilization (after 2200)</td>
<td width="267" valign="top">Just above 10   billion</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><em>Source</em>: United Nations Population Division.</p>
<p>Se voc&ecirc; n&atilde;o teve paci&ecirc;ncia para prestar aten&ccedil;&atilde;o, eu resumo: quando come&ccedil;amos a contar os anos (“depois de Cristo”), &eacute;ramos em 0,3 bilh&otilde;es de pessoas sobre a terra, hoje somos 6,79 bilh&otilde;es, o que nos d&aacute; um crescimento de mais de 2000%, n&atilde;o?</p>
<p>O interessante disso tudo &eacute; analisar como somos uns monstrinhos, ou, tendo uma vis&atilde;o mais fofa, uns animaizinhos inconscientes, prontos pra lutar cegamente e explorar tudo que temos ao alcance: cheirar e copular com as f&ecirc;meas, parir, comer, conquistar, matar, copular, morrer e deixar a prole continuar o mesmo esquema.</p>
<p>T&atilde;o legal &eacute; ver que o mesmo comportamento, claro que estou fazendo analogias e n&atilde;o sendo literal, t&ecirc;m as bact&eacute;rias. O crescimento microbiano segue a mesma curva padr&atilde;o (exponencial) que n&oacute;s seguimos, e sabe como &eacute;? N&atilde;o? Vou explicar bem rapidinho:</p>
<p>Primeiro, temos a chamada Fase Lag, quando h&aacute; bastantes nutrientes, poucos microrganismos, e um crescimento relativamente baixo. Depois, temos a fase exponencial, quando h&aacute; alimento, muitas bact&eacute;ria, e a reprodu&ccedil;&atilde;o come&ccedil;a a ficar grande e r&aacute;pida. Em pouco tempo, pouco mesmo, entra-se na Fase Estacion&aacute;ria, quando as bact&eacute;rias se estabilizam, pois o alimento j&aacute; fica escasso, o espa&ccedil;o tamb&eacute;m, e depois de certo tempo, com a falta de tudo que &eacute; necess&aacute;rio &agrave; sobreviv&ecirc;ncia, as coitadinhas v&atilde;o morrendo, tamb&eacute;m rapidamente, na chamada Fase de Decl&iacute;nio.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.profcupido.hpg.ig.com.br/bioqbacterias-3.gif" alt="" width="567" height="378" /><a href="http://www.profcupido.hpg.ig.com.br/bioqbacterias-3.gif">http://www.profcupido.hpg.ig.com.br/bioqbacterias-3.gif</a></p>
<p>Pois bem, o que acontece &eacute; que crescemos assustadoramente nos &uacute;ltimos 2000 anos, muito mais, mas muito mesmo, do que crescemos nos 2000 mil anos anteriores ao D.C. no calend&aacute;rio crist&atilde;o.</p>
<p>A curva do crescimento populacional mundial segue a mesm&iacute;ssima forma, e ainda estamos na fase exponencial. N&atilde;o sei de como ser&aacute; (se existir) a fase estacion&aacute;ria, ou, pior, a fase de decl&iacute;nio, e nem quero descobrir.</p>
<p>Vamos crescendo, nos reproduzindo, poluindo tudo, nossas casas, nossas ruas, nosso mundo, nossas mentes, nossos ouvidos, et Cetera.</p>
<p>At&eacute; quando pode durar isso?</p>
<p>Existem quase tantas ironias nisso tudo quanto pessoas vivendo na superf&iacute;cie terrestre. Uma dessas ironias &eacute; que temos a mania de nos pensarmos especiais, aben&ccedil;oados por deus, livres de todo mal e detentores de toda sua gra&ccedil;a e sabedoria. Ledo engano, pequeno gafanhoto, voc&ecirc; n&atilde;o &eacute; especial, eu n&atilde;o sou especial e arrisco a dizer que ningu&eacute;m &eacute; especial. For&ccedil;ando, diria que Gandhi foi especial, Jesus, Crowley, Sidharta, Hesse, Nietzsche, sei l&aacute; mais quem, podem ter sido especiais, ou n&atilde;o, pois que o mundo ainda &eacute; o mesmo, se n&atilde;o at&eacute; pior.</p>
<p>Descubra-se fora dessa cultura bacteriana, depois diga que &eacute; especial e que tem sabedoria.</p>
<p>Enquanto isso n&atilde;o acontece, d&ecirc; uma olhadinha nos gr&aacute;ficos das curvas e fique meditando sobre o assunto.</p>
<p><a href="http://descompassado.com/wp-content/uploads/2010/04/curvadecrescimentopopulacional.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-675" title="curvadecrescimentopopulacional" src="http://descompassado.com/wp-content/uploads/2010/04/curvadecrescimentopopulacional.jpg" alt="" width="631" height="287" /></a><a href="http://www.globalchange.umich.edu/globalchange2/current/lectures/human_pop/human_pop.html">http://www.globalchange.umich.edu/globalchange2/current/lectures/human_pop/human_pop.html</a></p>

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		<title>Tenha pressa</title>
		<link>http://descompassado.com/tenha-pressa/</link>
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		<pubDate>Tue, 02 Feb 2010 01:47:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian  Silveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bobagens]]></category>
		<category><![CDATA[almir sater]]></category>
		<category><![CDATA[atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[bem amigos]]></category>
		<category><![CDATA[chorar]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_blue" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fdescompassado.com%252Ftenha-pressa%252F%22%2C%20%22shorturl%22%3A%20%22http%3A%2F%2Fbit.ly%2FaBtmlW%22%2C%20%22style%22%3A%20%22big%22%2C%20%22title%22%3A%20%22Tenha%20pressa%20%23%22%20%7D);"></div>
<p>Estava eu olhando o “Bem, amigos” agora no Sportv, infelizmente vendo as not&iacute;cias dos jogos de ontem, falando da trapalhada do Silas no Grenal, e, no fim do bloco do programa S&eacute;rgio Reis e Renato Teixeira tocaram uma m&uacute;sica do Almir Sater, aquela <em>Tocando em Frente</em>.<br />
Num peda&ccedil;o da letra ele diz <em>“ando devagar porque j&aacute; tive pressa, levo esse sorriso porque j&aacute; chorei demais”</em>. Fazendo um pequeno trabalho de exegese, fiquei c&aacute; com meus bot&otilde;es (da bermuda, porque t&aacute; quente demais e d&aacute; pregui&ccedil;a at&eacute; de pensar), e conclu&iacute; que essa letra n&atilde;o serve pra gera&ccedil;&atilde;o atual, por in&uacute;meros motivos.<br />
I – Em romanos fica mais chique, ent&atilde;o ser&aacute; assim;<br />
II – Ningu&eacute;m mais anda devagar. Quer dizer, sim, alguns de n&oacute;s ainda andamos devagar, nem sempre, mas &agrave;s vezes sim. Os dias nos consomem, temos &acirc;nsia (tem acento ainda?) de fazer tudo, de tudo, aprender mais, saber mais, fazer mais, comer mais, correr mais, foder mais, beber mais, et cetera e mais. Sei que no fim do dia, um caf&eacute; e um cigarro apaziguam os &acirc;nimos e o cora&ccedil;&atilde;o (sim, porque tenho efeito contr&aacute;rio, correr me d&aacute; taquicardia e cigarro com caf&eacute; me deixa calmo), e, por vezes, nem queremos dormir, com uma ang&uacute;stia incerta de que falta algo ainda pra ser feito;<br />
III &#8211; Dos que andam devagar: n&atilde;o andamos devagar porque j&aacute; tivemos pressa, como diz o Sater, andamos devagar porque estamos cansados, estafados, cheios de olheiras e mais uma noitada pela frente de festas trabalhos e relat&oacute;rios;<br />
IV – N&atilde;o sei de voc&ecirc;s, mas eu levo um sorriso, normalmente, porque &eacute; assim, n&atilde;o adianta fechar a cara pras coisas podres do dia-a-dia (que n&atilde;o sou poucas, normalmente), dar risada, sorrir pra coisas pequenas &eacute; t&atilde;o mais gratificante e facilita passar por esses obst&aacute;culos, sejam eles de qualquer natureza. Isso n&atilde;o &eacute; hipocrisia, se tiver vontade de chorar, chore, mas ter no&ccedil;&atilde;o de que isso &eacute; s&oacute; uma medida de escape pra &uacute;ltima hora facilita o senso de distribui&ccedil;&atilde;o sorrisistica. Ali&aacute;s, sorrir ajuda at&eacute; na vida profissional #ficadica.<br />
V – Chorar demais: n&atilde;o sou mulher nem emo, mas todos tem aquela fasezinha adolescente meio chorosa, meio manteiga, e isso acontece, s&oacute; que chorar por tudo &eacute; meio desesperador. Chorar de saudade  e de alegria no reencontro &eacute; uma coisa, mas chorar porque o voc&ecirc; est&aacute; fechado numa casa e se sente incomodado com a Tess&aacute;lia s&atilde;o outros quinhentos. Escolha bem o motivo dos seus prantos.<br />
VI – A Tess&aacute;lia vai continuar chateando, dentro ou fora da casa, com ou sem twitter, portanto, engula esse choro e conforme-se.<br />
VII – Almir Sater &eacute; um cara legal, que fez m&uacute;sicas legais, mas como o Metallica rec&eacute;m passou em Porto Alegre, prefiro cantar: <em>gimme fuel, gimme fire, gimme that wich I desire</em>.<br />
OBS: VIII – Voc&ecirc; viu Janeiro passar?</p>

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