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Fractais e o mundo
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Talvez muitos de vocês ainda não tenham ouvido falar nos Fractais, ou então já ouviram e não procuraram entender melhor o que é essa coisinha linda descoberta na matemática moderna. Não é de se admirar que não tiveram interesse em saber mais sobre isso, afinal, matemática, gráficos e termos como “tender ao infinito”, de fato, não são muito atraentes aos olhos de todos.
Pois vamos adiante, de uma forma bem simples.
Fractal quer dizer “fração”, e esse termo foi cunhado pelo matemático francês Benoit Mandelbrot (e tem fractais apelidados com o nome dele, obviamente). Mas por que fração?
Vocês devem lembrar-se do colégio, quando a ‘tia’ pedia pra fazer o gráfico de uma função de primeiro grau, que dava uma reta, ou do segundo grau, que dava uma parábola, depois, quem vai pra área das exatas na faculdade, acaba vendo toda sorte de gráficos bizarros. Pois bem, fractal nada mais é (sendo bem simplório) do que uma função que tem o seu gráfico repetido ad nauseam, como se fosse um déjà vu impossível de escapar (“hey, já vi isso antes”).
O importante aqui é relacionar essa geometria atípica (só digo isso porque ela não é euclidiana) com o mundo ao nosso redor. Forçando a barra, eu sei, as coisas não se apresentam assim aos nossos olhos, repetidas, semelhantes, retornáveis, no entanto, mesmo no mundo físico, pode-se observar inúmeras vezes esses fractais, pra mim, o próprio universo deve ser um fractal gigantesco, como se o deus brincalhão nos olhasse de um caleidoscópio e dissesse “bah, tá repetindo tudo” (porque deus é gaúcho né).
O grandessíssimo filósofo loucão Friedierich Nietzsche falou do eterno retorno em seus livros ele não tinha nem idéia da teoria dos fractais, quando Buda falou aos seus discípulos, não conhecia Mandelbrot, contudo, todos eles se juntam numa espécie, ironia ou não, de repetição inevitável.
Nossos pensamentos são repetitivos, nossas ações tendem à repetição, e se existe uma vida após a morte, não tenderia ela também a essa repetição agonizante? Como Prometeu, que tinha seu fígado comido todos os dias como castigo de Zeus.
Se fosse possível modelar uma função matemática da nossa vida, através desses métodos iterativos que só softwares bem poderosos podem nos fornecer – num aspecto geral, considerando pensamentos, ações, emoções, sensações, e todo o conjunto humano – que forma será que teria esse fractal? Será que Nietzsche usaria isso para afirmar sua filosofia?
Bom, se Nietzsche não pode defender isso, eu digo aqui, como um bom e afobado emissor de pitacos: fractais são a modelagem matemática não só dos gráficos infinitos pra nós mas também da alma do homem.
E como dizem que o Einstein disse, “deus não joga dados com o universo”, eu diria mais: não joga dados, mas faz cálculo, e manja muito.
O declínio do Ponto G
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A doutora Andréa Burri acaba de levantar a mão contra o falecido doutor Grafenberg ao dizer, através de sua tese e pesquisa, obviamente, que o famosíssimo (quase tão famoso quanto os Beatles e certamente mais famoso que deus) Ponto G não existe. (Non Ecziste, como diria o grande Pe. Quevedo, aliás, falando em padre… deixa pra outra hora).
Pois é, a pesquisadora do centro de estudos King`s College, especializada em sexo (sexologia, seu pervertido), afirmou que o Ponto G inexiste, para ser mais exato, usarei as palavras da própria Andréa para o jornal da BBC: “It is rather irresponsible to claim the existence of an entity that has never been proven and pressurise women and men too.” – Tradução tosca: ‘é um tanto irresponsável afirmar a existência de algo que nunca foi provado e também pressionar homens e mulheres’.
Agora, meus caros e minhas caras, a tarefa de encontrar o ponto G foi acabada, não deve mais ter a preocupação com a famosa zona erógena, daqui por diante deve ser como sempre deveria ter sido: buscar todos os pontos possíveis de prazer que a mulher se sentir à vontade.
Colocar a cabecinha apenas no Ponto G (ui) deve ter feito muitas mulheres e homens perderem noites e noites de sexos que poderiam ter sido ótimo e por causa disso foram apenas legais (Y).
A doutora Andréa Burri e o co-autor, Tim Spector, ressaltam que um fator importantíssimo para que os orgasmos orgásticos (entenda como quiser) é a famosa “vida equilibrada”. E o que isso significa? Alimentação saudável, exercícios físicos intensos e regulares, evitar estresse, etc. Ah, e é claro, e isso é por minha conta, acho que um pouquinho de álcool pode auxiliar, conquanto que a guria não ‘desmaie’.
Então, meninos e meninas, toquem-se, beijem-se, chupem-se, whatever, o importante não é encontrar o Ponto G, mas sim encontrar o alfabeto inteiro no corpo da amiguinha colorida, ou melhor, fazer em números, assim não se corre o risco de acabar.
Ummilhãoquatrocentosmilsetecentosetrintaetrês…
Entrelaçamento Quântico Triplo
2O Brasil conta com cérebros incríveis, com capacidades indubitáveis e de esforços incontestáveis. Pessoas que trabalham com ciência no nosso país merecem muito mais reconhecimento do que têm tido. Há cerca de um mês li um livro de Física Moderna (Física Moderna e Fundamentos Quânticos) de Vitor Oguri e Francisco Caruso que foi escrito com uma precisão e clareza impressionantes, e é um livro que aconselho a todos aqueles que têm conhecimentos básicos de física, porém, querem entender melhor o que e como acontece a física moderna.
Abaixo segue um link com uma reportagem sobre o feitos de cientistas brasileiros num campo bastante delicado e novo.
Pesquisa de Energia Escura no Brasil (DES-Brazil)
2Eu sou sempre um dos primeiros a sair criticando as coisas que acontecem nesse país.
Falo da falta de: saneamento, educação, cultura, etc.
Falo da sobra de: corrupçao, desigualdade, violência, et cetera.
Ah, mas que vejo uma coisa maravilhosa acontecendo no nosso país: http://www.des-brazil.org/
A física é uma das áreas mais bonitas da ciência, Dawkins (se não me engano) disse que a ciência pode trazer a nova poesia, que vai falar da beleza dos átomos, dos caimentos de hadrions, dos quanta, quarks e tudo mais. Concordo plenamente, se existe um deus, de fato, ele está nesses átomos, prótons, elétrons, ondas, estrelas e tudo que há de energia no universo.
Vale a pena dar uma conferida no site, até pra quem não entende nada de física, porque acho difícil que não haja curiosidade sobre algo que compõe a maior parte do universo.
fragmento I
0As palavras se esmorecem num poema natimorto
Quando tu nem vens ver se há, ainda, em mim, cores
Que possam trazer vida diferente da minha ausência
De mim mesmo, como barco perdido do seu porto.
O poema nasce sem objetivo, senão o próprio defeito
Idiossincrático, jogado ao acaso para minha consciência;
E salvei-me da morte na minha racionalizada insolência
Ao fazer do objetivo a dor, e o meio a poesia meio sem jeito.
Do que cresce em mim, não vejo jardins nem os pagos
Que queria ter cultivado em cada manhã gelada,
Vejo o cativado despedaçado, a enseada maculada
E o esquecimento enegrecido dos teus afagos.
Não há lótus brilhando no lodo que me circunda,
Não há ar puro nesse enxofre denso e sufocante;
Morro na dor prometéica, diariamente e a cada instante,
Só perdura minha doença, intocada, viva e profunda