Segunda-feira, pós-copa do mundo. Dia de quê?

Falar do campeão do mundo? Das gostosas? Da novela? Do Polvo? Bruno e Macarrão? Não, a pauta do Fantástico não entra aqui, não hoje.

Hoje vamos fazer umas pequenas contas e outras pequenas comparações, aqui, neste humilde blog, meu caro leitor.

Primeiro, você lembra do vazamento de petróleo no golfo do México? Pois é, continua vazando. Que coisa bonita, não?

A British Petroleum continua procurando uma forma de conter o vazamento. Tenho a noção de que sou desprovido de conhecimento e autoridade pra criticar a incrível ineficiência da referida empresa na correção do erro que está enchendo de petróleo as águas do golfo que tem contato direto com o Oceano Atlântico.

Essa semana o Jornal Nacional da Rede Globo revelou que já havia vazado mais de 2 milhões de barris de petróleo. Pausa pra repetição em maiúsculas: DOIS MILHOES DE BARRIS DE PETRÓLEO – 2.000.000.

Vamos aos números para termos uma ideia do que isso significa.

Um barril tem cerca de 160 litros de óleo.

160 litros por barril, multiplicado pelos 2 milhões de barris que já vazaram, temos um vazamento de, aproximadamente, 3,2.108 L (320.000.000 litros – 320 milhões)de petróleo perdidos, poluindo.

A densidade do petróleo cru, na breve pesquisa que fiz, parece poder variar de 700kg/m3 a 1000kg/m3, este último sendo o mesmo valor da densidade da água.

Pois bem, tomemos um valor arbitrário de 800 kg/m3, multipliquemos pelos 320 milhões de litros (litros são decímetros cúbicos, ou seja, dm3) e teremos um valor de 2.560.000 de kg de petróleo boiando (porque é menos denso que a água) pelo oceano.

Eu me pergunto, então, com tantos números absurdos: o que acontece agora? O que fazer?

É, perdoem-me o vocabulário, mas a merda tá feita, e agora, quem que vai limpar? Ou melhor, como vai limpar?