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A tragédia no Rio de Janeiro e a culpa de deus

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É tão desesperador ver o que está acontecendo no Rio de Janeiro, ver os prantos das pessoas que perderam além de suas casas e pertences seus familiares e amigos.  Essa é, de fato, uma das piores coisas que uma pessoa pode enfrentar, é a completa desolação.

No entanto, como se não se compadecessem diante dessas tragédias, vemos aqueles pastores, infames, martelando em nossos ouvidos suas pregações mais ridículas: o castigo de deus.

Não é hora para sermões desse tipo, é hora de ajuda, de filantropia, de caridade.

Já não basta o que as pessoas passam nessas horas, vem um pastor Zezinho da Graça De Vina gritar que deus está punindo os homens por suas atitudes. Nossa, que bela e sábia é, também, essa atitude de apontar o dedo e acusar: você faz tudo errado.

Pois eu vou lhes contar uns segredinhos, pregadores de plantão: tremores de terra vêm do interior do planeta, um ambiente hostil, terrivelmente quente e instável, lá existem forças enormes que movem as chamadas placas tectônicas; chuvas são causadas por nuvens carregadas de água que será precipitada, seja por encontro com outra massa de ar ou com um terreno elevado; morros e encostas são feitos de rocha e terra, que não são imunes às leis da física e da química, são afetados pelo clima, sol, chuva, vento, e, naturalmente, podem desmoronar. É simples assim, ninguém decide quando e como.

É cansativo ver essa necessidade dos crentes e tementes a esse deus, que me parece muito perverso, de colocarem a culpa nos homens. Aliás, falando em perversidade, quantos desses que criticam tanto se empenharam a fazer qualquer coisa em ajuda de outro?

É fácil demais berrar num Show da Fé para pessoas desamparadas e incautas. Contudo, doar alimentos, pousos, roupas, atenção, carinho, respeito ou até mesmo uma simples palavra de consolo é muito mais dispendioso e cansativo.

Quem acredita nesse deus cristão deveria agir com mais sabedoria e irmandade (vide exemplo de espíritas).

Antigamente eu diria que Nietzsche acertou ao dizer que o único cristão verdadeiro foi Cristo, todos os outros que se dizem cristãos não merecem esse título. Hoje, no entanto, acredito um pouco mais na bondade de algumas almas, e queria muito poder exaltá-las como exemplos de dignidade e humanidade.

Penso que essa palavra deveria ser repensada: humanidade.

Arroz Transgênico x Greenpeace

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Em tempos que se fala de aquecimento global, da poluição dos rios e dos lençóis freáticos, de terremotos, de ciclones e tornados e toda sorte de fenômenos da natureza, diversos, muitas vezes, do que de deveria esperar ou prever, é preciso ser cauteloso e sensato ao fazer afirmações ou tomar atitudes pouco sensatas.

Admira-me que, em conjunto com os distúrbios supracitados, o ser humano, como um animal coagido, reaja cada vez mais histericamente. A ironia é uma chave da racionalidade, mas há uma linha muito tênue separando ela do ridículo.

Hoje (quinta-feira, 15 de outubro de 2009), alguns ativistas do Greenpeace invadiram a reunião da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), e o fizeram por se tratar de uma reunião que tinha por objetivo expôr os processos para a liberação do arroz transgênico no Brasil.

Ora, perdoem-me os que se sentirem ofendidos, mas a transgenia só apresenta ameaça a quem não se satisfaz economicamente com isso. Ademais, a manipulação genética não deve ser encarada como algo absurdo, não mais, foi-se o tempo dos mistérios dessa tecnologia. Não sou exatamente um defensor da Sra. Dilma, muito do Lula e seus sequazes, contudo, deve-se admitir que as abordagens do Greenpeace têm sido cada vez mais infelizes.

Fala-se muito em desenvolvimento sustentável, e, tendo em vista que os transgênicos têm rendimento muito superior aos grãos “naturais”, ocupando áreas muito menores para uma produção até mesmo maior, e sendo manipulados para resistirem a muitas pragas sem que seja necessária a aplicação de veneno, torna-se simplesmente incongruente a barreira que os ativistas da “paz verde” querem impôr.

É preciso pensar com mais calma, é preciso ter uma visão mais ampla. Quando se diz um não, quando se protesta contra algo, é necessário apresentar a contra-proposta, é quase um método científico, e esse protesto, por melhor (ou pior) que tenha sido, até onde pude ver, não trouxe nenhuma outra solução para a rizicultura.

Segue abaixo uma foto de dois tipos de arroz, e eu pergunto: você sabe qual é o transgênico? A imagem foi retirada do site http://dlgazzoni.sites.uol.com.br/pagina21.htm , e eu sugiro que leia sobre esse arroz e, se ainda é contra a transgenia, repense o caso.

golden-rice

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