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Parte Terceira
3Mais por impulso do que qualquer outra coisa eu disse em voz alta, vou pra Córdova. Nisso não havia nada de instrospectivo, nada de premeditado e nenhuma intenção, ao menos consciente, era puro e simples impulso despretensioso.
A Bê me olhou com olhos que não eu não soube entender, então perguntou se eu estava falando sério. Falando sério? Eu não sabia se me levava a sério também, resolvi prosseguir na idéia sem dar muito crédito ao que dizia, respondi que sim. Dessa vez vi que ela ficou séria.
Depois de persistir, meio jocoso, na idéia descabida, comecei a acreditar na própria invenção, e enquanto a Bê saiu do meu lado para fumar um cigarro na janela, eu acessei o site do Aeroporto Salgado Filho. Descobri que não haviam vôos para Córdova, teria, portanto, que pegar um avião de Porto Alegre para Buenos Aires, e de lá ir para Córdova.
Antes da Parte Primeira
3Acordei sem despertador, algum barulho nos vizinhos me despertou. Já eram onze horas da manhã, o dia estava nublado, morno, com eletricidade no ar, obviamente teria temporal mais tarde. Sentei na cama com as mãos apoiando o corpo nos lados. Olhava para o chão, ou para meus pés, ou para o nada. Sentia-me suspenso, não necessariamente vazio, mas minha nota não soava, era latente.
Depois de checar meus e-mails, tomei um banho e me arrumei. Nem orkut, nem twitter, nem nada me atraía hoje. Resolvi almoçar fora, sentia fome, mas tinha preguiça de comer, também não queria lugares movimentados, sinto uma ressaca social, uma fobia crescente que me afasta mais e mais.
Almocei um sanduíche de atum no Sanduba, no centro da cidade. Depois, dei uma volta no centro aproveitando o ar morno que soprava. Comprei um café e continuei caminhando, agora acompanhado de um cigarro. Eu ainda era a mesma casca que acordou, eu ainda estava latente.
re-pousa em ti
1Sim, eu te vi, e tu estavas linda
E era de ti que eu esperava minha felicidade
E é em ti que eu pouso minhas ilusões
Pois me é tão doce tua imagem, e tão alva tua presença
Ai de mim se sentisse de novo tua respiração
Se esse sopro pousasse em minha pele, eu seria reticências
Sim, eu te vi, e poderia ficar te olhando se suportasse pousar meus olhos nos teus
Porque se assim acontecesse, eu estaria trancado, eu ficaria preso
Em teu cárcere eu moraria de boa vontade
Porém, na minha alma eu sinto medo da gaiola
Assim, fingi não ter visto
Yngwie Malmsteen – I`d Die Without you
3Acordei me sentindo inconscientemente nostálgico?
- Titião, como assim “inconscientemente” nostálgico?
Não sei explicar, não sei mesmo, talvez tenha sonhado com alguma coisa que me fez acordar assim. Ah, como um sonho pode afetar nossa alma, abalar nosso espírito, mexer com coisas que estão esquecidas dentro de nossos corações.
Essa sensação de pretérito não me durou muito, pois logo comecei a me ocupar de outras coisas. No entanto, depois, baixei um CD do Yngwie Malmsteen para ouvir a música I`d die without you. Aí sim pude estar nostálgico de verdade.
Esses dias atuais…
4E segue a disputa pelo maior número de mortes pela gripe do porquinho nos estados brasileiros. Os paulistas tão liderando, muito a frente dos cariocas. Que bonito isso, uma disputa saudável e sem brigas entre os estados, muuuuuito melhor que futebol. Né?
Não sei, foram suspensas minha aulas, consequentemente, meu estágio, portanto, sem nada para fazer, sinto uma quase obrigação de vir aqui escrever bobagens. Né?
Então pessoas, leiam o meu blogue, cada vez mais e mais e mais e mais…