Deixe-se perder, consciência vaga,
Inexata na tua insanidade,
Desencontrada em tanta idade;
Surge-me, pois, mais uma chaga.

À noite, pensei estar curado
Dessa cósmica maldição,
Que se me traz desolação:
Meu espírito, meu nobre fardo.

Dói-me a alma inconstante:
Aquieta tua imensidão,
Permite-me ser são.

- São sombras incessantes
Saboreando-se sobre mim,
Assim, só, simiesco arlequim.

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