Poesia

Da solidão da alma

3

É de olhar demais que a alma se cansa.

É preciso, então, fechar os olhos ao amanhecer

para não ver a luz do dia, não ver o sol nascer,

e olhar pra dentro sem olhar, de verdade, a alma mansa.

Os sentidos enjoam a alma, às vezes,

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Expansão

6

Lentamente, cada sensação vai se encaixando

cada estrela vai tomando seu lugar no céu

Vagarosamente, como quem não tem propósito,

O céu noturno se expande, eu expando

As ondas de energia atravessam espaços infinitos

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Pulsasul

2

Deixar passar um segundo sem que te veja

É pecar, é desviar da minh`alma a verdade

E vaguear perdido, sem rumo, numa cidade

Que não aquela que meu coração deseja.

Precisar dos teus olhos nos meus pousados

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a natureza não amanheceu

1

O dia brilha como se fosse lindo

Mas é de um brilho falso que ele rutila

É para disfarçar o vazio que se lhe bateu a porta

A natureza, hoje, amanheceu de ressaca

Hoje, os pássaros cantam porque é da sua natureza cantar

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Tercetos mascarados

3

Se eu te disser dos papéis interpretados

E te contar das máscaras que usei

Chamarias a mim de hipócrita, camuflado

No entanto, da melhor forma que eu sei

Fui dos homens sempre o mais sincero

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