Poesia
tenho o costume de andar pelas estrelas
3Tenho o costume de andar pelas estrelas
E de correr pelo espaço como um deus
E só quando tropeço e caio que entendo
- sempre serei mais humano do que gostaria
Tenho a mania de brincar com espíritos
Quebrando
0Não pensem que eu esqueci dos poemas…
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Quero sentir os ossos quebrando,
A sensação imperial de fragilidade,
Ser invadido pela necessidade
De desmaiar em desencanto.
Pacóvio
0É um pouco disperso e muito longe de medidas,
Imensurável em superlativos pacóvios,
Num reino em que o ocaso é constante
E o raiar dum novo dia é porvir fantasioso.
Como se o Jack fosse aliviar a tensão
Poema de fermata
3Enterra de mim o que ainda há de vivo,
Enquanto enterro a mim em teu coração
E me lambuzo dessa oca comoção,
Qual pranto me seria tão incisivo.
Afogo-me em teu distante passado
Poema pra resistir
0Como um purgatório a sustentação,
Uma espera infinita e ansiosa,
Uma provação elísea e belicosa;
- Quanto da minh`alma em suspensão.
Quanto suporta num instante sorumbático,