Eu
Mas e se…
31/08/10

Quando começamos a correr muito, a ir depressa demais, as coisas começam a se perder pelo caminho. Os valores vão caindo da carroça, a moralidade e a ética ficam em alguma estalagem beirando a estrada, as pessoas importantes vão dando um adeus tímido através da poeira do caminho e nós nos vemos apenas como sombras, e vamos, meio sem querer, vivendo o que acontece.
É comum inúmeras posses e pessoas terem seus ciclos fechados em nossa vida, é natural que muito disso se torne apenas lembrança. No entanto, a pressa do dia-a-dia, a ânsia por mais e a vontade de ganância abafam muitas cores que ainda deveriam brilhar inocentemente em nossas vidas. Mas nos mexemos tão rápido que essas cores se tornam borrões no espaço deixado pra trás.
Insetos
28/08/10

Achei interessante alguns comentários que fizeram acerca do poema Estrado, postado há uns dias atrás aqui, mais especificamente sobre o verso:
Segue enquanto espera um raio, uma garrafa,
Tempo e mudança
23/08/10

A incrível arte da mudança. Isso tinha me passado milhares e milhares de vezes pela cabeça, mas jamais fui apto a assumir uma mudança pequena.
É estranho pra mim dizer que tenho medo de mudanças, é estranho dizer que não mudei minha rotina, meus ambientes, minha músicas, et Cetera, nos últimos anos. É estranho porque eu mudei demais.
Caminho certo (ao túmulo)
28/07/10
Morte.
Assunto complicado esse: morte.
As pessoas vão caminhando, a vida inteira, para o destino certo que é a morte. Caminham e caminham, o tempo todo, com cada respiração, carregando todos desejos e vontades, no entanto, caminham de costas.
Ninguém quer enxergar o fim da linha.
Ninguém quer entender que vai morrer.

