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	<title>Descompassado &#187; Ciência</title>
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		<title>O que somos no universo</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Sep 2010 00:02:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian  Silveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
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<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www3.uma.pt/Investigacao/Astro/Grupo/Sextas_astronomicas/Sexta7/fig1.jpg" alt="" width="540" height="432" /></p>
<p>N&atilde;o recordo qual f&iacute;sico disse uma frase que, antes de eu a conhecer, eu j&aacute; pensava nela: estudar o universo nos ensina humildade. T&aacute;, n&atilde;o era bem assim a frase, mas o sentido &eacute; esse.</p>
<p>H&aacute; uns dias atr&aacute;s li uma mat&eacute;ria sobre o que seria o universo pr&eacute;-big bang ( <a href="http://super.abril.com.br/universo/havia-antes-big-bang-598331.shtml">http://super.abril.com.br/universo/havia-antes-big-bang-598331.shtml</a> ). S&atilde;o quase abstra&ccedil;&otilde;es paradoxais bastante dif&iacute;ceis de serem compreendidas pela mente. Na verdade, acredito que entender o universo e sua hist&oacute;ria pr&eacute;-existencial &eacute; justamente conformar-se em n&atilde;o entender. Isso vai al&eacute;m da nossa capacidade.</p>
<p>Uma teoria interessante que estava nessa mat&eacute;ria &eacute; a de que o Universo poderia seguir uma linha mais ou menos como a de Darwin para a vida no planeta. Algo como reprodu&ccedil;&atilde;o de universos, como se os buracos negros, que n&atilde;o nos permitem ter ideia do que h&aacute; dentro deles, fossem outros universos criados &agrave; partir deste, e dentro deles poderiam haver outras crias.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="640" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/yYnnUwvRIAI?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="640" height="385" src="http://www.youtube.com/v/yYnnUwvRIAI?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Ent&atilde;o, se somos um gr&atilde;ozinho numa escala planet&aacute;ria, quer dizer, em rela&ccedil;&atilde;o ao planeta Terra, que &eacute; muito menor do que o sol que, por sua vez, &eacute; muito, mas muito mesmo, menor que a estrela VY Canis Majoris, quer dizer que somos o que?</p>
<p>Bom, n&atilde;o sei bem o que posso dizer que somos, tenho a mania de dizer que somos nada e muitos iriam me xingar por isso. Mas se n&atilde;o somos uma poeirinha, se representamos algo dentro desse universo, representamos pouqu&iacute;ssimo.</p>
<p>Se &eacute; assim, o que nossos problemas representam para o mundo? O que deus tem a ver com o prazo que voc&ecirc; perdeu? Com os quilos que voc&ecirc; ganhou? Com o caf&eacute; que voc&ecirc; derramou no livro? O que diabos (whatahell!!!) isso significa? Nada. Ou melhor, NADA!</p>
<p>Quando algu&eacute;m me diz que deus castiga, que pagamos por nosso pecados, eu tenho um pensamento: se ele &eacute; t&atilde;o grande e pai, porque seria t&atilde;o ruim conosco a ponto de nos colocar nos c&iacute;rculos infernais que o poeta Dante Alighieri deu uma leve explicadinha (hey, ironia, ok?)? Por acaso um pai condena um filho &agrave; vida inteira de penit&ecirc;ncia porque ele quebrou o vaso de porcelana chinesa jogando bola dentro de casa?</p>
<p>Se esse pensamento n&atilde;o &eacute; o suficiente para entender o que s&atilde;o essas amenidades humanos diante de um ser que, acredita-se, ser superior e criador do universo, obede&ccedil;amos a escala do v&iacute;deo. Logo, deixamos de ser um filho de um pai muito superior e passamos a ser uma poeirinha que passa quase perto do nariz dele, talvez nem isso.</p>
<p>E agora, o que representamos no universo? O que nossa ressaca tem a ver com isso? O que aquele p&atilde;o com nutella que caiu virado para baixo significa para o universo? Nada, a n&atilde;o ser para n&oacute;s em nossa insignific&acirc;ncia pretensiosa e mimada.</p>
<p>Quando mudamos de escala de pensamento, vamos aprendendo a ter humildade diante do universo. Isso &eacute; um processo lento e doloroso, mas gratificante.</p>

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		<title>Espa&#231;o-tempo e a entropia na mente</title>
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		<pubDate>Tue, 04 May 2010 01:23:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian  Silveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bobagens]]></category>
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<p><img class="aligncenter" src="http://eternosaprendizes.com/wp-content/uploads/2009/01/spacetime_gravity_probe_B.jpg" alt="" width="636" height="354" /></p>
<p>Tradicionalmente, somos levados a acreditar que toda superf&iacute;cie que olhamos &eacute; plana: uma t&aacute;bua de madeira, uma parede de concreto bem feita, uma bola de sinuca, enfim, todos esses objetos que se nos apresentam em grande escala diariamente e nos d&atilde;o a impress&atilde;o de serem perfeitamente lisos.</p>
<p>Contudo, hoje j&aacute; &eacute; mais propriedade do senso comum entender que em uma escala menor esses elementos possuem ranhuras, texturas que n&atilde;o s&atilde;o t&atilde;o lisas assim. O que n&atilde;o &eacute; t&atilde;o conhecido assim &eacute; que esses mesmos objetos podem apresentar lacunas em suas estruturas, lugares e caminhos em que n&atilde;o haja mat&eacute;ria.</p>
<p>Se partirmos para uma escala mais ampla, teremos que analisar o tempo e o espa&ccedil;o. Comecemos pelo &uacute;ltimo.</p>
<p>O espa&ccedil;o c&oacute;smico nos parece um infinito de&#8230;ahm, bem&#8230; um infinito de espa&ccedil;o, com estrelas, planetas, gases e outras coisas por vez ou outra. O que acontece &eacute; que um sem n&uacute;mero de correntes eletromagn&eacute;ticas, de energias que o olhos pode n&atilde;o enxergar, est&aacute; naquela imensid&atilde;o, espalhado de forma n&atilde;o linear, ou seja, porcamente falando, essas energias est&atilde;o desorganizadas no infinito c&oacute;smico, isso significa que o espa&ccedil;o &eacute; como uma parede de concreto cheia de ranhuras e lapsos em sua estrutura.</p>
<p>Por&eacute;m, &eacute; no tempo que existe a parte interessante. O tempo, segundo a Teoria Geral da Relatividade, pode ser comprimido ou expandido conforme o campo gravitacional, ou for&ccedil;a eletromagn&eacute;tica, ao qual &eacute; submetido. Por exemplo, o tempo aqui na superf&iacute;cie da Terra corre mais lentamente (claro que muito pouco) que o tempo medido pelos sat&eacute;lites de GPS que gravitam o planeta, isso ocorre porque as for&ccedil;as gravitacionais a que est&atilde;o submetidos s&atilde;o diferentes.</p>
<p>&Eacute; dif&iacute;cil conceber a ideia de viajar ao passado, Stephen Hawking fala muito nisso, devido aos paradoxos possivelmente criados, como aquela hist&oacute;ria do filme De Volta para O Futuro, que os personagens n&atilde;o podiam deixar seus “eus” do passado encontrarem esses “eus” que voltavam no tempo. No entanto, viagens ao futuro, at&eacute; seriam poss&iacute;veis, se&#8230; se muitas coisas ainda acontecessem.</p>
<p>H&aacute; a teoria do Buraco de Minhoca (Wormhole), em que portais de energia (mas muita energia mesmo) seriam criados, curvando a dimens&atilde;o espa&ccedil;o-tempo e transportando objetos, pessoas ou naves para lugares extremamente distantes no infinito desse espa&ccedil;o num piscar de olhos.</p>
<p>Agora, se isso tudo &eacute; assim, t&atilde;o impreciso, n&atilde;o seria, do mesmo jeito, nossa mente? Voc&ecirc; realmente acredita que sua mente &eacute; uma superf&iacute;cie plana, de pensamentos organizados e tang&iacute;veis? Acredita que n&atilde;o existe nenhuma fissura nesse emaranhado de ideias? Ali&aacute;s, acredita que n&atilde;o existem lapsos, lugares t&atilde;o vazios na mente que poderiam abrigar pensamentos intrusos ao que qualquer um chamaria de “Eu”?</p>
<p>Pensar &eacute; um processo complicado, exige energia, eletricidade, sinapses, movimento, e se isso tudo acontece, h&aacute; um certo dist&uacute;rbio na “gravidade” interna, entre os &aacute;tomos envolvidos nisso, o que geraria curvas no espa&ccedil;o-tempo da nossa cabe&ccedil;a. Veja bem, isso s&atilde;o apenas elucubra&ccedil;&otilde;es que me esfor&ccedil;o pra transmitir, e sei que de maneira falha, mas se isso tudo ocorre dessa maneira, o ser humano nasce j&aacute; propenso ao erro.</p>
<p>Isso ocorre porque com tantos dist&uacute;rbios no espa&ccedil;o-tempo da mente de uma pessoa, o processo de entropia mental (uma esp&eacute;cie de desordem) tenderia ao infinito muito rapidamente (uma vida &eacute; r&aacute;pida).</p>
<p>Sendo assim, meu querido e paciencioso leitor que me leu at&eacute; o final deste post nojentinho, relaxa, o erro &eacute; culpa da f&iacute;sica. E a f&iacute;sica&#8230; bem, a f&iacute;sica &eacute; culpa de deus, n&atilde;o &eacute;?</p>

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		<item>
		<title>Crescimento humano X Crescimento bacteriano</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Apr 2010 00:48:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian  Silveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[bactérias]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[crescimento populacional]]></category>
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		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Se voc&#234; ainda n&#227;o compreendeu bem o que acontece com o mundo, fique atento. O quadro abaixo foi retirado do http://www.un.org/esa/population/publications/sixbillion/sixbilpart1.pdf TABLE 1. WORLD POPULATION, YEAR 0 TO NEAR STABILIZATION Year Population (in billions) 0 0.30 1000 0.31 1250 0.40 1500 0.50 1750 0.79 1800 0.98 1850 1.26 1900 1.65 1910 1.75 1920 1.86 1930 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_blue" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fdescompassado.com%252Fcrescimento-humano-x-crescimento-bacteriano%252F%22%2C%20%22shorturl%22%3A%20%22http%3A%2F%2Fbit.ly%2FaEer9s%22%2C%20%22style%22%3A%20%22big%22%2C%20%22title%22%3A%20%22Crescimento%20humano%20X%20Crescimento%20bacteriano%20%23%22%20%7D);"></div>
<p>Se voc&ecirc; ainda n&atilde;o compreendeu bem o que acontece com o mundo, fique atento.</p>
<p>O quadro abaixo foi retirado do <a href="http://www.un.org/esa/population/publications/sixbillion/sixbilpart1.pdf">http://www.un.org/esa/population/publications/sixbillion/sixbilpart1.pdf</a></p>
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td width="314" valign="top">TABLE 1. WORLD POPULATION, YEAR 0 TO NEAR STABILIZATION</td>
<td width="267" valign="top"></td>
</tr>
<tr>
<td width="314" valign="top"><em>Year</em></td>
<td width="267" valign="top"><em>Population</em></td>
</tr>
<tr>
<td width="314" valign="top"><em> </em></td>
<td width="267" valign="top"><em>(in billions)</em></td>
</tr>
<tr>
<td width="314" valign="top">0</td>
<td width="267" valign="top">0.30</td>
</tr>
<tr>
<td width="314" valign="top">1000</td>
<td width="267" valign="top">0.31</td>
</tr>
<tr>
<td width="314" valign="top">1250</td>
<td width="267" valign="top">0.40</td>
</tr>
<tr>
<td width="314" valign="top">1500</td>
<td width="267" valign="top">0.50</td>
</tr>
<tr>
<td width="314" valign="top">1750</td>
<td width="267" valign="top">0.79</td>
</tr>
<tr>
<td width="314" valign="top">1800</td>
<td width="267" valign="top">0.98</td>
</tr>
<tr>
<td width="314" valign="top">1850</td>
<td width="267" valign="top">1.26</td>
</tr>
<tr>
<td width="314" valign="top">1900</td>
<td width="267" valign="top">1.65</td>
</tr>
<tr>
<td width="314" valign="top">1910</td>
<td width="267" valign="top">1.75</td>
</tr>
<tr>
<td width="314" valign="top">1920</td>
<td width="267" valign="top">1.86</td>
</tr>
<tr>
<td width="314" valign="top">1930</td>
<td width="267" valign="top">2.07</td>
</tr>
<tr>
<td width="314" valign="top">1940</td>
<td width="267" valign="top">2.30</td>
</tr>
<tr>
<td width="314" valign="top">1950</td>
<td width="267" valign="top">2.52</td>
</tr>
<tr>
<td width="314" valign="top">1960</td>
<td width="267" valign="top">3.02</td>
</tr>
<tr>
<td width="314" valign="top">1970</td>
<td width="267" valign="top">3.70</td>
</tr>
<tr>
<td width="314" valign="top">1980</td>
<td width="267" valign="top">4.44</td>
</tr>
<tr>
<td width="314" valign="top">1990</td>
<td width="267" valign="top">5.27</td>
</tr>
<tr>
<td width="314" valign="top"><strong>1999</strong></td>
<td width="267" valign="top"><strong>5.98</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="314" valign="top">2000</td>
<td width="267" valign="top">6.06</td>
</tr>
<tr>
<td width="314" valign="top">2010</td>
<td width="267" valign="top">6.79</td>
</tr>
<tr>
<td width="314" valign="top">2020</td>
<td width="267" valign="top">7.50</td>
</tr>
<tr>
<td width="314" valign="top">2030</td>
<td width="267" valign="top">8.11</td>
</tr>
<tr>
<td width="314" valign="top">2040</td>
<td width="267" valign="top">8.58</td>
</tr>
<tr>
<td width="314" valign="top">2050</td>
<td width="267" valign="top">8.91</td>
</tr>
<tr>
<td width="314" valign="top">2100</td>
<td width="267" valign="top">9.46</td>
</tr>
<tr>
<td width="314" valign="top">2150</td>
<td width="267" valign="top">9.75</td>
</tr>
<tr>
<td width="314" valign="top">Near stabilization (after 2200)</td>
<td width="267" valign="top">Just above 10   billion</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><em>Source</em>: United Nations Population Division.</p>
<p>Se voc&ecirc; n&atilde;o teve paci&ecirc;ncia para prestar aten&ccedil;&atilde;o, eu resumo: quando come&ccedil;amos a contar os anos (“depois de Cristo”), &eacute;ramos em 0,3 bilh&otilde;es de pessoas sobre a terra, hoje somos 6,79 bilh&otilde;es, o que nos d&aacute; um crescimento de mais de 2000%, n&atilde;o?</p>
<p>O interessante disso tudo &eacute; analisar como somos uns monstrinhos, ou, tendo uma vis&atilde;o mais fofa, uns animaizinhos inconscientes, prontos pra lutar cegamente e explorar tudo que temos ao alcance: cheirar e copular com as f&ecirc;meas, parir, comer, conquistar, matar, copular, morrer e deixar a prole continuar o mesmo esquema.</p>
<p>T&atilde;o legal &eacute; ver que o mesmo comportamento, claro que estou fazendo analogias e n&atilde;o sendo literal, t&ecirc;m as bact&eacute;rias. O crescimento microbiano segue a mesma curva padr&atilde;o (exponencial) que n&oacute;s seguimos, e sabe como &eacute;? N&atilde;o? Vou explicar bem rapidinho:</p>
<p>Primeiro, temos a chamada Fase Lag, quando h&aacute; bastantes nutrientes, poucos microrganismos, e um crescimento relativamente baixo. Depois, temos a fase exponencial, quando h&aacute; alimento, muitas bact&eacute;ria, e a reprodu&ccedil;&atilde;o come&ccedil;a a ficar grande e r&aacute;pida. Em pouco tempo, pouco mesmo, entra-se na Fase Estacion&aacute;ria, quando as bact&eacute;rias se estabilizam, pois o alimento j&aacute; fica escasso, o espa&ccedil;o tamb&eacute;m, e depois de certo tempo, com a falta de tudo que &eacute; necess&aacute;rio &agrave; sobreviv&ecirc;ncia, as coitadinhas v&atilde;o morrendo, tamb&eacute;m rapidamente, na chamada Fase de Decl&iacute;nio.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.profcupido.hpg.ig.com.br/bioqbacterias-3.gif" alt="" width="567" height="378" /><a href="http://www.profcupido.hpg.ig.com.br/bioqbacterias-3.gif">http://www.profcupido.hpg.ig.com.br/bioqbacterias-3.gif</a></p>
<p>Pois bem, o que acontece &eacute; que crescemos assustadoramente nos &uacute;ltimos 2000 anos, muito mais, mas muito mesmo, do que crescemos nos 2000 mil anos anteriores ao D.C. no calend&aacute;rio crist&atilde;o.</p>
<p>A curva do crescimento populacional mundial segue a mesm&iacute;ssima forma, e ainda estamos na fase exponencial. N&atilde;o sei de como ser&aacute; (se existir) a fase estacion&aacute;ria, ou, pior, a fase de decl&iacute;nio, e nem quero descobrir.</p>
<p>Vamos crescendo, nos reproduzindo, poluindo tudo, nossas casas, nossas ruas, nosso mundo, nossas mentes, nossos ouvidos, et Cetera.</p>
<p>At&eacute; quando pode durar isso?</p>
<p>Existem quase tantas ironias nisso tudo quanto pessoas vivendo na superf&iacute;cie terrestre. Uma dessas ironias &eacute; que temos a mania de nos pensarmos especiais, aben&ccedil;oados por deus, livres de todo mal e detentores de toda sua gra&ccedil;a e sabedoria. Ledo engano, pequeno gafanhoto, voc&ecirc; n&atilde;o &eacute; especial, eu n&atilde;o sou especial e arrisco a dizer que ningu&eacute;m &eacute; especial. For&ccedil;ando, diria que Gandhi foi especial, Jesus, Crowley, Sidharta, Hesse, Nietzsche, sei l&aacute; mais quem, podem ter sido especiais, ou n&atilde;o, pois que o mundo ainda &eacute; o mesmo, se n&atilde;o at&eacute; pior.</p>
<p>Descubra-se fora dessa cultura bacteriana, depois diga que &eacute; especial e que tem sabedoria.</p>
<p>Enquanto isso n&atilde;o acontece, d&ecirc; uma olhadinha nos gr&aacute;ficos das curvas e fique meditando sobre o assunto.</p>
<p><a href="http://descompassado.com/wp-content/uploads/2010/04/curvadecrescimentopopulacional.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-675" title="curvadecrescimentopopulacional" src="http://descompassado.com/wp-content/uploads/2010/04/curvadecrescimentopopulacional.jpg" alt="" width="631" height="287" /></a><a href="http://www.globalchange.umich.edu/globalchange2/current/lectures/human_pop/human_pop.html">http://www.globalchange.umich.edu/globalchange2/current/lectures/human_pop/human_pop.html</a></p>

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		<title>A Mat&#233;ria Escura e a Mente</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Mar 2010 00:54:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian  Silveira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pronto pra mais uma viagem, peque gafanhoto? Ent&#227;o vamos l&#225;. Mat&#233;ria escura &#233; uma esp&#233;cie de mat&#233;ria que n&#227;o emite luz, portanto, n&#227;o pode ser observada pelos nossos olhos. N&#227;o sabemos a forma, mas podemos mensurar, mais ou menos, o tamanho de um “aglomerado” (?) de mat&#233;ria escura atrav&#233;s de c&#225;lculos super divertidos em que [...]]]></description>
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<p><img class="aligncenter" src="http://semanadaastronomia.com/blog/wp-content/uploads/2009/04/vialactea1.jpg" alt="" width="460" height="400" /></p>
<p>Pronto pra mais uma viagem, peque gafanhoto? Ent&atilde;o vamos l&aacute;.</p>
<p><a title="Mat&eacute;ria Escura - Wikipedia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mat%C3%A9ria_escura" target="_blank">Mat&eacute;ria escura</a> &eacute; uma esp&eacute;cie de mat&eacute;ria que n&atilde;o emite luz, portanto, n&atilde;o pode ser observada pelos nossos olhos. N&atilde;o sabemos a forma, mas podemos mensurar, mais ou menos, o tamanho de um “aglomerado” (?) de mat&eacute;ria escura atrav&eacute;s de c&aacute;lculos super divertidos em que dados s&atilde;o retirados de observa&ccedil;&otilde;es da intera&ccedil;&atilde;o dessa mat&eacute;ria escura com a mat&eacute;ria “normal” ao seu redor, uma vez que influ&ecirc;ncias s&atilde;o exercidas por aquela sobre esta, em seu campo gravitacional e energ&eacute;tico.</p>
<p>Mas o que &eacute; a mat&eacute;ria escura? N&atilde;o se sabe ao certo, uma vez que n&atilde;o pode ser observada, n&atilde;o se pode determinar com precis&atilde;o do que &eacute; formada, apenas teorias v&atilde;o sendo formuladas e as mais plaus&iacute;veis v&atilde;o sendo levadas adiante.</p>
<p>T&aacute;, mas o que que tem a ver essa tal da mat&eacute;ria escura, Christian?</p>
<p>Bom, astr&ocirc;nomos dizem que a mat&eacute;ria escura forma cerca de 83% (sim, oitenta e tr&ecirc;s) do universo, isso, por si s&oacute;, j&aacute; &eacute; interessant&iacute;ssimo, imagine, algo que n&atilde;o sabemos o que &eacute; formar quase a totalidade do universo.</p>
<p>Contudo, n&atilde;o &eacute; nos mist&eacute;rios do universo que quero mergulhar; quero, na verdade, trazer isso para dentro, para o ser humano, para os mist&eacute;rios da mente.</p>
<p>Muitas e muitas vezes nos pegamos dizendo e fazendo coisas estranhas a n&oacute;s mesmos, pensando sem controle nenhum, e isso s&oacute; aumenta &agrave; medida que o tempo passa e as devidas atitudes n&atilde;o s&atilde;o tomadas. Perder a aten&ccedil;&atilde;o sobre o que se passa nas nossas mentes tem sido o mal da humanidade, quanto mais velhos mais desatentos aos processos internos vamos ficando, sejam eles mentais, sejam emocionais ou sejam sentimentais (a desaten&ccedil;&atilde;o ao &acirc;mago &eacute; diretamente proporcional ao tempo de vida, n&atilde;o resisti &agrave; proposi&ccedil;&atilde;o).</p>
<p>Nossa vida interna &eacute; formada por coisas incr&iacute;veis e desconhecidas, uma superf&iacute;cie muito sutil nos &eacute; poss&iacute;vel conhecer naturalmente, e eu diria que &eacute; algo semelhante aos 17% de mat&eacute;ria vis&iacute;vel (ou n&atilde;o-escura) do universo.</p>
<p>Pense na sua mente como um universo particular, cheio de planetas, estrelas, nebulosas, meteoros, etc. Cada coisa dessas representa um pensamento, uma emo&ccedil;&atilde;o, e voc&ecirc; pode fazer a atribui&ccedil;&atilde;o que quiser a cada um deles, o fato &eacute; que muito ainda est&aacute; l&aacute; sem ser conhecido, regi&otilde;es ermas, distantes, que apenas um mergulho destemido e sem medo de perder o caminho de volta pode acabar iluminando.</p>
<p>Essas &aacute;reas t&atilde;o rec&ocirc;nditas s&atilde;o o inconsciente, ou o Self, algo muito interno, profundo e de dif&iacute;cil alcance at&eacute; pro mais h&aacute;bil psicanalista ou pro mais destemido e esfor&ccedil;ado espiritualista, meditando com afinco.</p>
<p>E eu ainda espero uma concilia&ccedil;&atilde;o das v&aacute;rias ci&ecirc;ncias (f&iacute;sica, qu&iacute;mica, psicologia, etc.) com o mundo do esp&iacute;rito do homem, da alma, ou a mente, ou como resolver cham&aacute;-lo.</p>

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		<title>Fractais e o mundo</title>
		<link>http://descompassado.com/fractais-e-o-mundo/</link>
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		<pubDate>Fri, 12 Mar 2010 02:19:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian  Silveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bobagens]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
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<p><img class="aligncenter" src="http://trajetoria.files.wordpress.com/2009/02/fractais.jpg" alt="" width="518" height="389" /></p>
<p>Talvez muitos de voc&ecirc;s ainda n&atilde;o tenham ouvido falar nos <a title="Fractais - Wikipedia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fractal" target="_blank">Fractais</a>, ou ent&atilde;o j&aacute; ouviram e n&atilde;o procuraram entender melhor o que &eacute; essa coisinha linda descoberta na matem&aacute;tica moderna. N&atilde;o &eacute; de se admirar que n&atilde;o tiveram interesse em saber mais sobre isso, afinal, matem&aacute;tica, gr&aacute;ficos e termos como “tender ao infinito”, de fato, n&atilde;o s&atilde;o muito atraentes aos olhos de todos.</p>
<p>Pois vamos adiante, de uma forma bem simples.</p>
<p>Fractal quer dizer “fra&ccedil;&atilde;o”, e esse termo foi cunhado pelo matem&aacute;tico franc&ecirc;s <strong>Benoit Mandelbrot</strong> (e tem fractais apelidados com o nome dele, obviamente). Mas por que fra&ccedil;&atilde;o?</p>
<p>Voc&ecirc;s devem lembrar-se do col&eacute;gio, quando a ‘tia’ pedia pra fazer o gr&aacute;fico de uma fun&ccedil;&atilde;o de primeiro grau, que dava uma reta, ou do segundo grau, que dava uma par&aacute;bola, depois, quem vai pra &aacute;rea das exatas na faculdade, acaba vendo toda sorte de gr&aacute;ficos bizarros. Pois bem, fractal nada mais &eacute; (sendo bem simpl&oacute;rio) do que uma fun&ccedil;&atilde;o que tem o seu gr&aacute;fico repetido <em>ad nauseam</em>, como se fosse um <em>d&eacute;j&agrave; vu</em> imposs&iacute;vel de escapar (“hey, j&aacute; vi isso antes”).</p>
<p>O importante aqui &eacute; relacionar essa geometria at&iacute;pica (s&oacute; digo isso porque ela n&atilde;o &eacute; euclidiana) com o mundo ao nosso redor. For&ccedil;ando a barra, eu sei, as coisas n&atilde;o se apresentam assim aos nossos olhos, repetidas, semelhantes, retorn&aacute;veis, no entanto, mesmo no mundo f&iacute;sico, pode-se observar in&uacute;meras vezes esses fractais, pra mim, o pr&oacute;prio universo deve ser um fractal gigantesco, como se o deus brincalh&atilde;o nos olhasse de um caleidosc&oacute;pio e dissesse “bah, t&aacute; repetindo tudo” (porque deus &eacute; ga&uacute;cho n&eacute;).</p>
<p>O grandess&iacute;ssimo fil&oacute;sofo louc&atilde;o Friedierich Nietzsche falou do eterno retorno em seus livros ele n&atilde;o tinha nem id&eacute;ia da teoria dos fractais, quando Buda falou aos seus disc&iacute;pulos, n&atilde;o conhecia Mandelbrot, contudo, todos eles se juntam numa esp&eacute;cie, ironia ou n&atilde;o, de <span style="text-decoration: underline;">repeti&ccedil;&atilde;o</span> inevit&aacute;vel.</p>
<p>Nossos pensamentos s&atilde;o repetitivos, nossas a&ccedil;&otilde;es tendem &agrave; repeti&ccedil;&atilde;o, e se existe uma vida ap&oacute;s a morte, n&atilde;o tenderia ela tamb&eacute;m a essa repeti&ccedil;&atilde;o agonizante? Como <a title="Prometeu - Wikipedia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Prometeu" target="_blank">Prometeu</a>, que tinha seu f&iacute;gado comido todos os dias como castigo de Zeus.</p>
<p>Se fosse poss&iacute;vel modelar uma fun&ccedil;&atilde;o matem&aacute;tica da nossa vida, atrav&eacute;s desses m&eacute;todos iterativos que s&oacute; softwares bem poderosos podem nos fornecer &#8211; num aspecto geral, considerando pensamentos, a&ccedil;&otilde;es, emo&ccedil;&otilde;es, sensa&ccedil;&otilde;es, e todo o conjunto humano &#8211; que forma ser&aacute; que teria esse fractal? Ser&aacute; que Nietzsche usaria isso para afirmar sua filosofia?</p>
<p>Bom, se Nietzsche n&atilde;o pode defender isso, eu digo aqui, como um bom e afobado emissor de pitacos: fractais s&atilde;o a modelagem matem&aacute;tica n&atilde;o s&oacute; dos gr&aacute;ficos infinitos pra n&oacute;s mas tamb&eacute;m da alma do homem.</p>
<p>E como dizem que o Einstein disse, “deus n&atilde;o joga dados com o universo”, eu diria mais: n&atilde;o joga dados, mas faz c&aacute;lculo, e manja muito.</p>

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		<title>A Mente e a Corrida</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Feb 2010 16:32:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian  Silveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[cérebro]]></category>
		<category><![CDATA[corrida]]></category>
		<category><![CDATA[descobertas]]></category>
		<category><![CDATA[meditação]]></category>
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<p><img class="aligncenter" src="http://liverun.blogtv.uol.com.br/img/Image/LiveRun/2007/Dezembro/cerebro.jpg" alt="" width="400" height="400" /></p>
<p>Creio que esse texto precisa de uma esp&eacute;cie de pre&acirc;mbulo, por&eacute;m, tenho certeza que qualquer esfor&ccedil;o meu em faz&ecirc;-lo ser&aacute; em v&atilde;o, a completude das explica&ccedil;&otilde;es se torna extremamente dif&iacute;cil de alcan&ccedil;ar.</p>
<p>Desde que me conhe&ccedil;o por pseudo-gente tenho uma esp&eacute;cie de liga&ccedil;&atilde;o com coisas que pouca gente gosta, coisas como magia, medita&ccedil;&atilde;o, energias, s&iacute;mbolos e coisas assim. N&atilde;o &eacute; por acaso que os caminhos v&atilde;o se apresentando aos poucos pra n&oacute;s.</p>
<p>H&aacute; alguns anos atr&aacute;s andei mais empenhado no auto-descobrimento, com rotinas exaustivas de pr&aacute;ticas e leituras que me trouxeram um entendimento, no m&aacute;ximo, superficial sobre a mente humana, pois preciso dizer, n&atilde;o &eacute; exclusividade da psicologia e psiquiatria isso, quem n&atilde;o entende de magia pode imaginar um Harry Potter, contudo, essas pr&aacute;ticas ocultas est&atilde;o muito mais pr&oacute;ximas da mente humana do que da varinha m&aacute;gica do bruxinho.</p>
<p>H&aacute; uma ou duas semanas atr&aacute;s, no caderno <em><strong>Vida</strong></em> da <strong>Zero Hora</strong>, saiu uma reportagem relacionando a caminhada e a corrida com o c&eacute;rebro e o fluxo de pensamento; e ontem, nos editoriais, um texto de um M&eacute;dico chamado <em>Fernando de Oliveira Souza</em>, me relembrou dessa mat&eacute;ria.</p>
<p>Juntando essas ‘descobertas’ da psique com as teorias novas da f&iacute;sica, do <em>bootstrap</em> &agrave;s <em>cordas</em>, eu tenho uma conclus&atilde;o bastante simples: os budistas j&aacute; eram foda bons h&aacute; muito tempo. Ali&aacute;s, antes que eu esque&ccedil;a, <strong>Fritjoff Capra</strong> tem um trabalho excelente nesse sentido, recomendo o livro <strong><em>O Tao da F&iacute;sica</em></strong>.</p>
<p>Por um bom tempo pratiquei medita&ccedil;&atilde;o com afinco, e nessa &eacute;poca pude me estudar bem e perceber as nuances e perip&eacute;cias da mente e como cada tipo de clima afeta nossa cabecinha, como a comida e alguns acontecimento di&aacute;rios que parecem t&atilde;o corriqueiros podem afetar aos poucos nossas impress&otilde;es e sensa&ccedil;&otilde;es.</p>
<p>Os movimentos do corpo t&ecirc;m, certamente, liga&ccedil;&atilde;o direta com o fluxo de id&eacute;ias, e ainda que o embasamento cient&iacute;fico para isso possa estar s&oacute; agora sendo resolvido, a teoria j&aacute; existia h&aacute; muitos mil anos atr&aacute;s. Bem como a no&ccedil;&atilde;o de um universo de energia, hoje percebido pela f&iacute;sica como fato.</p>
<p>Se ficar parado, meditando, a respira&ccedil;&atilde;o ritmada e o corpo relaxado trazem uma mente tranq&uuml;ila, controlada, certamente correr e caminhar fazem ela se agitar. Contudo, como corridas e caminhadas se baseiam em movimentos compassados e repetitivos, o fluxo de pensamentos n&atilde;o se torna um caos, mas no m&aacute;ximo um ciclo, e a produ&ccedil;&atilde;o mental nesses momentos &eacute;, de fato, intensa.</p>
<p>Proponho que experimente os dois lados da moeda, vale a pena.</p>

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		<title>Calor e temperatura ou a fa&#237;sca que n&#227;o queima</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Dec 2009 04:10:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian  Silveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[calor]]></category>
		<category><![CDATA[calorimetria]]></category>
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		<category><![CDATA[fogo]]></category>
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		<description><![CDATA[Ent&#227;o, por que as fa&#237;scas n&#227;o queimam a gente? Voc&#234; tem ainda alguns segundos pra tentar dar a sua id&#233;ia antes de ler o texto. N&#227;o? Ent&#227;o, go ahead, vamos ver o que acontece nesse mundo mutcholoko que n&#227;o deixa uma fagulha queimar a pele da gente. Na verdade, o neg&#243;cio &#233; bastante simples. Voc&#234; [...]]]></description>
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<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="fa&iacute;sca de bombril" src="http://www.baixaki.com.br/imagens/wpapers/BXK1277_fogo-bombril-2800.jpg" alt="" width="655" height="491" /></p>
<p style="text-align: left;">
<p>Ent&atilde;o, por que as fa&iacute;scas n&atilde;o queimam a gente?</p>
<p>Voc&ecirc; tem ainda alguns segundos pra tentar dar a sua id&eacute;ia antes de ler o texto.</p>
<p>N&atilde;o? Ent&atilde;o, go ahead, vamos ver o que acontece nesse mundo mutcholoko que n&atilde;o deixa uma fagulha queimar a pele da gente.</p>
<p>Na verdade, o neg&oacute;cio &eacute; bastante simples. Voc&ecirc; lembra daquela formulazinha que se usava no segundo grau pra estudar calorimetria? A f&oacute;rmula do calor <strong>Q=m.c.</strong><strong>T</strong>, alguns professores mais antenados j&aacute; davam a dica pra decorar (que macete).</p>
<p><strong>Q = calor;</strong></p>
<p><strong>m = massa;</strong></p>
<p><strong>c = calor espec&iacute;fico;</strong></p>
<p><strong>T = varia&ccedil;&atilde;o de temperatura.</strong></p>
<p>Pois bem, a queimadura nada mais &eacute; do que a perda de &aacute;gua excessiva da pele em um curto intervalo de tempo, e isso s&oacute; pode ocorrer se houver grande quantidade de calor sendo transferida pro tecido.</p>
<p>Antes de prosseguir, definamos algumas coisinhas:</p>
<p><strong>a)</strong> O calor &eacute; transferido sempre de um corpo (ou ambiente, que deve ser considerado um corpo em determinado sistema) de maior temperatura para outro de menor temperatura, nesse sentido;</p>
<p><strong>b) </strong> Temperatura &eacute; o grau de agita&ccedil;&atilde;o das mol&eacute;culas de um corpo, quanto maior a agita&ccedil;&atilde;o maior &eacute; a temperatura;</p>
<p><strong>c) </strong> &Eacute; a energia t&eacute;rmica em movimento, se n&atilde;o fosse ele, os corpos manteriam sempre a mesma temperatura;</p>
<p>Sendo assim, se houver muito calor sendo transferido para nossa pele, a &aacute;gua das c&eacute;lulas ir&aacute; evaporar, e se isso acontecer em demasia ocorrer&aacute; a queimadura. Portanto, leitor que adora um banho de sol, cuidado.</p>
<p>- <span style="text-decoration: underline;">T&aacute;, mas e a&iacute;, cad&ecirc; a fa&iacute;sca que n&atilde;o queima, Christian?</span></p>
<p>Tendo em mente que o que realmente queima &eacute; a transfer&ecirc;ncia de energia (o calor) e n&atilde;o a diferen&ccedil;a de temperatura em si, e retornando &agrave; f&oacute;rmula do “que macete”, veremos que o calor, al&eacute;m da temperatura e do calor espec&iacute;fico do corpo, varia de acordo com a massa do corpo. Se pensarmos numa fa&iacute;sca, ela certamente tem uma temperatura bastante alta, contudo, sua massa &eacute; &iacute;nfima, resultando, portanto, numa pequena quantidade de calor, insuficiente para retirar a quantidade de &aacute;gua de nossa pele necess&aacute;ria para causar a sensa&ccedil;&atilde;o de queima.</p>
<p>Simples assim.</p>
<p>No entanto, meu querido, n&atilde;o v&aacute; ficar brincando com fogo em casa, e nem v&aacute; fazer aquelas coisas do plasma em microondas que tem no youtube&#8230; ops, dei ideia agora.</p>

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		<item>
		<title>Tempo, relatividade, universo em expans&#227;o e n&#243;s</title>
		<link>http://descompassado.com/tempo-relatividade-universo-em-expansao-e-nos/</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 01:12:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian  Silveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bobagens]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://descompassado.com/?p=529</guid>
		<description><![CDATA[De forma alguma quero dizer que essas ideias aqui s&#227;o originais, muito menos novas. J&#225; devo ter lido isso em alguma lugar. Contudo, no momento, isso me pareceu pertinente ser escrito com ideias pr&#243;prias, com o que me veio agora na cabe&#231;a. Sendo assim, &#233; muito poss&#237;vel que isso tudo caia no besteirol, por&#233;m, como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_blue" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fdescompassado.com%252Ftempo-relatividade-universo-em-expansao-e-nos%252F%22%2C%20%22style%22%3A%20%22big%22%2C%20%22title%22%3A%20%22Tempo%2C%20relatividade%2C%20universo%20em%20expans%C3%A3o%20e%20n%C3%B3s%20%23%22%20%7D);"></div>
<p><img class="aligncenter" src="http://polegaropositor.com.br/wp-content/uploads/2008/08/cmb_timeline75-600x431.jpg" alt="" width="600" height="431" /></p>
<p>De forma alguma quero dizer que essas ideias aqui s&atilde;o originais, muito menos novas. J&aacute; devo ter lido isso em alguma lugar. Contudo, no momento, isso me pareceu pertinente ser escrito com ideias pr&oacute;prias, com o que me veio agora na cabe&ccedil;a. Sendo assim, &eacute; muito poss&iacute;vel que isso tudo caia no besteirol, por&eacute;m, como n&atilde;o tenho a inten&ccedil;&atilde;o de ser muito cient&iacute;fico e s&eacute;rio nesse texto, vou deixar a imagina&ccedil;&atilde;o se soltar.</p>
<p>Primeiro, me peguei pensando em como as coisas t&ecirc;m passado r&aacute;pidas demais, os dias acabam logo, as semanas passam e quando se v&ecirc; j&aacute; &eacute; a segunda-feira que parecia t&atilde;o distante sete dias atr&aacute;s. Os meses v&atilde;o correndo, e o ano novo chega como se rec&eacute;m tiv&eacute;ssemos batido as ta&ccedil;as com champanhe fazendo todos aqueles votos e promessas entediantes, falsas e, muitas vezes, de tolice perturbadora.</p>
<p>Quis buscar uma explica&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica para isso. Como trabalho muito com a f&iacute;sica newtoniana, foi natural que, no in&iacute;cio, eu buscasse algo ali para justificar isso. Fui, de cara, pra equa&ccedil;&atilde;o de p&ecirc;ndulo simples, onde o per&iacute;odo &eacute; definido pela f&oacute;rmula T=2π√L/g . Onde T &eacute; o per&iacute;odo que demora para que se complete um ciclo (do p&ecirc;ndulo, no caso), L &eacute; o comprimento da corda e g &eacute; a gravidade.</p>
<p>Pois bem, logo se percebe que quanto maior o comprimento da corda maior &eacute; o per&iacute;odo do movimento, e agora percebo que fui bastante juvenil nessas compara&ccedil;&otilde;es. Enfim, agora vamos at&eacute; o fim. Se o per&iacute;odo &eacute; maior, a frequ&ecirc;ncia (f=1/T) &eacute; menor, e assim, atrav&eacute;s da equa&ccedil;&atilde;o de velocidade da onda (V=λ.f) percebemos que a velocidade diminui.</p>
<p>Por m&eacute;todos espec&iacute;ficos que n&atilde;o citarei aqui, hoje sabemos que o universo est&aacute; em expans&atilde;o, isotr&oacute;pica e acelerada (pra todos os lados, na mesma propor&ccedil;&atilde;o e quanto mais afastadas as coisas mais r&aacute;pidas parecem se afastar).</p>
<p>Tendo o universo em expans&atilde;o, nossa equivalente ao comprimento (L), o per&iacute;odo do universo em ondas seria maior, portanto a frequ&ecirc;ncia menor e, assim, a velocidade diminuindo, tomando nosso comprimento de onda ( λ) como constante. Portanto, essa impress&atilde;o de rapidez dos dias que temos deveria ser exatamente contr&aacute;ria, dever&iacute;amos experimentar uma vagarosidade. Mas &eacute; &oacute;bvio que isso n&atilde;o &eacute; assim, as coisas n&atilde;o se aplicam dessa forma.</p>
<p>Tamb&eacute;m, com o universo em expans&atilde;o, a desordem do universo cresce (entropia), as colis&otilde;es se tornam mais raras, a energia se torna mais dispersa e o calor decresce. O que tamb&eacute;m parece t&atilde;o est&uacute;pido em tempos de aquecimento global.</p>
<p>Isso tudo ficou bastante confuso, claramente equivocado e, tamb&eacute;m, inv&aacute;lido.</p>
<p>Teimoso, fui adiante.</p>
<p>Dei uma lidas r&aacute;pidas sobre a relatividade do tempo e expans&atilde;o do universo e encontrei umas coisas que eu j&aacute; havia lido, provavelmente, no O Universo numa Casca de Noz do Stephen Hawking. Dependendo da velocidade com que determinado corpo se locomove, o tempo ir&aacute; agir de forma diferente sobre ele, como no paradoxo dos g&ecirc;meos.</p>
<p>Sendo assim, um corpo que se locomove com uma velocidade extremamente alta (falamos aqui de grandezas como a velocidade da luz) teria a a&ccedil;&atilde;o do tempo modificada sobre ele, ou seja, o tempo pareceria passar mais lento para ele, n&atilde;o uma impress&atilde;o sensorial experimentada pelo indiv&iacute;duo, mas uma constata&ccedil;&atilde;o para quem observasse num estado fixo.</p>
<p>Que bonito tudo isso n&eacute;? A f&iacute;sica &eacute; linda. Mas eu viajei demais aqui e percebi que nossa impress&atilde;o de correria dos dias n&atilde;o tem (ainda) uma explica&ccedil;&atilde;o intelig&iacute;vel por mim na f&iacute;sica qu&acirc;ntica. Sei que deve existir isso em algum lugar, e se algu&eacute;m souber, me lembre, relembre, alerte, porque ando com a mem&oacute;ria fraca e meio imbecilizado.</p>
<p>S&oacute; pode haver uma explica&ccedil;&atilde;o filos&oacute;fica e/ou psicol&oacute;gica pra isso.</p>
<p>Ser&aacute; que tem algo a ver com o twitter e a necessidade de ser r&aacute;pido e inteligente nas twittadas? Sei que 140 caracteres s&atilde;o insuficiente pra relatividade, e pra minha prolixidade tamb&eacute;m.</p>
<p>Pain of Salvation &#8211; Kingdom of Loss: &#8221;Time is so important these days, it&#8217;s becoming a fucking disease, and I guess in a way it is since it&#8217;s bound to kill us all in the end.Now with all the time and money we stashed away on others&#8217; expenses, I can only assume that the tickets to hell are really expensive. For some reason, it&#8217;s important to be first in line.&#8221;</p>

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		<title>Chip Bioeletr&#244;nico conecta neur&#244;nios a circuito eletr&#244;nico</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 15:23:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian  Silveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem pensava que Robocop era coisa de filme, est&#225; enganado. Engenheiros de um instituto de tecnologia da B&#233;lgica criaram (pode acreditar) chips que conectam neur&#244;nios e circuitos eletr&#244;nicos atrav&#233;s de uma s&#233;rie de nanopilares (pilares de eletrodos min&#250;sculos, mas min&#250;sculos mesmo, capazes de receber e disparar est&#237;mulos el&#233;tricos). Das vantagens que isso pode trazer &#224; [...]]]></description>
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<p style="margin-bottom: 0cm;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-495" title="010110091111-chip-neuronios" src="http://descompassado.com/wp-content/uploads/2009/11/010110091111-chip-neuronios-300x204.jpg" alt="010110091111-chip-neuronios" width="300" height="204" />Quem pensava que Robocop era coisa de filme, est&aacute; enganado.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Engenheiros de um instituto de tecnologia da B&eacute;lgica criaram (pode acreditar) chips que conectam neur&ocirc;nios e circuitos eletr&ocirc;nicos atrav&eacute;s de uma s&eacute;rie de nanopilares (pilares de eletrodos min&uacute;sculos, mas min&uacute;sculos mesmo, capazes de receber e disparar est&iacute;mulos el&eacute;tricos).</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Das vantagens que isso pode trazer &agrave; sociedade est&atilde;o, por &oacute;bvio, as regenera&ccedil;&otilde;es e reconstru&ccedil;&otilde;es de tecido nervoso, podendo fazer com que uma pessoa parapl&eacute;gica, por exemplo, recupere seus movimentos.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Tamb&eacute;m, os chips podem ser aplicados em rob&ocirc;s, permitindo a esses, atrav&eacute;s da estrutura inovadora, reponderem com maior fidelidade e destreza &agrave;s programa&ccedil;&otilde;es.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Pois &eacute;, depois das mulheres que receberam o Nobel com a descoberta da enzima que preserva os cromossomos, acredito que esse seja o projeto mais inovador e importante do ano.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">“Meu nome &eacute; Robocop, mas meus amigos me chama de Murphy.”</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Fonte: <a href="http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=chip-bioeletronico-conecta-neuronios-circuito-eletronico&amp;id=010110091111">http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=chip-bioeletronico-conecta-neuronios-circuito-eletronico&amp;id=010110091111</a></p>

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		<title>Entropia de um sistema &#233; movido</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 10:30:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian  Silveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>

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		<description><![CDATA[Come&#231;ando bem a segunda. Bastante interessante a mat&#233;ria a seguir. A import&#226;ncia dessa ferramenta &#233; indiscut&#237;vel, e pode mudar bastante os m&#233;todos de estudo e an&#225;lise de sistemas microsc&#243;picos, ou qu&#226;nticos. E, uma vez que se tem a necessidade cada vez maior de atentar &#224;s micropart&#237;culas e seus comportamentos, &#233; indispens&#225;vel gastar um tempo na engenharia [...]]]></description>
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<p>Come&ccedil;ando bem a segunda. Bastante interessante a mat&eacute;ria a seguir.</p>
<p>A import&acirc;ncia dessa ferramenta &eacute; indiscut&iacute;vel, e pode mudar bastante os m&eacute;todos de estudo e an&aacute;lise de sistemas microsc&oacute;picos, ou qu&acirc;nticos. E, uma vez que se tem a necessidade cada vez maior de atentar &agrave;s micropart&iacute;culas e seus comportamentos, &eacute; indispens&aacute;vel gastar um tempo na engenharia dessa coisa a&iacute;.</p>
<p>A entropia &eacute; uma das coisas mais engra&ccedil;adas que eu estudei, &#8220;grau de desordem de um sistema&#8221;, mas de onde vem essa desordem? Como medir e como prever os comportamentos singulares dos &aacute;tomos e suas partes? Costumo dizer que aquilo que n&atilde;o sabemos nomear em um sistema, aquilo que n&atilde;o estava previsto, chama-se Entropia.</p>
<p>&#8220;O grau de entropia tende a aumentar&#8221;. Pois que n&atilde;o &eacute; assim com nossa mente? Isso me lembra uma teoria psico-liter&aacute;rio-transcendental que fala sobre hist&oacute;rias/vidas contadas (lembradas) de maneira similar, n&atilde;o sabemos reconstruir cada peda&ccedil;o do que ocorre dentro de n&oacute;s, o que move cada pensamento, o que estimula cada id&eacute;ia que ser&aacute; transformada em a&ccedil;&atilde;o, contudo, sabemos de um resultado, o atual, e &agrave; partir disso medimos pontos fixos, mas n&atilde;o podemos embarcar mais afundo, pois a entropia da nossa mente nos afastou do original.</p>
<p>Isso tudo &eacute; interessante demais pra ser abordado assim, de maneira simpl&oacute;ria.</p>
<p>Prometo (?) um post mais congruente e elaborado acerca disso. Por enquanto, segue o link:</p>
<p>http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=fisicos-movem-entropia-sistema-outro&#038;id=010165091019</p>

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