Bobagens

A verdade no dia dos namorados

5

Pois é, está chegando um fenômeno do comportamento humano traduzido em um dia tão singelo e opressor, quero dizer, capitalisticamente opressor: Dia dos Namorados.

Seria hipocrisia da minha parte dizer que desse dia só se traz o consumismo. Há, eu sei, casais que se regozijam com esse dias, se renovam, mesmo que apenas por alguns dias, esperando a próxima data para colocar mais fogo na lareira. Infelizmente, precisamos ser lembrados do quanto gostamos de certas pessoas, e, também, precisamos demonstrar isso… com presentes… caros.

Acho interessante como outros, os solteiros, dão tanto valor a esse dia, também. Fazem gato e sapato pra arranjar algo realmente intenso e envolvente no dito dia para que se não lhes bata uma espécie de tristeza, de solidão. É, temos medo de sentir solidão.

Com tudo isso, com tantos romances no cinema, nos livros e nas músicas, com tanta dor e amor rimados em poesias ralas, ou rimas mais ricas em poesias mais doridas, eu não acredito que possam afirmar que o romantismo está acabando.

As declarações, as paixões, os ímpetos de sentimentos avassaladores, impulsos irrefreáveis que trazem à tona tantas atitudes e palavras são imbuídos da mesma carga emocional que tinham nos tempos de Casablanca, de Michael Curtiz, ou, indo além, nos tempos de Byron.

Ah, mas a calhordagem dos homens… se me trouxerem à baila o papo de que o homem não presta hoje, não quer compromisso, não tem escrúpulos e é galinha, eu digo, então:

1 – A busca pelas aventuras amorosas dos homens de hoje são exatamente as mesmas desde que o mundo é mundo, apenas são mais descuidadas agora.  O macho sempre possuiu esse modo “inquieto”, e não vou entrar no mérito dos porquês e poréns.

2 – Um fenômeno recente pode ser observado, as mulheres também entraram na onda dos vai-e-vem, da traição, no entanto, com uma habilidade inquestionável de esconder isso e permanecer resoluta em seus olhos de mentira. Sempre digo, quando uma mulher resolve trair um homem ela o fará e ele nunca ficará sabendo, mulheres têm talento pra dissimulação e isso é indiscutível.

Então, meus queridos amigos casados, feliz dia dos namorados. Não questionem muito, não investiguem, não compliquem, senão é capaz de surgirem coisas desnecessárias pro momento.

E aos solteiros, sem desespero, um trago faz bem, mas não vá exagerar pra não acordar no outro dia com um panda gordo.

Pense nisso.

Espaço-tempo e a entropia na mente

4

Tradicionalmente, somos levados a acreditar que toda superfície que olhamos é plana: uma tábua de madeira, uma parede de concreto bem feita, uma bola de sinuca, enfim, todos esses objetos que se nos apresentam em grande escala diariamente e nos dão a impressão de serem perfeitamente lisos.

Contudo, hoje já é mais propriedade do senso comum entender que em uma escala menor esses elementos possuem ranhuras, texturas que não são tão lisas assim. O que não é tão conhecido assim é que esses mesmos objetos podem apresentar lacunas em suas estruturas, lugares e caminhos em que não haja matéria.

Se partirmos para uma escala mais ampla, teremos que analisar o tempo e o espaço. Comecemos pelo último.

O espaço cósmico nos parece um infinito de…ahm, bem… um infinito de espaço, com estrelas, planetas, gases e outras coisas por vez ou outra. O que acontece é que um sem número de correntes eletromagnéticas, de energias que o olhos pode não enxergar, está naquela imensidão, espalhado de forma não linear, ou seja, porcamente falando, essas energias estão desorganizadas no infinito cósmico, isso significa que o espaço é como uma parede de concreto cheia de ranhuras e lapsos em sua estrutura.

Porém, é no tempo que existe a parte interessante. O tempo, segundo a Teoria Geral da Relatividade, pode ser comprimido ou expandido conforme o campo gravitacional, ou força eletromagnética, ao qual é submetido. Por exemplo, o tempo aqui na superfície da Terra corre mais lentamente (claro que muito pouco) que o tempo medido pelos satélites de GPS que gravitam o planeta, isso ocorre porque as forças gravitacionais a que estão submetidos são diferentes.

É difícil conceber a ideia de viajar ao passado, Stephen Hawking fala muito nisso, devido aos paradoxos possivelmente criados, como aquela história do filme De Volta para O Futuro, que os personagens não podiam deixar seus “eus” do passado encontrarem esses “eus” que voltavam no tempo. No entanto, viagens ao futuro, até seriam possíveis, se… se muitas coisas ainda acontecessem.

Há a teoria do Buraco de Minhoca (Wormhole), em que portais de energia (mas muita energia mesmo) seriam criados, curvando a dimensão espaço-tempo e transportando objetos, pessoas ou naves para lugares extremamente distantes no infinito desse espaço num piscar de olhos.

Agora, se isso tudo é assim, tão impreciso, não seria, do mesmo jeito, nossa mente? Você realmente acredita que sua mente é uma superfície plana, de pensamentos organizados e tangíveis? Acredita que não existe nenhuma fissura nesse emaranhado de ideias? Aliás, acredita que não existem lapsos, lugares tão vazios na mente que poderiam abrigar pensamentos intrusos ao que qualquer um chamaria de “Eu”?

Pensar é um processo complicado, exige energia, eletricidade, sinapses, movimento, e se isso tudo acontece, há um certo distúrbio na “gravidade” interna, entre os átomos envolvidos nisso, o que geraria curvas no espaço-tempo da nossa cabeça. Veja bem, isso são apenas elucubrações que me esforço pra transmitir, e sei que de maneira falha, mas se isso tudo ocorre dessa maneira, o ser humano nasce já propenso ao erro.

Isso ocorre porque com tantos distúrbios no espaço-tempo da mente de uma pessoa, o processo de entropia mental (uma espécie de desordem) tenderia ao infinito muito rapidamente (uma vida é rápida).

Sendo assim, meu querido e paciencioso leitor que me leu até o final deste post nojentinho, relaxa, o erro é culpa da física. E a física… bem, a física é culpa de deus, não é?

Fractais e o mundo

4

Talvez muitos de vocês ainda não tenham ouvido falar nos Fractais, ou então já ouviram e não procuraram entender melhor o que é essa coisinha linda descoberta na matemática moderna. Não é de se admirar que não tiveram interesse em saber mais sobre isso, afinal, matemática, gráficos e termos como “tender ao infinito”, de fato, não são muito atraentes aos olhos de todos.

Pois vamos adiante, de uma forma bem simples.

Fractal quer dizer “fração”, e esse termo foi cunhado pelo matemático francês Benoit Mandelbrot (e tem fractais apelidados com o nome dele, obviamente). Mas por que fração?

Vocês devem lembrar-se do colégio, quando a ‘tia’ pedia pra fazer o gráfico de uma função de primeiro grau, que dava uma reta, ou do segundo grau, que dava uma parábola, depois, quem vai pra área das exatas na faculdade, acaba vendo toda sorte de gráficos bizarros. Pois bem, fractal nada mais é (sendo bem simplório) do que uma função que tem o seu gráfico repetido ad nauseam, como se fosse um déjà vu impossível de escapar (“hey, já vi isso antes”).

O importante aqui é relacionar essa geometria atípica (só digo isso porque ela não é euclidiana) com o mundo ao nosso redor. Forçando a barra, eu sei, as coisas não se apresentam assim aos nossos olhos, repetidas, semelhantes, retornáveis, no entanto, mesmo no mundo físico, pode-se observar inúmeras vezes esses fractais, pra mim, o próprio universo deve ser um fractal gigantesco, como se o deus brincalhão nos olhasse de um caleidoscópio e dissesse “bah, tá repetindo tudo” (porque deus é gaúcho né).

O grandessíssimo filósofo loucão Friedierich Nietzsche falou do eterno retorno em seus livros ele não tinha nem idéia da teoria dos fractais, quando Buda falou aos seus discípulos, não conhecia Mandelbrot, contudo, todos eles se juntam numa espécie, ironia ou não, de repetição inevitável.

Nossos pensamentos são repetitivos, nossas ações tendem à repetição, e se existe uma vida após a morte, não tenderia ela também a essa repetição agonizante? Como Prometeu, que tinha seu fígado comido todos os dias como castigo de Zeus.

Se fosse possível modelar uma função matemática da nossa vida, através desses métodos iterativos que só softwares bem poderosos podem nos fornecer – num aspecto geral, considerando pensamentos, ações, emoções, sensações, e todo o conjunto humano – que forma será que teria esse fractal? Será que Nietzsche usaria isso para afirmar sua filosofia?

Bom, se Nietzsche não pode defender isso, eu digo aqui, como um bom e afobado emissor de pitacos: fractais são a modelagem matemática não só dos gráficos infinitos pra nós mas também da alma do homem.

E como dizem que o Einstein disse, “deus não joga dados com o universo”, eu diria mais: não joga dados, mas faz cálculo, e manja muito.

Tenha pressa

8

Estava eu olhando o “Bem, amigos” agora no Sportv, infelizmente vendo as notícias dos jogos de ontem, falando da trapalhada do Silas no Grenal, e, no fim do bloco do programa Sérgio Reis e Renato Teixeira tocaram uma música do Almir Sater, aquela Tocando em Frente.
Num pedaço da letra ele diz “ando devagar porque já tive pressa, levo esse sorriso porque já chorei demais”. Fazendo um pequeno trabalho de exegese, fiquei cá com meus botões (da bermuda, porque tá quente demais e dá preguiça até de pensar), e concluí que essa letra não serve pra geração atual, por inúmeros motivos.
I – Em romanos fica mais chique, então será assim;
II – Ninguém mais anda devagar. Quer dizer, sim, alguns de nós ainda andamos devagar, nem sempre, mas às vezes sim. Os dias nos consomem, temos ânsia (tem acento ainda?) de fazer tudo, de tudo, aprender mais, saber mais, fazer mais, comer mais, correr mais, foder mais, beber mais, et cetera e mais. Sei que no fim do dia, um café e um cigarro apaziguam os ânimos e o coração (sim, porque tenho efeito contrário, correr me dá taquicardia e cigarro com café me deixa calmo), e, por vezes, nem queremos dormir, com uma angústia incerta de que falta algo ainda pra ser feito;
III – Dos que andam devagar: não andamos devagar porque já tivemos pressa, como diz o Sater, andamos devagar porque estamos cansados, estafados, cheios de olheiras e mais uma noitada pela frente de festas trabalhos e relatórios;
IV – Não sei de vocês, mas eu levo um sorriso, normalmente, porque é assim, não adianta fechar a cara pras coisas podres do dia-a-dia (que não sou poucas, normalmente), dar risada, sorrir pra coisas pequenas é tão mais gratificante e facilita passar por esses obstáculos, sejam eles de qualquer natureza. Isso não é hipocrisia, se tiver vontade de chorar, chore, mas ter noção de que isso é só uma medida de escape pra última hora facilita o senso de distribuição sorrisistica. Aliás, sorrir ajuda até na vida profissional #ficadica.
V – Chorar demais: não sou mulher nem emo, mas todos tem aquela fasezinha adolescente meio chorosa, meio manteiga, e isso acontece, só que chorar por tudo é meio desesperador. Chorar de saudade  e de alegria no reencontro é uma coisa, mas chorar porque o você está fechado numa casa e se sente incomodado com a Tessália são outros quinhentos. Escolha bem o motivo dos seus prantos.
VI – A Tessália vai continuar chateando, dentro ou fora da casa, com ou sem twitter, portanto, engula esse choro e conforme-se.
VII – Almir Sater é um cara legal, que fez músicas legais, mas como o Metallica recém passou em Porto Alegre, prefiro cantar: gimme fuel, gimme fire, gimme that wich I desire.
OBS: VIII – Você viu Janeiro passar?

Mulheres de coxas grossas

38

Pois bem, muitos devem ter lido a coluna de hoje do Paulo Sant`Ana na Zero Hora criticando essa “epidemia” de pernas grossas em mulheres, e ele ainda foi adiante ao fazer uma afirmação perigosíssima: “Não é isto que nós, homens, queremos”, referindo-se às pernas grossas. Quem pode, de forma assim tão simples, generalizar a opinião masculina sobre o corpo das mulheres? Como eu sempre falo “gosto é gosto, dizia uma velha lambendo sabão”.

Particularmente (notem que não disse “os homens” em geral), sou adepto da mulher “prato cheio”, se tiver coxas grossas, ótimo, se tiver peitos grandes, excelente, se for alta, muito bom. Essas características não devem importar, protestas contra isso serve apenas como um incentivo (e sei que o Sant`Ana destacou que é contra) à anorexia.

Contudo, existem mulheres e mulheres. Existem aquelas que não combinam, ao meu ver, com coxas grossas, existem aquelas que são lindas mesmo magras, por mais que eu diga que gosto de “carne”.

 

Não devo estar enganado, creio que lembro de ter lido o próprio Paulo ter escrito sobre a anorexia anos atrás, sobre a magreza das modelos, repudiando esse tipo de corpo, pra desespero daquelas mulheres que tentam, incansavelmente, criar corpo. Esse caso é o mesmo, critica-se o biotipo contrário, e nunca nenhuma mulher está satisfeita.

Com o Sant`Ana reclamando assim dos corpos femininos estou começando a pensar que… ahm, bem, melhor deixar pra lá.

Sejamos bem claros, mulher precisa se sentir bem, sem paranóias, precisa ser linda do jeito que é, do jeito que quer ser, sem buscar um padrão de beleza, senão aquele que ela deseja, pois hoje temos opções – malhadas ou secas. Mulher tem que ter pele macia, tem que ser cheirosa, carinhosa, inteligente e, é claro, feminina.

Eu, primeira pessoinha do singular, gosto de mulher com coxas grossas, peitos grandes e alta, porém, isso não quer dizer nada, posso, perfeitamente, me apaixonar por uma mulher com biotipo bastante diferente.

Daria por encerrado aqui o texto, no entanto, tem uma outra frase interessante no texto de hoje do Paulo: “Está aí o mercado de desfiles de moda a pregar claramente que o caminho para a beleza está na esbeltez.”

Segue abaixo duas fotos, uma de uma modelo de passarela (como na frase logo acima) e outra de uma modelo fotográfica. Você escolhe o que acha mais atraente.

 

Page 1 of 3123
Go to Top


Faça parte da nossa comunidade no Facebook
basta clicar em "Curtir".