Bobagens

A verdade no dia dos namorados

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Pois é, está chegando um fenômeno do comportamento humano traduzido em um dia tão singelo e opressor, quero dizer, capitalisticamente opressor: Dia dos Namorados.

Seria hipocrisia da minha parte dizer que desse dia só se traz o consumismo. Há, eu sei, casais que se regozijam com esse dias, se renovam, mesmo que apenas por alguns dias, esperando a próxima data para colocar mais fogo na lareira. Infelizmente, precisamos ser lembrados do quanto gostamos de certas pessoas, e, também, precisamos demonstrar isso… com presentes… caros.

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Espaço-tempo e a entropia na mente

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Tradicionalmente, somos levados a acreditar que toda superfície que olhamos é plana: uma tábua de madeira, uma parede de concreto bem feita, uma bola de sinuca, enfim, todos esses objetos que se nos apresentam em grande escala diariamente e nos dão a impressão de serem perfeitamente lisos.

Contudo, hoje já é mais propriedade do senso comum entender que em uma escala menor esses elementos possuem ranhuras, texturas que não são tão lisas assim. O que não é tão conhecido assim é que esses mesmos objetos podem apresentar lacunas em suas estruturas, lugares e caminhos em que não haja matéria.

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Fractais e o mundo

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Talvez muitos de vocês ainda não tenham ouvido falar nos Fractais, ou então já ouviram e não procuraram entender melhor o que é essa coisinha linda descoberta na matemática moderna. Não é de se admirar que não tiveram interesse em saber mais sobre isso, afinal, matemática, gráficos e termos como “tender ao infinito”, de fato, não são muito atraentes aos olhos de todos.

Pois vamos adiante, de uma forma bem simples.

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Tenha pressa

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Estava eu olhando o “Bem, amigos” agora no Sportv, infelizmente vendo as notícias dos jogos de ontem, falando da trapalhada do Silas no Grenal, e, no fim do bloco do programa Sérgio Reis e Renato Teixeira tocaram uma música do Almir Sater, aquela Tocando em Frente.
Num pedaço da letra ele diz “ando devagar porque já tive pressa, levo esse sorriso porque já chorei demais”. Fazendo um pequeno trabalho de exegese, fiquei cá com meus botões (da bermuda, porque tá quente demais e dá preguiça até de pensar), e concluí que essa letra não serve pra geração atual, por inúmeros motivos.
I – Em romanos fica mais chique, então será assim;
II – Ninguém mais anda devagar. Quer dizer, sim, alguns de nós ainda andamos devagar, nem sempre, mas às vezes sim. Os dias nos consomem, temos ânsia (tem acento ainda?) de fazer tudo, de tudo, aprender mais, saber mais, fazer mais, comer mais, correr mais, foder mais, beber mais, et cetera e mais. Sei que no fim do dia, um café e um cigarro apaziguam os ânimos e o coração (sim, porque tenho efeito contrário, correr me dá taquicardia e cigarro com café me deixa calmo), e, por vezes, nem queremos dormir, com uma angústia incerta de que falta algo ainda pra ser feito;
III – Dos que andam devagar: não andamos devagar porque já tivemos pressa, como diz o Sater, andamos devagar porque estamos cansados, estafados, cheios de olheiras e mais uma noitada pela frente de festas trabalhos e relatórios;
IV – Não sei de vocês, mas eu levo um sorriso, normalmente, porque é assim, não adianta fechar a cara pras coisas podres do dia-a-dia (que não sou poucas, normalmente), dar risada, sorrir pra coisas pequenas é tão mais gratificante e facilita passar por esses obstáculos, sejam eles de qualquer natureza. Isso não é hipocrisia, se tiver vontade de chorar, chore, mas ter noção de que isso é só uma medida de escape pra última hora facilita o senso de distribuição sorrisistica. Aliás, sorrir ajuda até na vida profissional #ficadica.
V – Chorar demais: não sou mulher nem emo, mas todos tem aquela fasezinha adolescente meio chorosa, meio manteiga, e isso acontece, só que chorar por tudo é meio desesperador. Chorar de saudade  e de alegria no reencontro é uma coisa, mas chorar porque o você está fechado numa casa e se sente incomodado com a Tessália são outros quinhentos. Escolha bem o motivo dos seus prantos.
VI – A Tessália vai continuar chateando, dentro ou fora da casa, com ou sem twitter, portanto, engula esse choro e conforme-se.
VII – Almir Sater é um cara legal, que fez músicas legais, mas como o Metallica recém passou em Porto Alegre, prefiro cantar: gimme fuel, gimme fire, gimme that wich I desire.
OBS: VIII – Você viu Janeiro passar?

Mulheres de coxas grossas

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Pois bem, muitos devem ter lido a coluna de hoje do Paulo Sant`Ana na Zero Hora criticando essa “epidemia” de pernas grossas em mulheres, e ele ainda foi adiante ao fazer uma afirmação perigosíssima: “Não é isto que nós, homens, queremos”, referindo-se às pernas grossas. Quem pode, de forma assim tão simples, generalizar a opinião masculina sobre o corpo das mulheres? Como eu sempre falo “gosto é gosto, dizia uma velha lambendo sabão”.

Particularmente (notem que não disse “os homens” em geral), sou adepto da mulher “prato cheio”, se tiver coxas grossas, ótimo, se tiver peitos grandes, excelente, se for alta, muito bom. Essas características não devem importar, protestas contra isso serve apenas como um incentivo (e sei que o Sant`Ana destacou que é contra) à anorexia.

Contudo, existem mulheres e mulheres. Existem aquelas que não combinam, ao meu ver, com coxas grossas, existem aquelas que são lindas mesmo magras, por mais que eu diga que gosto de “carne”.

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