Quando solto um laço
Sem querer ver-me separado,
Amarguras canto, como bardo,
É assim que vivo, que faço.

Desapega, dizem-me, aconselhando,
Mas como me dói partir
Sabendo que, no porvir,
Estarei sozinho caminhando.

E me anuviam os pensamentos;
Busco moralidade, ética ou retidão,
Mas como posso seguir, senão
Com os de mim, os meus companheiros.

E me tranca o ar, sufoco,
Ao pensar no tempo e espaço,
Longe do amor, do regaço,
Perco-me em mim, perco o foco.




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