re-pousa em ti
Sim, eu te vi, e tu estavas linda
E era de ti que eu esperava minha felicidade
E é em ti que eu pouso minhas ilusões
Pois me é tão doce tua imagem, e tão alva tua presença
Ai de mim se sentisse de novo tua respiração
Se esse sopro pousasse em minha pele, eu seria reticências
Sim, eu te vi, e poderia ficar te olhando se suportasse pousar meus olhos nos teus
Porque se assim acontecesse, eu estaria trancado, eu ficaria preso
Em teu cárcere eu moraria de boa vontade
Porém, na minha alma eu sinto medo da gaiola
Assim, fingi não ter visto
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“É um olhar fugidio,
Olhar que dura um instante,
Mas deixa um rasto de estrelas
O doce olhar saltitante…
É esse rasto bendito
Que atraiçoa o teu olhar,
Pois é tão leve e fugaz
Que eu nem o sinto passar!
Quem tem uns olhos assim
E quer fingir o desdém,
Não pode nem um instante
Olhar os olhos d’alguém…”