Quase parte ao meio, quase parte ao sul

Quase se desmorona de si mesmo sobre si
Recaindo em lembranças de cheiros e perfumes,
Do quanto se misturam em seus costumes
E em seus corpos, de mesma cor e frenesi.
Quase parte ao sul, mais longe ainda,
Em mãos que arquitetam felicidade
E dedos que se movem em celeridade,
Em prazer de calor que não se finda.
E de saudade quase parte ao meio
Por não tocar na pele tão singular
E contar o que se sabe exato: par,
Que pinta teu corpo e teu seio.
Há precisão metódica no estudo que faz
E conta cada detalhe de cor, cada matiz
Dos cabelos dourados, quase, por um triz,
Iguais, que se somam na noite que apraz.
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