escorre »
posse
Mas vês, ainda assim possuís a mim;
E me tens, sempre sem saber.
E calo no que deveria dizer,
E pronuncio o calar sem fim.
Falo em teorias, em poesias,
Em textos, em palavras parcas…
Farto das próprias marcas,
Distraio, a ti e a mim, em fantasias.
Prolixo, silencio no importante.
Firme, falo, em fria fonética,
Da alma, mente, moral e ética,
Para trazer-te a mim num instante.
E, ainda assim, em olhos me tens,
E em pele, ouvido, cheiro e boca,
Quando, numa voz baixa e rouca,
Sussurro: tu assim me tens.
Agora que você já leu o texto todo, que tal compartilhar com seus amigos? É só clicar nos botões abaixo!
É impressionante a capacidade que temos de calar o que se deveria dizer…mas sabe o que é pior? dizer sem perceber, sem querer.O risco do não dizer é dizer de forma errada sem perceber, correndo o risco de assim se fazer ouvir, nas expressões do que seria melhor ficar calado! Os olhos, o corpo, o silêncio, a arte, as produções…podem comprometer nosso silêncio e explicitar nosso desejo! A perda e a falta podem assim ficar visíveis…