há 1 semana atrás - 2 comentários
Ela sorri enquanto carrega a maior das dores Num peito de fibra desfeita como papel molhado; Cambaleia por dentro, mas segue pelo estrado Andando firme, reta, entre medos desanimadores. Segue enquanto espera um raio, uma garrafa, Uma pedra, qualquer coisa mais impossível Que lhe caia sobre a cabeça sensível E lhe destrua o amanhã que
há 1 mês atrás - 1 comentário
Sem permissão, invades uma noite silenciosa, E sorris a essa vida ao abrir a porta, E iluminas, dourada, ígnea, artificiosa, Revives sala, quarto, espírito e alma morta. Traz, do fogo lindo que há em teus pertences, Qualquer quê quimérico quando queres; Faz-te similar à vida viva, e assim me vences, Tiras de mim as defesas,
há 2 meses atrás - 2 comentários
Tenho o costume de andar pelas estrelas E de correr pelo espaço como um deus E só quando tropeço e caio que entendo – sempre serei mais humano do que gostaria Tenho a mania de brincar com espíritos Dançamos, cantamos e brincamos o tempo todo E é quando me canso e eles continuam ativos Que
há 2 meses atrás - Nenhum comentário
Não pensem que eu esqueci dos poemas… ____________ Quero sentir os ossos quebrando, A sensação imperial de fragilidade, Ser invadido pela necessidade De desmaiar em desencanto. Sentir o sangue morno fluindo E o seu gosto amargo que é vida, Quero abrir mais essa ferida, Levar ao limite, ao infindo. Quero a intensidade, a adrenalina, No
há 7 meses atrás - 2 comentários
É como ter no peito uma tempestade se formando E um raio distante brilha e ecoa nesse deserto Tão incerto de onde atingirá, se longe ou perto Deixando a agonia de guardá-lo apodrecendo Como se cada fibra ululasse e pulasse Em desesperados espasmos incontidos E enchesse o pulmão de sustenidos Para que em fermata os
há 8 meses atrás - 2 comentários
Tem gosto de traição, Ainda que assim não seja; Não é doce como cereja Pois me é amargo, então. Cabe a mim sentir na boca, Na língua que me tocou, O gosto de cinzeiro que restou Dessa comoção em bancarrota. Desliza por entre os braços E cai em mãos alheias, Diz-me quem tu anseias Enquanto rompo
há 8 meses atrás - 1 comentário
Jorge Ben Jor é um cara que me intriga, eu acho ele completamente estranho e insípido, sua fisionomia inexpressiva me dá a impressão de uma pessoa que tem muita coisa na cabeça e não repassa nada adiante. Quando eu era bem pequeno costumava ouvir, entre Raul Seixas e Cazuza, Jorge Ben Jor, cantava bem alto
há 9 meses atrás - 2 comentários
Minhas folhas secas eu as deixo cair, nesse momento nada deve pesar. Desfaço os nós e solto as raízes para que tudo seja levado pelo vento. Sinto o cheiro de um outono tardio, por isso balanço os galhos e solto as folhas, não devo alimentar o passado que secou. Que o solo possa me nutrir
há 9 meses atrás - 1 comentário
É a nudez do meu corpo que mostra aonde está alma que deixa as cicatrizes contarem onde estive que deixa as formas falarem de quem sou das vitórias e das derrotas É o corpo nu, numa grama intocada a natureza e só a natureza como ela sabe ser sem medo, sem pudor, sem bem ou
há 9 meses atrás - 2 comentários
1 Eu tenho tanta vida que tudo ficou pesado Sem ser como o resto dos mortos que pensam que vivem mas boiam Eu afundei, na mais profunda correnteza do oceano Por ter tanta vida e ter ficado pesado, afundei 2 Não sei mais bem o que é confundo o cansaço com a tristeza pode ser