Como um purgatório a sustentação,

Uma espera infinita e ansiosa,

Uma provação elísea e belicosa;

- Quanto da minh`alma em suspensão.

Quanto suporta num instante sorumbático,

De cair a fé e a certeza nesse embate

Que não socorre feridos em combate

Mas desola o corpo ao trágico.

Sair de mim ou de ti esse suspiro,

Não importa quão envolvente o desengano,

É sempre suspiro em dor de cigano.

Da alma que vai e volta como num giro.

Tentar escapar da roda é desilusão,

Cabe em nós, rotos, uma profanação.




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