Poema de fermata
Enterra de mim o que ainda há de vivo,
Enquanto enterro a mim em teu coração
E me lambuzo dessa oca comoção,
Qual pranto me seria tão incisivo.
Afogo-me em teu distante passado
E me debato afundando nas ondas
De águas tão frias e tão insossas
Como um lembrete pardo e borrado.
Como a falta de senso que dominava
Nossos compassos desbaratinados
Em tempos e discussões sem lados
Donde um beijo ou riso nos salvava.
Tecer uma linha da tua alma delicada
Enquanto sopro um coração quente
É queimar o que existe de latente
Em uma caixa de madeira, trancada.
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Que liiindo!!! Muitooo liindo!