Poema de fermata
Enterra de mim o que ainda há de vivo,
Enquanto enterro a mim em teu coração
E me lambuzo dessa oca comoção,
Qual pranto me seria tão incisivo.
Afogo-me em teu distante passado
E me debato afundando nas ondas
De águas tão frias e tão insossas
Como um lembrete pardo e borrado.
Como a falta de senso que dominava
Nossos compassos desbaratinados
Em tempos e discussões sem lados
Donde um beijo ou riso nos salvava.
Tecer uma linha da tua alma delicada
Enquanto sopro um coração quente
É queimar o que existe de latente
Em uma caixa de madeira, trancada.
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| Imprimir artigo | Este artigo foi escrito por Christian Silveira em 20 de fevereiro de 2010 às 13:31, e está arquivado em Poesia. Siga quaisquer respostas a este artigo através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta ou fazer um trackback do seu próprio site. |






há 6 meses atrás
Que liiindo!!! Muitooo liindo!