nauticus

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Porque era uma metade que desmoronava
E não sabia aonde iria parar
Rodava, girava, era levado pelos ventos e pela maré
E não sabia onde poderia parar…desmoronado
Ainda que uma parte permanecesse em pé, firme e segura
A outra metade, abandonada ao destino
Não tinha ninguém para salvá-la ou protegê-la
Nem na vida poderia a tirar da morte que sentia
E ia quebrando, ruindo, despedaçando cada retalho que a muito custo costurou
Naquele barquinho que navegava sem rumo, via uma correnteza incerta
Daquele vento que se lhe batia sentia sua distância da terra firme, de outra alma
Nem via sua outra metade, nem via outra qualquer, nem via terra, nem via faróis
Só…
Só…
Só…
Ah, se o barco afundasse… O irônico é que ele segue tão resoluto ao nada que a própria metade, desvanecida, chega a acreditar que ele a leva à algum lugar
Levaria?

beijando uma memória

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Talvez ela esteja escondendo um sorriso
Para dar quando estiver perto de mim;
E eu tocando aquela pele de marfim
Seria uma curva inexata no paraíso.

Ao teu falar tão exato e conexo,
Calam-me as angústias da alma,
Invade-me, tão somente, uma calma
Por um tempo imaginário e complexo.

Sendo tão tenra e suave
Tens toda a chama de uma fada;
E os homens gritam: Encantada!
Mas a mim não há palavra que não trave.

(mais…)

Krishna Das Baba hanuman.

1

aproveitem o kirtan
boa semana pessoas xD

Pink Floyd Comfortably Numb (original wall movie)

0

poema de rua, ruazinha, rimazinha

2

Anoréxico, vigoréxico

Contradição indefinida
Indecifrável, infinita

Em cada poema há uma palavra
Em cada palavra há um poema
Que me diz, confusamente,
Qual o sentido verdadeiro
Dessa farsa tão perfeita
Que não se vêem as rachaduras
E eu acredito estar certo, nesse pálido engano
Em descaso com o destino
Desatino
E retorno ao reino das profusões
Fusões
Compulsões
Confusões

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