deeper

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Quem ainda não ouviu a história de Ingrid Betancourt? A colombiana que era candidata à presidência de seu país, que ficou mais de seis anos nas mãos da famosa (e falo no singular, pois pra mim é tudo uma coisa só) FARC. Seis anos, que absurdo! Quanto consegue um ser humano suportar, sem perder completamente a razão, as mazelas sobre si, a fome, a saudade, o frio, enfim, todas as situações adversas possíveis.
No entanto, eu poderia considerar tudo isso como uma espécie de bênção. Que espírito mais rico se livraria deste corpo depois de ter passado por tantas provas numa parte tão pequena da sua vida? É certo que assim a pessoa é privada de um dos pesos mais estranhos à mente humana: a liberdade e suas implicâncias, mas mesmo assim, ainda considero isso, sob um olhar de Poliana, com algo de bom.
Demos, pois, uma razão ao raciocínio. Penso na obra fabulosa de Dante Alighieri, A Divina Comédia; não me parece ter sido sem propósito que na visita de Dante aos mundos extra-terrenos o vate tenha sido conduzido primeiramente pelo Inferno e depois pelo Paraíso. Após ser conhecido, experimentado e apreendido sobre o que é dor, sofrimento, labuta, provações e todos os tipos de martírios, de maior ou menor grau, o “Reino dos Céus” pareceria muito mais encantador; sejamos simples, para quem tem fome, café com pão é sublime, mas para quem já é farto de comida, isso representa tão somente normalidade.
Não admiro que Ingrid tenha dito que se sentia no paraíso agora, após ter sido libertada. Sua fome foi saciada, seu frio foi remediado com roupas boas e quentes e, acima de tudo, sua saudade dos filhos foi extinta com o reencontro. Como foi reconfortante voltar a terra firme após tanto tempo de tempestade no meio de um oceano revolto.
Foi-me ensinado não julgar ninguém em nenhuma circunstância (e isso já difícil para mim e tantos outros), pois eu não sei qual seria meu comportamento diante dos mesmos fatos. Cada ser humano é uma verdade em si.
Nossa vida é como o passar do ano, temos ciclos, estações, nascimentos e mortes, e estas servem para que demos mais valor aos recomeços. Negar sentimentos, travar em momentos é estupidez, se apegar às cicatrizes nem tanto. Lembrar da dor nos ajuda a construir a beleza do presente ou do porvir, ou do passado, se for o caso.
Perdi o foco do texto (que novidade). Porém, nessa brincadeira toda que chamamos de vida, os convido a participarem do próprio inferno e aprenderem com ele, o visitem sob os cuidados de um Virgílio, pois tenho certeza que a sua Beatriz será muito mais bela no Paraíso.
Bom sofrimento a todos!

tolerância zero

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Com essa nova lei de tolerância zero de álcool para quem dirige, nós, motoristas, devemos que nos cuidar, além de cuidar dos outros, e, por que não, os outros cuidarem de nós?
Primeiramente, não usemos anti-séptico bucal que contenha álcool. Sabe como é né, vai que isso embebeda.
Ah, não coma bombom de licor, aqueles recheados, deliciosos, sabe? Não o coma quando for dirigir, esse bombom pode sair muito caro.
Muito cuidado com o remédio que for tomar, alguns remédios bem comuns possuem álcool, e você vai dizer o que para o policial, que estava usando remedinhos? Acho melhor dizer que estava chapado, afinal, maconha não tem álcool até onde eu sei.
Quando for almoçar, pergunte a quem cozinhou se a salada tem vinagre; se sim, de que tipo? Ora, se for vinagre de álcool não coma, vá direto praquela massa logo a sua frente. Você se imagina dizendo pro policial que comeu muita salada com vinagre, e se imagina recebendo na sua casa uma cartinha informando que levou sete pontos na CNH além de bem mais do que o dobro de salário mínimo de multa?
Não sei não, mas até hoje só vi uma latinha de cerveja tirar o senso de direção do meu cachorro falecido (eu sei, é maldade; e não, ele não morreu por isso).
Como não sou legislador, creio que vou fazer campanhas sociais (hoje todo mundo faz isso). Mais umas “tolerância zero”: chega de corrupção, chega de abuso do dinheiro público, cheia de velhos gordos e preguiçosos fazendo o que bem entendem no congresso nacional sem a mínima consideração alheia, chega de funk, chega de Gilberto Gil, chega de hipocrisia e chega de igreja do senhor jesus cristo do nono dia da terceira esperança na quinta ponta do círculo quadrático.
Ahn, que?
Acho que não vou dirigir agora, devo ter comido muito bombom de licor.

http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Geral&newsID=a2004532.xml

achou?

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Alguém viu um pedacinho de vida por aí?
Se viu me avisa, é meu. Não sei onde deixei.

E se eu deixei na escola, no meio do pátio do recreio?
Já devem ter levado e estão aproveitando do pedacinho.

E se eu deixei nos cortes da adolescência?
Sangrou pelo ralo e não percebi.

Será que foi no trago com rock and roll?
Sabe como é… amigos e tragos…

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é…

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Coloco, abaixo, a lista dos deputados do Estado do RS que votaram a favor da CSS (ou, como estão chamando, a nova CPMF).
O que falta é dinheiro ou competência e honestidade?

PCdoB
Manuela DÁvila (RS)

PDT
Pompeo de Mattos (RS)
Vieira da Cunha (RS)

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olha-me

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Encantado,
Meu nome é dependência,
Sou tua própria demência,
Dormindo no teu ser, aconchegado.

Sou química, sou física, sou mente e espírito;
Corpo e prazer, dor e desespero;
Tu escolhes um item e eu me esmero
Para te satisfazer ao máximo, eis meu fito.

Serotonina, adrenalina, cafeína e neosaldina,
Calmante, estimulante, anti-depressivo, rum com coca,
Cocaína, heroína, cigarro ou comida,
Hormônio, proteína, creatina ou albumina.

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