Video: Muse – Undisclosed Desires

Acho que nas férias é mais difícil parar pra escrever do que nos dias corridos divididos entre estágio, relatórios, provas e aulas. Ao menos assim tá parecendo ser.
Segue o clipe da música Undisclosed Desires do Muse do álbum The Resistance que, na minha humilde opinião, foi um dos melhores, se não o melhor, disco de 2009 do gênero.
Um texto sobre o álbum já foi postado anteriormente aqui no site e pode ser lido aqui.

Muse – Undisclosed Desires

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Tim Burton e Alice no País das Maravilhas

Tirem as crianças da sala. Preparem o whisky, a maconha, o ácido, a cocaína, peguem o cinzeiro e sentem-se preparados para viajar longe, mas bem longe mesmo com a combinação mais lisérgica que eu poderia ter imaginado pro início desse ano: Tim Burton dirigindo Alice no País das Maravilhas.

Tim Burton, conhece? É um cara que adotou o Johnny Depp como seu ator favorito e leva ele consigo para o filme que puder. Burton tem notabilíssimas influências da literatura do Edgar Allan Poe, a obscuridade e o caráter soturno são marcas de suas obras, misturadas a um surrealismo impressionante.

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O declínio do Ponto G

A doutora Andréa Burri acaba de levantar a mão contra o falecido doutor Grafenberg ao dizer, através de sua tese e pesquisa, obviamente, que o famosíssimo (quase tão famoso quanto os Beatles e certamente mais famoso que deus) Ponto G não existe. (Non Ecziste, como diria o grande Pe. Quevedo, aliás, falando em padre… deixa pra outra hora).

Pois é, a pesquisadora do centro de estudos King`s College, especializada em sexo (sexologia, seu pervertido), afirmou que o Ponto G inexiste, para ser mais exato, usarei as palavras da própria Andréa para o jornal da BBC: “It is rather irresponsible to claim the existence of an entity that has never been proven and pressurise women and men too.” – Tradução tosca: ‘é um tanto irresponsável afirmar a existência de algo que nunca foi provado e também pressionar homens e mulheres’.

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Da tua visita

Tá bom, chega de férias de mim mesmo. Natal passou, ano novo também e meu cérebro foi sendo engolido pelo senso comum. Preciso me recuperar até o próximo equinócio. Amém. Pois falando em amém… O que realmente vale a pena é quando a tenho nos meus braços, quando ela agarra meu pescoço e me beija com tanta força que chega a doer, mas depois passa, e é só o gosto doce do sangue que eu sinto, o meu e o dela. O que faz tudo melhor é quando a vejo, quando ela me aperta contra seus seios mornos e suas coxas quentes e seu sexo molhado. É quando ela geme bem no meu ouvido e me faz esquecer dos últimos anos de mulheres frígidas e problemáticas. Gosto mesmo quando ela pula em cima de mim, e eu entro e saio do seu corpo quente e molhado; ou gosto mais quando puxo os seus cabelos e ela me olha de canto dum jeito que só pode significar: mais forte. E eu faço tudo cada vez mais forte até ela pedir pra parar. Então eu não paro, apenas vou mais devagar. Quando esqueço que dei tantos beijos sem gosto, que provei tantos corpos insossos e tantos sexos sensabores, quando esqueço disso é porque estou com ela, que me agarra com tanta força que sei que as marcas ficarão por mais do que apenas um dia. O seu perfume é o que deveria ser o cheiro dos campos Elíseos, e isso já me deixa com tesão, porque cada célula do meu corpo entende que, ao sentir esse aroma, é sinal de que a vida volta, a eletricidade corre, o sangue esquenta e circula como se não houvesse amanhã. O cheiro. Eu faria uma missa ao perfume dela. Do que há nesses encontros, nada pode ser dito, senão que apenas aquilo é vida, todo o resto é interlúdio.

Calor e temperatura ou a faísca que não queima

Então, por que as faíscas não queimam a gente?

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