The Rise And Fall Of Beeshop

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Demorei, me enrolei, mas aí vai, uma resenha despretensiosa do álbum The Rise And Fall of Beeshop, da banda Beeshop do Lucas Silveira da Fresno.

O CD é repleto de letras e arranjos clichês, piegas, mas sem ser vulgar ou enjoativo, aliás, foi uma das melhores utilizações dessas manjadas que eu já ouvi.

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Abraços

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Ontem assisti alguma coisa na televisão que, pela primeira vez, me fez pensar a respeito do ato do abraço, do que ele representa pra uma pessoa em diferentes momentos de sua vida.

O abraço é uma expressão bastante popular, comum no dia-a-dia, por isso passa desapercebida, normalmente, sem que demos a devida atenção ao seu significado.

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Espaço-tempo e a entropia na mente

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Tradicionalmente, somos levados a acreditar que toda superfície que olhamos é plana: uma tábua de madeira, uma parede de concreto bem feita, uma bola de sinuca, enfim, todos esses objetos que se nos apresentam em grande escala diariamente e nos dão a impressão de serem perfeitamente lisos.

Contudo, hoje já é mais propriedade do senso comum entender que em uma escala menor esses elementos possuem ranhuras, texturas que não são tão lisas assim. O que não é tão conhecido assim é que esses mesmos objetos podem apresentar lacunas em suas estruturas, lugares e caminhos em que não haja matéria.

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Abraço e adeus

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Abraçava ela como se fosse uma corda em um precipício.

Não havia delicadeza nem beleza naquele abraço, era apenas um desespero traduzido em força.

Ela o tinha traído, ainda o queria, mas a traição é como uma mancha num lençol, é feita por cima, mas atravessa e suja os dois lados. Ela sentia culpa e ele dor.

Ele abraçava o corpo daquela mulher que amava, seu peito era comprimido por um bloco de concreto de qualquer construção abandonada por falta de verbas, queria muito que aquilo tudo não fosse verdade. Amava aquela mulher, aquela que ele abraçava, não a que estava por dentro daquela mente, não aquela potencialmente pérfida.

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A liberdade engaiolada

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Tenho um vizinho que tem um pássaro no terraço do apartamento. Todos os dias, quando olho pela sacada, vejo aquela gaiola com o pássaro solitário, nunca ouvi seu canto, talvez isso diga algo.

O que acontece é que é a maior das judiações trancar um pássaro em uma gaiola a céu aberto, de forma que ele possa ver tudo o que acontece ao redor, enxergar seus iguais voando, livres, assistir às plantas balançando ao vento e somente isso, nada mais, sem tocar, sem voar sem nada além de uma gaiola.

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